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Mato Grosso

Escola Técnica Estadual de Matupá consolida parcerias entre a Educação Profissional e o setor produtivo local

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A Escola Técnica Estadual (ETEC) de Matupá vem se consolidando como referência regional na região com o Programa de Aprendizagem Profissional, uma política pública que busca integrar a formação educacional técnica e a prática profissional. O projeto permite que os jovens estudantes se qualifiquem enquanto vivenciam a rotina do mundo do trabalho, por meio de parcerias, ampliando competências, fortalecendo a inserção no mercado e promovendo uma formação alinhada às demandas reais da economia regional.

A diretora da unidade, Jackeline Bregoli destacou que as parcerias são articuladas de forma estratégica com envolvimento da diretoria da ETEC e a Coordenadoria de Integração, liderada pela coordenadora Bárbara Rosa.

“Em uma cidade como Matupá, onde o agronegócio move a economia, a ETEC cumpre seu verdadeiro papel quando caminha lado a lado com as empresas locais e o setor produtivo. Transformando parcerias em conhecimento aplicado, desenvolvimento regional e oportunidades reais para nossos jovens. Isso é o fortalecimento da educação que deixa de ser apenas formação e passa a ser transformação”, afirmou Jackeline.


Parcerias de sucesso

Uma das parcerias firmadas recentemente foi com a empresa Agro Baggio, unidade de Matupá, com atividades desenvolvidas entre os dias 14 de novembro de 2025 e 7 de janeiro de 2026. A aproximação teve início após o contato de uma representante corporativa da empresa, que acompanha as ações da ETEC por meio das redes sociais.

Inicialmente, o convite direcionava-se à participação da instituição no programa de estágio Agro Baggio Academy, voltado a alunos dos cursos técnicos subsequentes. Durante as interações, a equipe da escola apresentou o Programa de Aprendizagem Profissional, o que motivou o agendamento de uma reunião com a representante e o setor de Recursos Humanos da empresa.

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O encontro apresentou resultados positivos, resultando na formalização da parceria e na contratação da estudante Pâmela Sofia Antonelli, da 3ª etapa do curso Técnico em Logística Intercomplementar, na condição de jovem aprendiz, materializando os objetivos propostos pela iniciativa.

Outra parceria estratégica é mantida com a empresa Bom Futuro, unidade de Matupá, que já possui termo formalizado com a ETEC e um relacionamento institucional contínuo. No dia 6 de janeiro, a escola recebeu as representantes administrativas da empresa, a psicóloga Maria Alice e Leidiane, analista de Recursos Humanos. Na reunião foram alinhadas as propostas para 2026 com foco no fortalecimento da cooperação institucional, oferta de estágios remunerados para alunos dos cursos técnicos, além da apresentação do Programa de Aprendizagem Profissional. O programa foi destacado como uma estratégia que prioriza o desenvolvimento integral do estudante, com possibilidade de futura efetivação na empresa.

Com processo seletivo em fase de elaboração, a previsão é que a partir de fevereiro a empresa já inicie a contratação de alunos da ETEC como jovens aprendizes.

Neste sentido, a escola também avançou nas tratativas com a empresa Amazônia Máquinas – New Holland. O primeiro contato ocorreu por meio de uma mensagem do gerente da unidade de Matupá, que solicitava a indicação de alunos para uma vaga disponível. O gestor, que também é aluno do curso Técnico Subsequente da instituição, contribuiu para aproximar a empresa da escola.

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A partir desse contato, foi solicitada uma reunião para apresentação do Programa de Aprendizagem Profissional. A equipe da ETEC realizou visita institucional à empresa, apresentando portfólio, modelo de contrato e ficha de encaminhamento. A ação gerou feedbacks positivos e demonstrou o interesse dos representantes da empresa em formalizar a parceria.

Além disso, a instituição recebeu convite para uma reunião por videoconferência da matriz da empresa, localizada em Lucas do Rio Verde, ampliando as perspectivas de atuação conjunta. Já há previsão de que futuras vagas de jovem aprendiz sejam preenchidas por meio da parceria com a ETEC.

ETEC de Matupá

Considerando as demandas dos arranjos produtivos locais e regionais, a Escola Técnica Estadual (ETEC) de Matupá está vocacionada para cursos na área do agronegócio e agricultura de precisão, ofertando cursos técnicos em Agricultura, Agronegócio, Logística e Informática.

A oferta ocorre através da modalidade concomitante intercomplementar para estudantes do Ensino Médio, em parceria com a Escola Estadual Jardim das Flores e na modalidade concomitante subsequente no período noturno para estudantes que estejam cursando 2º ano do Ensino Médio ou que já tenham concluído o Ensino Médio. Também são ofertados diversos cursos livres e de formação inicial continuada (FIC).

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Via Brasil investe R$ 16 milhões para aumentar a segurança em trecho crítico da BR-163 no Mato Grosso

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Obras de correção de traçado na Serra do Cachimbo já começaram

Foto- Assessoria

A Via Brasil BR-163, concessionária responsável pela administração de 1.009 quilômetros da BR-163/230, iniciou importantes obras de correção de traçado em três pontos estratégicos da Serra do Cachimbo, no município de Guarantã do Norte (MT).

Com investimento de aproximadamente R$ 16 milhões, as intervenções têm como principal objetivo aumentar a segurança viária, reduzir o número de acidentes e proporcionar melhores condições de tráfego em um dos trechos mais críticos da BR-163 no estado.

As obras de correção de traçado consistem em intervenções voltadas à modernização da infraestrutura e a adequação das curvas da pista, o que garantirá melhor visibilidade aos motoristas e reduzirá o risco de tombamentos.

Trecho crítico com histórico de acidentes

A Serra do Cachimbo é reconhecida como um dos pontos mais sensíveis da BR-163, com histórico de ocorrências, principalmente tombamentos de caminhões. Diante desse cenário, a Via Brasil BR-163 vem intensificando ações de segurança viária no segmento.

Como medida inicial, já foram implantados medidores de velocidade nos pontos considerados mais críticos. Agora, a concessionária avança com a correção de três curvas estratégicas, promovendo uma rodovia mais segura e confiável para todos os usuários.

Locais das intervenções

As obras de correção de traçado estão previstas para três pontos da BR-163, todos localizados no município de Guarantã do Norte:

  • Primeira curva – Km 1102+447
  • Segunda curva – Km 1103+387
  • Terceira curva – Km 1109+334
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A entrega ocorrerá em três etapas: a primeira curva tem conclusão prevista para maio, a segunda para junho e a terceira para agosto.

Sinalização e segurança durante as obras

Com foco na proteção de vidas e na segurança operacional, a Via Brasil BR-163 implantou sinalização provisória nas frentes de serviço. Seguindo as diretrizes do DNIT, placas de obras foram estrategicamente posicionadas para orientar os condutores com clareza.

Para reforçar a redução de velocidade e aumentar a percepção de risco nos trechos em obras, também foram instaladas lombadas provisórias. As medidas garantem um ambiente mais seguro tanto para os usuários da rodovia quanto para os colaboradores que atuam nas intervenções.

Ao término das obras, toda a sinalização provisória será retirada, com a plena normalização do tráfego e a entrega de um traçado mais seguro e adequado às características do trecho.

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Mato Grosso

Falta de infraestrutura impede eletrificação total em MT, aponta presidente do Sindenergia

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Carlos Garcia aponta como alternativa um modelo híbrido, que combine energia elétrica com outras fontes, como biocombustíveis e biometano
 
A eletrificação total da economia ainda está longe de ser realidade em Mato Grosso. A limitação da infraestrutura elétrica e o alto custo de expansão impedem que o estado dependa apenas de energia elétrica, o que abre espaço para o uso combinado de diferentes fontes energéticas.

O tema será um dos principais pontos do Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, que acontece nos dias 12 e 13 de maio, em Cuiabá, no UNISENAI, promovido pelo Sindenergia-MT.

Segundo o presidente do sindicato, Carlos Garcia, a transição energética no estado precisa considerar a realidade da infraestrutura disponível e o custo dos investimentos.

“Eu não consigo eletrificar o estado de uma vez só, porque não tem infraestrutura elétrica para isso. Precisaria de muito investimento e isso iria para a tarifa e a população pagaria ainda mais caro. Então não conseguimos fazer”, afirmou.

A avaliação é de que a saída passa por um modelo híbrido, que combine energia elétrica com outras fontes, como biocombustíveis e biometano, aproveitando o potencial regional de cada área do estado.

“Todas as fontes são importantes e complementares. Nenhuma delas é capaz de atender toda a demanda sozinha”, disse.

A proposta defendida pelo setor é que o estado avance em um planejamento energético regional, levando em conta as características de cada região. Em áreas com maior infraestrutura elétrica, a eletrificação pode avançar. Já em regiões com menor capacidade, alternativas como geração a partir de resíduos e biomassa ganham espaço.

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“Em locais onde não tem infraestrutura elétrica suficiente, a gente precisa trabalhar com o que tem ali. Se há potencial para biometano ou biomassa, é isso que deve ser explorado”, explicou.

O Encontro da Indústria do Setor Elétrico deve reunir representantes do setor produtivo, investidores e especialistas para discutir caminhos práticos para a transição energética em Mato Grosso, incluindo soluções que reduzam custos e evitem pressão sobre a tarifa de energia.

Além do debate técnico, o evento também busca aproximar empresas e soluções, com foco em geração de negócios e aplicação prática das tecnologias discutidas.

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Mato Grosso

Fachin nomeia Rabaneda para laboratório que mira erros judiciais

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Estrutura do Conselho Nacional de Justiça vai atuar na prevenção de falhas do sistema penal, com foco na qualificação de provas e na proteção de direitos fundamentais

Foto=- Assessoria

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, nomeou o conselheiro Ulisses Rabanedapara a presidência do Laboratório Justiça Criminal, Reparação e Não Repetição, marcando um avanço no enfrentamento dos erros judiciais no país. Instituído pela Resolução nº 659/2025, o grupo técnico foi criado com a proposta de modernizar o sistema penal brasileiro, atuando na prevenção de falhas estruturais que resultam em violações de direitos e condenações injustas.

A estrutura funcionará como um centro de inteligência, responsável por formular diretrizes nacionais, qualificar a produção de provas e analisar casos emblemáticos julgados pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça e por organismos internacionais de direitos humanos.

A iniciativa foi destacada pelo ministro do STJ, Sebastião Reis Júnior, como uma mudança de paradigma ao tratar o erro judicial como um problema estrutural. Em artigo, ele cita casos emblemáticos que evidenciam falhas graves no sistema, como o Caso Evandro, no qual o tribunal reconheceu condenações baseadas em confissões obtidas sob tortura e sem provas válidas produzidas sob o contraditório.

Outro exemplo mencionado é o caso da 113 Sul (Marlon), em que houve a anulação de uma condenação mantida por anos com base quase exclusiva em elementos colhidos na fase de investigação, sem respaldo suficiente na prova judicial. Para o ministro, episódios como esses demonstram o custo humano dos erros judiciais e a necessidade de mecanismos permanentes de prevenção.

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À frente do laboratório, Rabaneda afirma que a prioridade será transformar falhas em aprendizado institucional. “Nosso objetivo é estruturar diretrizes que fortaleçam a produção de provas, protejam direitos fundamentais e reduzam o risco de condenações injustas”, disse.

Ele também destaca o caráter colaborativo da proposta, que prevê a participação de magistrados, especialistas e da sociedade civil na construção de soluções aplicáveis a todo o sistema de justiça.

Outro eixo da iniciativa é a reparação de danos causados por erros judiciais, com medidas que vão além da indenização financeira e incluem reconhecimento institucional e ações para evitar a repetição das falhas.

“Com atuação técnica e integrada, o laboratório deve consolidar uma política judiciária voltada à prevenção de erros e ao fortalecimento da confiança da sociedade na Justiça”, finaliza Rabaneda.

A proposta do laboratório também inclui a realização de oficinas, capacitações e estudos de caso, com o apoio da Rede de Inovação do Judiciário, buscando maior eficiência e padronização das práticas processuais.

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