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Festa do Café destaca o protagonismo de Poços de Caldas
Poços de Caldas realiza no próximo final de semana (18 e 19.10) a 1ª Festa do Café. O evento é estratégico para destacar a importância econômica do grão, que, além de ser símbolo da cidade e da Região Vulcânica, integra Minas Gerais ao topo do ranking nacional e mundial do setor.
Minas, maior produtor do Brasil, responde por cerca de 47% da produção nacional, com as lavouras mineiras impulsionando o faturamento recorde do país. Para 2025, a expectativa é que o Brasil colha mais de 55 milhões de sacas de café beneficiado — e a Região Vulcânica, que inclui Poços, tem papel fundamental nesse avanço, com seus cafés especiais ganhando destaque em concursos e mercados de valor agregado.
Só no planalto vulcânico, cerca de 65,9 mil hectares são dedicados ao café, envolvendo mais de 12 mil produtores — 90% deles agricultores familiares. A região é reconhecida internacionalmente pelo terroir único, resultante dos solos vulcânicos, altitude elevada e clima especial, favorecendo grãos com aromas, sabores e perfil premiado.
Com a associação regional e o selo Cafés da Região Vulcânica, cerca de 500 produtores e mais de 100 marcas valorizam a rastreabilidade e a qualidade, fator essencial para conquistar mercados exigentes no Brasil e no exterior.
A Festa do Café, organizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Emater-MG, Sebrae e parceiros, vai além da celebração cultural: integra concursos de qualidade, leilão de microlotes, workshops, experiências gastronômicas e turismo rural. A programação começa no sábado com abertura oficial, feira de expositores, cupping e leilão dos melhores cafés de Poços e da Região Vulcânica, além de shows e premiações. No domingo, o foco é na rota turística do café, aulas-show, harmonizações e premiações gastronômicas, coroando produtores que se dedicam à excelência do grão.
Programação
Dia 18 – Conexão, Prêmios e Leilão (sábado)
- 12h00 – Abertura oficial e início da feira de expositores
- 12h00 às 13h30 – Show com DJ Dudu (Palco Diveneza)
- 13h00 – Workshop “Drinks de cachaça e café”, com Elisângela Paiva (Palco Principal)
- 13h00 – Cupping para convidados: Concurso de Poços de Caldas (Espaço Sabores)
- 13h30 às 15h00 – Show “O Baião de Luiz Gonzaga” (Palco Diveneza)
- 13h30 – Cupping para convidados: Concurso da Região Vulcânica (Espaço Sabores)
- 14h00 – Leilão dos microlotes campeões de Poços de Caldas (Palco Principal)
- 15h30 – Leilão dos microlotes campeões da Região Vulcânica (Palco Principal)
- 17h00 – Premiação dos Melhores Cafés de Poços de Caldas (Palco Principal)
- 17h30 – Premiação dos Melhores Cafés da Região Vulcânica (Palco Principal)
- 18h00 – Show com artista regional (Palco Principal)
- 20h00 – Encerramento do dia
Dia 19 – Experiências e Sabores (domingo)
- 08h00 – Rota Turística do Café (área rural de Poços de Caldas)
- 10h00 – Abertura oficial na Alameda Poços e início da feira de expositores
- 10h00 às 12h00 – Coffee Party com DJ ISADBOB (Palco Diveneza)
- 11h30 – Aula Show de confeitaria contemporânea com sabores tradicionais da roça, com Marô (Palco Principal)
- 12h30 às 13h00 – Entrega dos pratos do 3º Concurso Gastronômico de Café (Espaço Sabores)
- 13h00 – Aula Show “Harmonização dos Cafés Campeões com Queijos e Chocolates”, com Sandro Dias e Prof. Dra. Emanuelle Morais (Palco Principal)
- 14h00 às 15h30 – Show com João Carlos e Carlos Leite (Palco Principal)
- 15h30 – Premiação do 3º Concurso Gastronômico de Café (Palco Principal)
- 16h00 – Premiação do Melhor Café Torrado para Espresso – Região Vulcânica (Palco Principal)
- 16h30 – Show com Lucas Drake (Palco Principal)
- 18h00 – Encerramento do evento
Fonte: Pensar Agro
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Mais etanol e vendas antecipadas mudam ritmo do mercado
O avanço das vendas antecipadas pelas usinas e a mudança no destino da cana-de-açúcar estão redesenhando o mercado na safra 2026/27, com impacto direto sobre exportações e preços. A expectativa é de queda de cerca de 14,2% nos embarques brasileiros de açúcar, à medida que cresce o direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol.
Em março, o Brasil exportou 1,808 milhão de toneladas de açúcar, volume 1,42% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. A receita somou aproximadamente R$ 3,39 bilhões (US$ 657,57 milhões convertidos a R$ 5,15), recuo de 24,7% na comparação anual, refletindo preços internacionais mais baixos.
Apesar da retração no mês, o acumulado do primeiro trimestre ainda indica crescimento em volume. Entre janeiro e março, os embarques alcançaram 6,04 milhões de toneladas, alta de 5,78% sobre igual período de 2025. A receita, por outro lado, caiu 19,6%, evidenciando a pressão sobre os preços médios.
No campo, a principal mudança está no mix de produção. A moagem no Centro-Sul deve variar entre 625 milhões e 635 milhões de toneladas, com maior participação do etanol. A parcela da cana destinada ao açúcar tende a cair para 48,8%, abaixo dos 50,7% do ciclo anterior, em resposta direta aos preços mais elevados dos combustíveis.
Esse ajuste ocorre em um cenário de possível déficit global estimado em 2,7 milhões de toneladas na safra 2026/27, o que, em tese, sustentaria as cotações internacionais. No entanto, o comportamento das usinas tem atuado como fator de contenção no curto prazo.
Levantamento da StoneX indica que as fixações de açúcar no Centro-Sul avançaram de 41,8% para 59,5% ao longo de março. A diferença em relação ao mesmo período do ciclo anterior, que já foi de 20 pontos percentuais, recuou para cerca de 10 pontos.
Na prática, esse movimento reduz a pressão de venda que vinha travando altas mais consistentes. Com menos volume disponível para negociação imediata, o mercado passa a operar em um ambiente mais equilibrado, com menor resistência a eventuais valorizações.
No cenário internacional, os preços do açúcar registraram ganhos moderados em março, influenciados por fatores financeiros e geopolíticos, como a redução de posições vendidas por fundos em meio a tensões no Oriente Médio.
Para o produtor, o foco permanece na gestão do mix entre açúcar e etanol, que segue diretamente ligado ao comportamento do petróleo. A combinação entre custos, preços internacionais e demanda por combustíveis deve definir o rumo das margens ao longo da safra.
Fonte: Pensar Agro
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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), 




