Mato Grosso
“É a partir de capacitações como esta que garantimos às mulheres vítimas de violência acolhimento adequado”, afirma profissional na Expedição SER Família Mulher
“É a partir de capacitações como esta que conseguimos garantir que as mulheres vítimas de violência tenham um acolhimento adequado”, afirma a coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Poxoréu, Daniela Cruz. A profissional participa da 4ª Edição da Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas, em Primavera do Leste (243 km de Cuiabá).
De acordo com a coordenadora, a Expedição é de suma importância para a rede de enfrentamento à violência doméstica.
“Reunir trabalhadores da política de assistência, saúde, educação e demais áreas só fortalece a nossa rede. Agradecemos ao Governo do Estado e aos municípios parceiros por oportunizar essa Expedição que contribui com o nosso conhecimento. Tenho certeza que eu e meus colegas retornaremos para Poxoréu prontos para contribuir no nosso território”, declarou.
Idealizada pela primeira-dama Virginia Mendes, a quarta edição da Expedição é gerida pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
“A Expedição surgiu para debater sobre a violência, fortalecer e aprimorar a proteção das mulheres vulneráveis. Agradeço o apoio de todos, principalmente da secretária Grasi e do secretário Roveri, que comandam a Setasc e a Sesp. A gente uniu forças para que isso acontecesse e graças a Deus, está acontecendo e os municípios estão nos apoiando”, disse a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes.
A programação da Expedição conta com palestras sobre a Patrulha Maria da Penha, com a coordenadoria da Patrulha Maria da Penha; Projeto Casa de Eurídice, com a coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e Vulneráveis; Controle Social, com o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Ceas-MT); Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher – Organismos de Política para as Mulheres (OPM), com o Poder Judiciário, Politec, Implantação do Programa SER Família Mulher em Primavera do Leste, promovido pela Superintendência de Políticas Públicas para Mulheres.
Além disso, no terceiro e último dia de Expedição, a van do Programa SER Família Mulher realiza atendimentos às mulheres da comunidade.
A secretária de Assistência Social e Cidadania, Grasi Bugalho, reforçou que a Expedição é a união de esforços de várias instituições, sendo coordenada pela Setasc junto com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), que tem como objetivo levar às 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP) a capacitação para os servidores que irão trabalhar no atendimento das mulheres vítimas de violência, e que o apoio dos gestores municipais é imprescindível para que a Expedição alcance o seu objetivo.
Foto: João Reis
“Acreditamos que com a força e a união, como a nossa primeira-dama Virginia Mendes sempre pede, a união de todas essas instituições é que vai fazer realmente a diferença na vida de milhares de mulheres que precisam desse acolhimento e do encaminhamento e da força do Estado nessa união com os municípios para mudar essa realidade. Vocês são muito importantes para que essa política tenha sucesso, para que as pessoas se envolvam e a gente realmente consiga mudar e diminuir essa violência que tem assolado as nossas cidades, as nossas famílias. Cada um de nós, seja da área social, segurança pública, educação e saúde, temos que ter esse compromisso”, afirmou a secretária Grasi.
Segundo a técnica em agente comunitária de saúde de Primavera do Leste, Vivian Mendes, a Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas, se destaca por abranger diversas áreas por onde as mulheres passam por atendimento.
Vivian Mendes – Foto: João Reis
“É um momento de aprendizado porque são nos pequenos detalhes, podemos fazer a diferença e salvar vidas. Eu, como agente comunitária, posso ajudar nas visitas que faço. É muito gratificante ter um governo que se dedica ao combate à violência contra às mulheres”, destacou.
Foto: João Reis
Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas
A grande Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas alcançará as 15 Regiões Integradas da Segurança Pública (RISP), tendo um município como sede em cada região, assim, percorrendo 15 municípios com a participação dos demais que integram a região.
As capacitações ofertadas para as equipes da rede socioassistencial do município sede durante a Expedição, terão a participação das equipes socioassistenciais dos municípios que abrangem a RISP.
A Expedição conta com o apoio e parcerias das Prefeituras Municipais, Associação Mato-grossense dos Municípios, Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM-MT), Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), Polícia Militar (PM-MT), Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT), Tribunal de Justiça de MT (TJ-MT), Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT), Defensoria Pública do Estado, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) e outras entidades.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Recursos da Feijoada Solidária garantem a entrega de mais de 600 cobertores na Baixada Cuiabana
Mato Grosso
Defensoria alerta para os primeiros sinais de violência contra a mulher
Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

Por Alexandre Guimarães
A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
-
Nacional23/07/2026 - 13:25Cidade do Centro – Oeste é uma das mais buscadas por brasileiros que viajam de ônibus em 2026, aponta ClickBus
-
Rondonópolis23/07/2026 - 11:18Moradores do Jardim Pindorama apresentam demandas durante Câmara Itinerante
-
Policial23/07/2026 - 15:39Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas
-
Agro News23/07/2026 - 15:29Com safrinha sob risco, produtor de MT encontrou no sorgo uma solução para rentabilidade e manejo de plantas daninhas
-
Rondonópolis24/07/2026 - 13:45CIBEAR intensifica ações de bem-estar animal e realiza 3.455 castrações no primeiro semestre de 2026
-
Rondonópolis24/07/2026 - 16:29Pacientes da Dra. Luciana Horta devem procurar atendimento no CORESS
-
Rondonópolis24/07/2026 - 14:54Concurso público da Câmara de Rondonópolis é prorrogado por mais dois anos
-
Artigos27/07/2026 - 16:47O caso Voepass e os riscos que a cultura aprende a tolerar







