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Safra global pressiona mercado e derruba preços do açúcar
Após semanas de valorização moderada, o mercado internacional do açúcar iniciou uma fase de ajustes, pressionado por sinais de recuperação das safras em grandes produtores como Índia, Tailândia e China. Na bolsa de Nova York, a commodity chegou a cair para 16,24 centavos de dólar por libra-peso, influenciada pela expectativa de ampla oferta no Hemisfério Norte e pela ausência de forte demanda no mercado físico.
Apesar do recuo pontual, o Brasil continua a desempenhar um papel estratégico: líder absoluto nas exportações globais, o país deve manter sua produção acima das 42 milhões de toneladas em 2025, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Cerca de 70% dessa produção é direcionada ao açúcar, enquanto o restante abastece o setor de etanol. Com clima favorável e moagem em ritmo acelerado, as usinas brasileiras seguem suprindo parte considerável do consumo mundial, estimado em 180 milhões de toneladas.
Enquanto isso, a Índia projeta uma recuperação para cerca de 32 milhões de toneladas, mas mantém restrições à exportação, sujeitas a decisões do governo. A Tailândia também dá sinais de retomada, com previsão de 11,5 milhões de toneladas para a próxima safra. Já a Europa, pressionada por altos custos e pela concorrência com o açúcar ucraniano, deve reduzir em até 10% sua área de plantio de beterraba, o que limita seu potencial produtivo.
Mesmo com as oscilações recentes, analistas acreditam que os fundamentos de médio prazo continuam favoráveis ao açúcar brasileiro. A combinação entre competitividade, escala produtiva e eficiência logística mantém o país como principal referência para formação de preços no mercado global.
Fonte: Pensar Agro
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Mais etanol e vendas antecipadas mudam ritmo do mercado
O avanço das vendas antecipadas pelas usinas e a mudança no destino da cana-de-açúcar estão redesenhando o mercado na safra 2026/27, com impacto direto sobre exportações e preços. A expectativa é de queda de cerca de 14,2% nos embarques brasileiros de açúcar, à medida que cresce o direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol.
Em março, o Brasil exportou 1,808 milhão de toneladas de açúcar, volume 1,42% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. A receita somou aproximadamente R$ 3,39 bilhões (US$ 657,57 milhões convertidos a R$ 5,15), recuo de 24,7% na comparação anual, refletindo preços internacionais mais baixos.
Apesar da retração no mês, o acumulado do primeiro trimestre ainda indica crescimento em volume. Entre janeiro e março, os embarques alcançaram 6,04 milhões de toneladas, alta de 5,78% sobre igual período de 2025. A receita, por outro lado, caiu 19,6%, evidenciando a pressão sobre os preços médios.
No campo, a principal mudança está no mix de produção. A moagem no Centro-Sul deve variar entre 625 milhões e 635 milhões de toneladas, com maior participação do etanol. A parcela da cana destinada ao açúcar tende a cair para 48,8%, abaixo dos 50,7% do ciclo anterior, em resposta direta aos preços mais elevados dos combustíveis.
Esse ajuste ocorre em um cenário de possível déficit global estimado em 2,7 milhões de toneladas na safra 2026/27, o que, em tese, sustentaria as cotações internacionais. No entanto, o comportamento das usinas tem atuado como fator de contenção no curto prazo.
Levantamento da StoneX indica que as fixações de açúcar no Centro-Sul avançaram de 41,8% para 59,5% ao longo de março. A diferença em relação ao mesmo período do ciclo anterior, que já foi de 20 pontos percentuais, recuou para cerca de 10 pontos.
Na prática, esse movimento reduz a pressão de venda que vinha travando altas mais consistentes. Com menos volume disponível para negociação imediata, o mercado passa a operar em um ambiente mais equilibrado, com menor resistência a eventuais valorizações.
No cenário internacional, os preços do açúcar registraram ganhos moderados em março, influenciados por fatores financeiros e geopolíticos, como a redução de posições vendidas por fundos em meio a tensões no Oriente Médio.
Para o produtor, o foco permanece na gestão do mix entre açúcar e etanol, que segue diretamente ligado ao comportamento do petróleo. A combinação entre custos, preços internacionais e demanda por combustíveis deve definir o rumo das margens ao longo da safra.
Fonte: Pensar Agro
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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), 




