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Saúde

Urgência ou emergência? Entenda a diferença que salva vidas no Hospital Veterinário

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Muitos tutores que buscam o Hospital Veterinário Municipal de Curitiba (HVMC) têm uma dúvida comum: por que alguns animais são atendidos antes, mesmo chegando depois? A resposta está na organização do fluxo de trabalho, que foca exclusivamente em salvar vidas. O hospital não funciona por ordem de chegada, mas sim por um sistema de classificação de risco.

Assim que o animal chega à unidade, ele passa por uma avaliação rápida feita por um médico veterinário. É importante destacar que essa etapa não é uma consulta completa nem um diagnóstico. O objetivo é identificar qual paciente corre maior risco de morte naquele momento.

Durante esse processo, o profissional avalia a consciência, respiração, circulação e a presença de dor intensa. Também são verificados sangramentos e a capacidade de locomoção. Em poucos minutos, a equipe define a prioridade do atendimento. Esse sistema é essencial para organizar o fluxo e combater situações de sofrimento extremo ou maus-tratos clínicos por demora no socorro.

A confusão entre esses dois termos é frequente, mas a diferença técnica determina a rapidez do atendimento:

Emergência: existe risco imediato de morte. O atendimento é imediato. Exemplos incluem atropelamentos graves, convulsões ativas, dificuldade respiratória importante, torção gástrica ou parada cardiorrespiratória.

Urgência: o animal está doente e precisa de socorro rápido, mas não corre risco de vida instantâneo. Casos como vômitos persistentes, febre, dor abdominal ou ferimentos sem hemorragia se enquadram aqui.

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Rafael Binder, diretor clínico do Hospital Veterinário Municipal de Curitiba, reforça a importância da compreensão da população sobre esse fluxo. “Saber sobre o fluxo ajuda a equipe e os pacientes a terem um ambiente fluido. O nosso foco é salvar vidas. A classificação de risco garante que nenhum animal em estado crítico perca a chance de sobreviver por estar parado em uma fila de espera. Do início do ano até agora, realizamos mais de 1,9 mil atendimentos de emergência, o que mostra a alta demanda de casos complexos que recebemos diariamente”.

O Hospital Municipal, viabilizado pelo esforço do deputado federal Delegado Matheus Laiola, é um pilar no combate ao abandono e na assistência a animais que não teriam outra chance de tratamento. Respeitar a classificação de risco é um ato de respeito a todos os animais que lutam pela vida.

Para facilitar o acesso a cuidados veterinários preventivos e de rotina, o hospital disponibiliza consultas eletivas. Para agendar, é necessário que o responsável resida em Curitiba e atenda a alguns critérios específicos, que visam direcionar o atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social e aos moradores da cidade.

Como agendar: as consultas são agendadas através da aba “Eventos” no site da Proteção Animal de Curitiba: protecaoanimal.curitiba.pr.gov.br. No dia da consulta, lembre-se de levar também seus documentos pessoais e o comprovante de endereço atualizado.

Comprovante de residência: um documento emitido nos últimos 90 dias, em nome do responsável do animal, que comprove residência em Curitiba.

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Cadastro no Armazém da Família: o cadastro do responsável deve ter mais de 6 meses de existência.

Cadastro ativo na Rede de Proteção Animal de Curitiba: é fundamental que o cadastro esteja regularizado.

O Hospital Veterinário Municipal de Curitiba fica na Rua César Misael Chaves, 147 – bairro Taboão.

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Saúde

Gripes, resfriados, alergias e acúmulo de água estão entre as causas da otite

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A Dra. Bárbara Salgueiro alerta que é importante nunca adotar soluções caseiras e lembra que em alguns casos, a dor de ouvido pode ser um reflexo de problemas na garganta, dentes ou até coluna
Gripes, resfriados e alergias são os principais gatilhos para a otite média aguda, um tipo de dor ouvido caracterizada por inflamação ou infecção súbita na região atrás do tímpano. Ela acontece porque ouvido, nariz e garganta são interligados por um canal chamado tuba auditiva. Quando se acumulam, as secreções bloqueiam esse canal causando forte pressão e dor.

“Essa é uma complicação bastante comum em bebês e crianças, principalmente porque nos primeiros anos de vida a tuba auditiva é mais curta e horizontal, o que facilita o acúmulo de secreções. Além disso, o fato de terem o sistema imunológico ainda em desenvolvimento torna as crianças mais suscetíveis que os adultos a infecções de ouvido”, explica a Dra. Bárbara Salgueiro, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco.

Outro tipo de dor de ouvido é a otite externa, também conhecida como “ouvido de nadador”, que se caracteriza pela infecção da pele do canal auditivo externo. “Ela costuma ser causada pela retenção da água após nadar ou tomar banho de forma prolongada, sendo que essa umidade cria um ambiente propício para fungos e infecções. Outro fator de risco é a manipulação do ouvido com os dedos ou objetos, como hastes flexíveis”, complementa a médica.

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Nas crianças pequenas as otites podem ser mais difíceis de serem percebidas, por isso é fundamental os pais ficarem atentos aos sinais. Alguns deles são: febre acompanhada de congestão nasal e coriza, mãos constantemente na orelha, choro, irritação, dificuldade para dormir e recusa de alimentos. Nos casos mais avançados, pode sair secreção do ouvido. Em adultos, apesar de a dor ser um sintoma importante, é preciso investigar. Em algumas situações, a causa da inflamação pode estar em outro local.

“Este fenômeno é chamado de otalgia referida e pode indicar problemas na garganta, dentes, articulação temporomandibular (que liga a mandíbula ao crânio), musculatura cervical e até alterações na coluna. Isso ocorre porque o ouvido compartilha vias nervosas com estruturas próximas. A pessoa sente uma dor secundária, que tem sua origem em outra parte do corpo. Nesses casos é preciso tratar a causa. Por exemplo, indicar antibióticos, se a pessoa estiver com uma infecção de garganta”, esclarece a otorrinolaringologista.

A otite só é corretamente diagnosticada por meio da otoscopia, um exame minucioso dos ouvidos realizado pelo otorrinolaringologista, médico capacitado para orientar sobre o melhor tratamento e as medidas de prevenção.

De acordo com a Dra. Bárbara Salgueiro, “em caso de dor de ouvido, é essencial nunca adotar soluções caseiras, como introduzir azeite, alho, leite materno ou vinagre no canal auditivo. Além do risco de agravar a infecção, podem ocorrer reações alérgicas, queimaduras e até perda auditiva permanente, especialmente se houver perfuração do tímpano”.

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A recomendação da especialista é utilizar somente analgésicos comuns, desde que não haja histórico de alergia aos componentes da medicação, e realizar compressas mornas na região do ouvido. Se o quadro persistir, é fundamental consultar um especialista e seguir corretamente o tratamento.

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Manter o peso perdido “pós-caneta emagrecedora”

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Lívia Catalá

Os medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” revolucionaram o tratamento da obesidade. Pela primeira vez, a medicina passou a alcançar perdas de peso expressivas, aproximando-se, em alguns pacientes, dos resultados tradicionalmente observados com a cirurgia bariátrica. No entanto, à medida que os resultados se consolidam, uma nova pergunta ganha protagonismo nos consultórios: o que acontece depois que o peso é perdido?

A resposta vem dos próprios estudos científicos. Hoje sabemos que a obesidade é uma doença crônica, complexa e marcada por mecanismos biológicos que favorecem o reganho de peso. O organismo interpreta a perda de peso como uma ameaça e ativa respostas hormonais e metabólicas que aumentam a fome, reduzem o gasto energético e estimulam a recuperação dos quilos perdidos.

Essa realidade ficou evidente em grandes estudos clínicos. No SURMOUNT-4, pacientes que interromperam a tirzepatida após uma fase inicial de emagrecimento apresentaram recuperação significativa do peso perdido, enquanto aqueles que mantiveram o tratamento continuaram emagrecendo e sustentaram melhor os resultados alcançados. Da mesma forma, o seguimento do estudo STEP 1 demonstrou que a suspensão da semaglutida foi acompanhada pela recuperação de grande parte do peso perdido e de parcela dos benefícios metabólicos conquistados durante o tratamento.

Mas a ciência já começa a olhar além da fase de emagrecimento. Estudos mais recentes, como o ATTAIN-MAINTAIN, começam a explorar estratégias para a manutenção do peso perdido, incluindo a possibilidade de transição para terapias orais em pacientes selecionados. A proposta é tornar o tratamento de longo prazo mais simples e acessível, sem perder a eficácia conquistada durante a fase inicial. Paralelamente, outras pesquisas investigam, ainda em fase de desenvolvimento, esquemas com doses menores após o emagrecimento, buscando identificar quais pacientes podem manter bons resultados com estratégias mais individualizadas.

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Essa mudança de perspectiva representa uma evolução importante no tratamento da obesidade. A pergunta já não é apenas quanto peso um paciente consegue perder, mas como preservar essa perda ao longo dos anos. O foco deixa de ser exclusivamente o emagrecimento e passa a incluir a manutenção dos benefícios metabólicos, a prevenção do efeito sanfona e a proteção da saúde cardiovascular.

Nesse contexto, o papel do endocrinologista torna-se ainda mais relevante. Mais do que prescrever medicamentos, o especialista acompanha a evolução clínica, interpreta as respostas individuais ao tratamento e ajusta estratégias para que os resultados sejam sustentáveis no longo prazo.

A medicina da obesidade está entrando em uma nova era. Se antes o grande desafio era conseguir perder peso, hoje a fronteira mais importante é aprender a mantê-lo. Tudo indica que o futuro será marcado por tratamentos cada vez mais personalizados, com o objetivo não apenas de reduzir números na balança, mas de preservar saúde, qualidade de vida e bem-estar ao longo do tempo.

Lívia Catalá é médica endocrinologista — CRM 7034 | RQE 3995. Atende na Clínica Ferraz, presencialmente e on-line.

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