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Mato Grosso

Setasc leva à Vila Rica capacitação sobre atuação em casos de violência doméstica pela Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) promoveu, nos dias 23 e 24 de setembro, a 6ª edição da Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas, realizada no município de Vila Rica (a 1.266 km de Cuiabá). Idealizada pela primeira-dama de Mato Grosso Virginia Mendes, a Expedição tem como objetivo capacitar profissionais da rede socioassistencial da região.

“Não pude estar nesta edição por motivos de agendas, mas fiquei feliz de saber que as ações avançaram. É muito importante que cada orientação e investimento no combate à violência doméstica e feminicídio sejam colocados em prática, porque neste momento não há outra maneira de combater, se não com as armas que temos”, declarou a primeira-dama Virginia Mendes.

A secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, Cel. Grasi Bugalho, que representou a primeira-dama do Estado, destacou a importância da Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas, uma iniciativa que une esforços de diversas instituições, coordenada pela Setasc, e com parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), que tem como o principal objetivo capacitar os servidores municipais para atuarem no atendimento às mulheres vítimas de violência. A ação abrange as 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP) de Mato Grosso.

“Estamos mobilizando os gestores municipais para que essa iniciativa chegue de forma eficaz aos municípios e gere resultados concretos na proteção das mulheres. Esse programa é essencial para criar uma rede de proteção forte e integrada nos municípios. Queremos garantir que as mulheres em situação de vulnerabilidade tenham acesso a serviços que as protejam e as ajudem a superar a violência”, explicou a secretária.

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Ela ainda reforçou o pedido para que os gestores municipais criem organismos locais de política pública para mulheres, como conselhos municipais, que podem ser incorporados à Secretaria de Assistência Social, mas que tenham foco específico no enfrentamento da violência.

“Esse é um passo fundamental para garantir que as políticas que estamos promovendo no âmbito estadual cheguem à base, onde as mulheres vivem e enfrentam esses desafios. Nós entregamos o que prometemos, e continuaremos lutando por essas mulheres”, concluiu.

A primeira-dama e secretária municipal de Assistência Social de Santa Terezinha (a 1.180 km de Cuiabá), Ana Raquel Correia Ribeiro, destacou a relevância da Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas para os municípios da região, elogiando o evento como uma oportunidade de adquirir conhecimento e trocar experiências.

“A expedição foi riquíssima. Compartilhamos ideias e problemas comuns com outros municípios, como São José do Xingu, o que nos ajudou a ampliar as possibilidades de atendimento às mulheres”, afirmou.

Ana Raquel também ressaltou a importância da presença do Estado na região. “É uma distância de mais de 1.000 km até Cuiabá e muitas vezes, isso dificulta o acesso aos serviços. A participação de instituições como o Conselho Estadual, a Setasc, e a parceria com a Polícia Civil é considerada fundamental, proporcionando novas perspectivas de ação para o município”, disse.

A delegada-geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, Daniela Maidel, destacou a importância da Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas, elogiando a visão estratégica e sensível da primeira-dama Virgínia Mendes e da secretária Cel. Grasi Bugalho, ao reconhecer a necessidade de uma ação específica para as mulheres, principalmente no enfrentamento à violência doméstica.

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“Com um olhar muito apurado para as causas sociais, elas entenderam que a violência contra a mulher exige uma abordagem específica, e é aí que entra o nosso papel na segurança pública e acredito que esta seja uma colaboração inédita no país: segurança pública e assistência social, junto com outras instituições, caminhando de mãos dadas no combate à violência contra a mulher”, ressaltou.

Daniela ressaltou a inovação da iniciativa, destacando que a colaboração entre segurança pública e assistência social é rara e fundamental no combate à violência doméstica. “Acredito que seja uma iniciativa inédita no país: segurança pública e assistência social, junto com outras instituições, caminhando de mãos dadas no combate à violência contra a mulher”, disse.

Ela também destacou que a violência doméstica não afeta apenas as mulheres, mas toda a família, transmitindo um exemplo negativo para as crianças. “A violência doméstica é o primeiro exemplo de como uma criança aprende a mediar conflitos. Se a solução é gritar, empurrar ou até matar, esse comportamento será replicado nas ruas. Por isso, o trabalho de todos nós — segurança pública e assistência social — é crucial para quebrar esse ciclo”, concluiu.

Eliane Lazzari, assistente social da Proteção Social Especial do município de Porto Alegre do Norte (a 1.032 km de Cuiabá), destacou a relevância da capacitação proporcionada pela Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas. Segundo ela, essas oportunidades são essenciais para aprimorar o trabalho realizado no atendimento a vítimas de violência doméstica e exploração sexual de crianças e adolescentes.

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“Essa capacitação é muito valiosa para nós, pois aprendemos muito sobre como lidar com essas situações de forma mais eficaz”, afirmou Eliane.

A assistente social também elogiou a iniciativa do Governo do Estado de Mato Grosso, em especial à pela primeira-dama Virgínia Mendes, de focar no apoio às mulheres vítimas de violência.

“É uma ideia brilhante da nossa primeira-dama, porque aqui na região do Araguaia temos dificuldade para tudo. Estamos longe da capital, longe dos recursos. O Programa SER Família Mulher complementa e fortalece todos os outros que vieram antes”, concluiu.

Estiveram presentes na solenidade a superintendente de Políticas Públicas da Setasc, Miranir Oliveira; a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM), Cenira Evangelista; a procuradora do Estado de Mato Grosso, Glaucia Amaral, entre outras autoridades.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

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Empresários e equipes do comércio poderão participar de palestras práticas voltadas à experiência do cliente e estratégias de conversão
O Circuito do Varejo segue ampliando sua agenda de capacitações em Mato Grosso e desembarca, no mês de junho, nos municípios de Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa. A iniciativa reúne empresários, gestores e equipes do comércio para uma programação voltada à melhoria do atendimento e ao fortalecimento das vendas presenciais e digitais.
Realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso (Senac-MT), em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae-MT), o projeto percorre diferentes regiões do estado levando conteúdos estratégicos sobre comportamento do consumidor, experiência de compra e relacionamento com clientes.
A primeira parada será em Lucas do Rio Verde, no dia 3 de junho. Depois, o circuito segue para Alta Floresta, em 9 de junho, Colíder, no dia 11, e encerra a programação do mês em Água Boa, no dia 23. Em todas as cidades, a recepção ao público começa às 18h.
A partir das 19h30, o especialista em experiência do cliente Manoel Carlos Junior ministra a palestra “Atendimento que vende: como encantar o cliente dentro da loja”. O conteúdo apresenta estratégias para transformar o atendimento em diferencial competitivo, criando conexões com o consumidor e aumentando as oportunidades de fidelização e vendas.
Manoel Carlos Junior é curador e especialista em Customer Experience, além de autor dos livros “Experiencialize: os sete passos para transformar produtos e serviços em experiências” e “Experiencializando o Mundo: 40 histórias reais baseadas no método experiencialize”.
Na sequência, às 20h15, a empresária e business coach Uliana Ferreira conduz a palestra “Do direct ao Whatsapp: como atender e vender nos canais digitais”. A apresentação aborda técnicas para estruturar o atendimento online, fortalecer a comunicação digital e converter interações em vendas por meio das redes sociais e aplicativos de mensagens.
Uliana Ferreira é CEO do Grupo Dona, fundador do Instituto A Dona do Negócio e autora do livro best-seller “A Dona do Negócio”. A especialista atua com consultoria e aceleração de resultados para empresas e projetos de empreendedorismo feminino.
As inscrições são limitadas e podem ser feitas pela internet, na plataforma Sympla. Para participar, os interessados devem doar 5 quilos de alimentos não perecíveis no dia do evento. As arrecadações serão destinadas ao programa Sesc Mesa Brasil.
Serviço:
 
Evento Circuito do Varejo 2026
 
Inscrições: Ingresso solidário de 5 kg de alimentos não perecíveis
Lucas do Rio Verde
Data: 3 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório Sebrae em Lucas do Rio Verde, Avenida Pará, 484-s –
Alvorada, Lucas do Rio Verde
Inscrições:  via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-lucas-do-rioverde/3412816)
Alta Floresta
Data: 9 de junho, a partir das 18h
Local: Teatro Agostinho Bizinotto – Centro Cultural, Travessa C-A, Alta Floresta
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-altafloresta/3405873)
Colíder
Data: 11 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório Amazonia ACIC – R. Luiz Aldori Neves Fernandes, 745 – Centro, Colíder
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicaocolIder/3405768)
Água Boa
Data: 23 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório da Associação Comercial de Água Boa (Aceab) – R. Nove, 338 – Centro, Água Boa
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-aguaboa/3405939)
O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
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Mato Grosso

Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

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Foto- Assessoria

Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.

Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.

As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.

Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.

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Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.

Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.

Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.

Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.

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A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.

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Mato Grosso

Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres

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A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.

A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.

Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.

De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.

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As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.

“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.

Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.

Foto: Reprodução. 

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