Mato Grosso
Polícia Civil prende grupo criminoso que explodiu loja de departamentos em VG e furtou cofre

A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande deflagrou, nesta quarta-feira (11.12), a Operação Navahoff para cumprir mandados de buscas contra integrantes de uma associação criminosa que se dedica a roubos e furtos com emprego de explosivos, nas cidades de Várzea Grande e Cuiabá.
Os mandados foram cumpridos nos bairros Parque do Lago, Jardim Ycaraí, Residencial José Carlos Guimarães e Cohab Jaime Campos, em Várzea Grande.
As investigações iniciaram em março deste ano para identificar o grupo criminoso que, na madrugada do dia 30 daquele mês explodiu o cofre da loja Havan, localizada na Avenida da FEB.
Na ocasião, cinco suspeitos, todos armados, arrombaram os cadeados do portão do pátio da loja e usando dinamite, explodiram a parede do prédio e levaram do cofre, malotes de dinheiro, totalizando a quantia de R$ 29.954,30.
Na mesma data, as equipes da Derf de Várzea Grande prenderam em flagrante um dos envolvidos no crime e apreenderam um dos veículos utilizados para a prática do crime.
A.P.S. foi identificado como piloto de fuga para o bando criminoso e o responsável em levar os comparsas até a loja Havan e depois deixá-los no local onde fariam a divisão do dinheiro. Para a ação criminosa foi usado um veículo Etios, roubado no dia 19 de março deste ano quando duas estudantes saíam da faculdade no bairro Dom Aquino, em Cuiabá, e foram rendidas sob ameaça de arma de fogo.
Outros envolvidos
No decorrer das investigações, a delegacia especializada identificou o líder do grupo, L. R. P. A., conhecido como Mano Hacker, que na noite do crime na Havan ficou nas imediações da loja coordenando a ação criminosa.
Outro criminoso, M. A. B. S, atuava como gerente do bando e também recrutava outros integrantes para a associação criminosa.
Ainda na estrutura do grupo criminoso, o investigado W. G. T., foi responsável em guardar os explosivos e fazer a detonação no local do crime. O último identificado, R. E. F. M., também ficou na linha de frente da ação criminosa.
Após a explosão do cofre da Havan, os investigados ficaram insatisfeitos com o valor subtraído e alegaram que foi usado pouco explosivo, pois a intenção era explodir um buraco maior na parede, para arrastarem o cofre para fora, colocá-lo no carro e fugirem imediatamente.
Outras ações criminosas
A investigação da Derf apontou ainda que o modo de agir do grupo criminoso é invadir locais para explodir os cofres, todos armados e, em caso de haver vigilante, estarem preparados para o confronto. Outra peculiaridade da atuação do grupo é recrutar funcionários de grandes empresas para obter informações privilegiadas sobre a movimentação financeira e local exato do cofre.
Durante as investigações, a delegacia especializada apurou que o grupo criminoso também planejava furtar o cofre de uma empresa do ramo de autopeças e explodir um caixa eletrônico de uma agência bancária.
Além dos furtos com o emprego de explosivos, o grupo atuava em roubos a residências e empresas. Eles costumavam monitorar a rotina das vítimas, por até 15 dias, se revezando no monitoramento.
Outra prática eram roubos onde simulavam a colisão na traseira do veículo para forçar o condutor a parar o carro, quando então, armados, rendiam as vítimas e as obrigavam a dirigir até a própria residência ou empresa e cometiam o roubo.
Após tomarem conhecimento sobre a prisão do primeiro comparsa, os demais integrantes do grupo planejaram executar o suspeito que foi preso logo após o furto à Havan, por meio de uma sessão de espancamento dentro do presídio onde ele está.
Fichas criminais
Todos os envolvidos no furto da loja Havan têm registros criminais; três possuem condenações por crimes como roubo, homicídio e furto.
Além dos mandados cumpridos, um dos investigados, W. G. T., foi autuado em flagrante por furto de energia elétrica. Ele já tem condenação por roubo majorado e furto qualificado, e responde a processo por tentativa de homicídio.
R. P. A., responde a processos por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e furto qualificado.
M. A. B. S, foi preso em flagrante por um roubo a residência em junho deste ano, quando vigiaram a casa da vítima por 15 dias. Na ocasião, ele chegou a fazer 4 disparos contra as vítimas, mas felizmente não atingiu ninguém. O indiciado tem quatro condenações por roubo.
R. E. F. M., responde a processos por roubo majorado e condenação por homicídio qualificado.
Fonte: Governo MT – MT
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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