Mato Grosso
Polícia Civil mira grupo criminoso envolvido com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Cuiabá

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (11.3), a segunda fase da Operação Mamom, dando continuidade às investigações que apuram a atuação de um grupo criminoso envolvido com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico.
Na operação são cumpridas ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, dentre elas, quatro mandados de busca e apreensão, três medidas cautelares diversas da prisão, com monitoramento de tornozeleira eletrônica, sequestro de bens móveis e imóveis. Todas as ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá.
Entre os bens alvos de sequestro estão duas residências avaliadas em aproximadamente R$900 mil, um terreno avaliado em R4 200 mil e dois apartamentos de valor estimado de R$500 mil. Também são alvos de sequestro quatro veículos automotores, e um semirreboque totalizando um valor aproximado de R$700 mil em bens móveis.
As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc) apontaram que o grupo criminoso movimentava valores milionários por meio de contas bancárias, além de manter vínculos financeiros com traficantes da região Nordeste do país.
Entre os investigados estão mãe e filho, ambos com antecedentes criminais relacionados ao tráfico de drogas.
Primeira fase
Deflagrada pela Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc), em 24 de junho de 2025, a primeira fase da operação resultou no cumprimento de 14 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, bloqueios de contas bancárias e sequestro de veículos vinculados aos investigados.
Durante a operação, foram apreendidos quatro veículos (um Mercedes, um Corolla e duas caminhonetes, uma Toyota Hilux e uma Mitsubishi Triton), além de uma arma de fogo e quatro tabletes de substância análoga à pasta base de cocaína, localizados em um fundo falso de um dos veículos.
Na ocasião, três pessoas foram conduzidas em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Movimentação de valores
Segundo o delegado da Denarc, André Rigonato, com o avanço das investigações, os valores rastreados e bloqueados ligados ao grupo criminoso, já ultrapassam R$13 milhões, evidenciando a estrutura financeira utilizada pelos seus integrantes para ocultar e dissimular recursos provenientes do tráfico de drogas.
“Nesta fase, a operação tem como objetivo aprofundar as investigações, reunir novas provas e promover a descapitalização da organização criminosa, atingindo diretamente o patrimônio obtido por meio das atividades ilícitas”, disse o delegado.
Mamom
O nome da operação faz referência à personificação do espírito da cobiça e do amor ao dinheiro. A palavra tem origem hebraica e significa “dinheiro”, simbolizando o foco da investigação no lucro ilícito obtido com o tráfico de drogas e a lavagem de capitais.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
Mato Grosso
Leis de Sinop e Alta Floresta são consideradas inconstitucionais

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) declarou a inconstitucionalidade de normas editadas pelos municípios de Sinop e Alta Floresta, em ações diretas de inconstitucionalidade que contaram com a atuação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). As decisões reforçam a necessidade de observância dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública e o processo legislativo.
Um dos casos que o TJMT julgou procedente envolve o município de Alta Floresta, em ação proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso contra a Lei Municipal nº 2.938/2024, que disciplinava a regularização de loteamentos rurais destinados a atividades como agricultura familiar, lazer e turismo.
Na análise do processo legislativo que resultou na norma, o Tribunal identificou vício formal decorrente da ausência de participação popular. A legislação urbanística exige a realização de audiências públicas e mecanismos efetivos de consulta à sociedade, especialmente quando há alterações no uso e na ocupação do solo. A inexistência dessas etapas compromete a legitimidade democrática da norma.
Também foi reconhecida a ocorrência de invasão de competência legislativa da União, uma vez que o município estabeleceu regras para o parcelamento do solo rural sem observar exigências previstas em legislação federal, como a necessidade de prévia audiência do Incra.
No campo material, a lei foi considerada incompatível com a ordem constitucional por dispensar a realização de estudo prévio de impacto ambiental para a regularização dos loteamentos. O Tribunal destacou que esse tipo de empreendimento gera impactos significativos e exige avaliação técnica prévia, sob pena de risco ao meio ambiente e à qualidade de vida da população.
Já em ação envolvendo a Lei nº 3.644/2026, do município de Sinop, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou pela procedência do pedido, apontando a existência de vícios tanto de natureza formal quanto material na norma questionada.
Na manifestação encaminhada ao TJMT e acolhida no julgamento, o MPMT sustentou que a lei, de iniciativa da Câmara Municipal, interferiu indevidamente em matéria cuja iniciativa legislativa é privativa do chefe do Poder Executivo.
Segundo o parecer, a Constituição Estadual estabelece que compete exclusivamente ao prefeito propor leis que tratem do regime jurídico dos servidores públicos, incluindo aspectos relacionados ao provimento de cargos e à organização administrativa.
Diante do conjunto de irregularidades, o Tribunal de Justiça declarou a inconstitucionalidade integral das leis.
Mato Grosso
MP recomenda suspensão de aumento na tarifa de água em Cuiabá

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 6ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Consumidor de Cuiabá, recomendou à concessionária Águas Cuiabá a suspensão do reajuste de 11,93% nas tarifas de água e esgoto, previsto para entrar em vigor no dia 27 de junho, próximo sábado.
A recomendação é assinada pela promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos e tem como finalidade evitar impactos no orçamento da população, especialmente entre consumidores em situação de maior vulnerabilidade.
“O acesso à água é um serviço essencial e deve ser garantido de forma adequada e acessível. Um reajuste dessa magnitude pode comprometer o orçamento das famílias, especialmente das mais vulneráveis”, destacou a promotora.
O reajuste foi autorizado após decisão arbitral que reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão.
No entanto, o Ministério Público avalia que a medida pode gerar impactos econômicas significativos para os consumidores da capital.
Na recomendação, a promotoria orienta que a empresa reavalie a aplicação do aumento e, de forma voluntária, deixe de implementá-lo. Caso entenda pela impossibilidade de suspensão, a concessionária deverá, em conjunto com o poder concedente, adotar medidas para minimizar os impactos financeiros decorrentes do reajuste.
Além disso, o Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar os aspectos relacionados à decisão arbitral que resultou na definição do índice de reajuste.
A Águas Cuiabá deverá apresentar, no prazo de cinco dias, manifestação formal sobre o acatamento da recomendação, acompanhada das providências eventualmente adotadas.
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