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Política Estadual de Agricultura Irrigada incentiva aumento da área de irrigação em MT
Atualmente o estado tem 220 mil hectares irrigados

Foto- Assessoria
Aprovada em 2024, a Lei 12.717/2024, que instituiu a Política Estadual de Agricultura Irrigada e o Programa Estadual de Irrigação é uma boa notícia para os produtores irrigantes de Mato Grosso. Um dos objetivos dessa política é incentivar o aumento da área irrigada no estado e, consequentemente, ampliar a produtividade agrícola.
A lei é resultado de uma iniciativa da Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir-MT), por meio de seu presidente, Hugo Garcia, que apresentou o projeto durante o período em que assumiu o cargo de deputado estadual em 2024.
“Mato Grosso tem atualmente 220 mil hectares irrigados e o nosso objetivo é chegar a 4 milhões de hectares até 2030. Essa política é importante por estimular esse aumento, não só com o desenvolvimento de novas tecnologias, como também com a capacitação profissional e a realização de estudos sobre o setor”, avalia Hugo Garcia.
Entre os benefícios do uso da irrigação para a agricultura está não só o aumento da produtividade, mas também a expansão das áreas cultiváveis, melhoria na qualidade das culturas, enfrentamento às adversidades climáticas e a possibilidade da implantação de uma terceira safra.
Outra conquista da Lei 12.717/2024 é o Programa Estadual de Irrigação (Proei), que tem como metas ampliar a produção de alimentos por meio da agricultura irrigada, elevando os níveis de produtividade e as oportunidades de emprego no campo, além de otimizar o uso de insumos por meio da irrigação.
“Esse é um marco muito importante para a agricultura irrigada em Mato Grosso. Porque muito mais do que apenas ampliar a área irrigada, queremos estimular o uso racional da água, garantindo a preservação dos recursos hídricos. Queremos promover o desenvolvimento econômico aliado à proteção ambiental”, enfatiza o presidente da Aprofir-MT.
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Mais etanol e vendas antecipadas mudam ritmo do mercado
O avanço das vendas antecipadas pelas usinas e a mudança no destino da cana-de-açúcar estão redesenhando o mercado na safra 2026/27, com impacto direto sobre exportações e preços. A expectativa é de queda de cerca de 14,2% nos embarques brasileiros de açúcar, à medida que cresce o direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol.
Em março, o Brasil exportou 1,808 milhão de toneladas de açúcar, volume 1,42% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. A receita somou aproximadamente R$ 3,39 bilhões (US$ 657,57 milhões convertidos a R$ 5,15), recuo de 24,7% na comparação anual, refletindo preços internacionais mais baixos.
Apesar da retração no mês, o acumulado do primeiro trimestre ainda indica crescimento em volume. Entre janeiro e março, os embarques alcançaram 6,04 milhões de toneladas, alta de 5,78% sobre igual período de 2025. A receita, por outro lado, caiu 19,6%, evidenciando a pressão sobre os preços médios.
No campo, a principal mudança está no mix de produção. A moagem no Centro-Sul deve variar entre 625 milhões e 635 milhões de toneladas, com maior participação do etanol. A parcela da cana destinada ao açúcar tende a cair para 48,8%, abaixo dos 50,7% do ciclo anterior, em resposta direta aos preços mais elevados dos combustíveis.
Esse ajuste ocorre em um cenário de possível déficit global estimado em 2,7 milhões de toneladas na safra 2026/27, o que, em tese, sustentaria as cotações internacionais. No entanto, o comportamento das usinas tem atuado como fator de contenção no curto prazo.
Levantamento da StoneX indica que as fixações de açúcar no Centro-Sul avançaram de 41,8% para 59,5% ao longo de março. A diferença em relação ao mesmo período do ciclo anterior, que já foi de 20 pontos percentuais, recuou para cerca de 10 pontos.
Na prática, esse movimento reduz a pressão de venda que vinha travando altas mais consistentes. Com menos volume disponível para negociação imediata, o mercado passa a operar em um ambiente mais equilibrado, com menor resistência a eventuais valorizações.
No cenário internacional, os preços do açúcar registraram ganhos moderados em março, influenciados por fatores financeiros e geopolíticos, como a redução de posições vendidas por fundos em meio a tensões no Oriente Médio.
Para o produtor, o foco permanece na gestão do mix entre açúcar e etanol, que segue diretamente ligado ao comportamento do petróleo. A combinação entre custos, preços internacionais e demanda por combustíveis deve definir o rumo das margens ao longo da safra.
Fonte: Pensar Agro
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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), 




