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Mato Grosso

Governo de MT entrega nova sede da Setasc e lança iniciativas para emprego e qualificação

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) reinaugurou, nesta quarta-feira (18.3), sua sede após uma ampla modernização estrutural que recebeu investimento de R$ 14,9 milhões. A entrega marca um novo momento para a política de assistência social em Mato Grosso, com foco na melhoria das condições de trabalho dos servidores e na qualificação do atendimento à população.

O governador Mauro Mendes destacou a importância da entrega da nova sede como parte de um conjunto de investimentos que priorizam melhores condições de trabalho no serviço público e mais qualidade no atendimento à população.

“Estamos entregando uma estrutura moderna, adequada e que valoriza o servidor. Isso não é luxo, é condição essencial para que as pessoas possam trabalhar melhor e atender melhor a população. Quando investimos em ambientes de qualidade, investimos também em produtividade, bem-estar e resultados”, afirmou.

O governador também salientou que a iniciativa integra um esforço mais amplo de transformação do Estado.

“Esse é um padrão que estamos levando para diversas áreas do Governo. É um trabalho coletivo, construído por muitas mãos, que deixa um legado importante para Mato Grosso e fortalece as políticas públicas em benefício da população”, completou.

Crédito: João Reis/Setasc-MT

A primeira-dama Virginia Mendes disse que o sentimento é de gratidão e o trabalho coletivo, possibilitou a ampliação das ações sociais no Estado, além da importância da nova estrutura da Setasc para fortalecer o atendimento à população.

“Eu só tenho gratidão a Deus e a todos que caminham conosco. Essa entrega da nova sede da Setasc representa um avanço importante, porque garante mais dignidade para os servidores e melhores condições de atendimento para quem mais precisa. Agradeço ao governador Mauro Mendes por acreditar nos projetos, especialmente no SER Família, e a cada servidor, secretário, prefeito e primeira-dama que ajuda a fazer tudo isso acontecer. Ninguém faz nada sozinho”, afirmou.

Crédito: João Reis/Setasc-MT

Ela também ressaltou os avanços conquistados e a transformação gerada na vida da população.

“Ver que conseguimos chegar a quem mais precisa e mudar a vida de tantas famílias é a realização de um sonho. Cada pessoa aqui tem um papel nessa construção, e é graças a esse trabalho conjunto que estamos fazendo a diferença. Muito obrigada a todos, de coração”, disse.

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Para o secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, a reinauguração da sede como um marco para a valorização dos servidores e o fortalecimento das políticas públicas, além de ressaltar o lançamento de novas iniciativas voltadas à geração de oportunidades.

“Essa entrega representa um novo momento para a assistência social em Mato Grosso. Não é apenas a reinauguração de um prédio, mas a valorização de uma política pública que impacta diretamente os 142 municípios do Estado. Hoje, temos uma estrutura moderna, que garante melhores condições de trabalho aos servidores e mais qualidade no atendimento à população. Esse investimento demonstra o compromisso do Governo com a cidadania e com as pessoas que mais precisam”, contou.

Crédito: João Reis/Setasc-MT

O secretário também destacou o lançamento da plataforma Empregos MT e a parceria com o Ciopaer, além do cenário positivo na geração de empregos no Estado.

“Estamos avançando com ações concretas, como a plataforma Empregos MT, que utiliza tecnologia para conectar trabalhadores às oportunidades, e o Projeto Decolando, que vai transformar a vida de jovens por meio da qualificação. Mato Grosso hoje tem a menor taxa de desemprego do país e uma das maiores taxas de ocupação, resultado de investimentos contínuos em capacitação e inclusão produtiva”, concluiu.

A nova estrutura foi projetada para oferecer mais conforto, eficiência e acessibilidade. Entre as melhorias implementadas está a instalação do sistema de ar-condicionado VRF (Variable Refrigerant Flow), tecnologia de alta eficiência energética indicada para grandes ambientes.

O prédio passa a contar com sala multiuso, ampliação do refeitório e padronização ergonômica do mobiliário, garantindo melhores condições de trabalho aos servidores.

Outro destaque é a valorização da iluminação natural nos ambientes internos, além da adequação completa às normas de acessibilidade, com implantação de rampas e piso tátil, promovendo inclusão e mobilidade para todos os usuários.

Oportunidade

Durante o evento, foi lançada a plataforma Empregos MT, desenvolvida para conectar, de forma prática e eficiente, trabalhadores e empregadores em todo o Estado. Utilizando tecnologia e inteligência artificial, a ferramenta torna o processo de recrutamento mais ágil e assertivo.

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Os trabalhadores podem acessar vagas compatíveis com seus perfis, acompanhar em tempo real o andamento das candidaturas e receber notificações sobre cada etapa do processo seletivo. Já os empregadores contarão com um sistema que indica candidatos alinhados às vagas, inclusive profissionais que ainda não se candidataram, ampliando as possibilidades de contratação.

O presidente da MTI, Cleberson Gomes, destacou o papel da tecnologia e da parceria entre órgãos na criação da plataforma.

“Falar da Empregos MT é destacar um trabalho construído com foco no cidadão. Utilizamos a tecnologia e a inteligência artificial para aproximar quem busca emprego das oportunidades disponíveis, de forma ágil e eficiente”, declarou.

Ele também ressaltou o impacto social da iniciativa.

“É uma solução simples, mas com grande potencial de transformação, que facilita o acesso ao mercado de trabalho e melhora a vida da população”, completou.

Crédito: Kawê Pires/Setasc-MT

A plataforma fortalece a inclusão no mercado de trabalho, com filtros específicos para vagas destinadas a pessoas com deficiência e integração com iniciativas como o programa SER Família Mulher, ampliando oportunidades para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Outro diferencial é a disponibilização de painéis de dados estratégicos, que auxiliam na gestão e no aprimoramento de políticas públicas voltadas à geração de emprego e renda. A Empregos MT também estará disponível no aplicativo MT Cidadão, facilitando ainda mais o acesso da população aos serviços.

Projeto Decolando

A programação contou com a assinatura de um termo de parceria entre a Setasc e o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) para a execução do Projeto Decolando, que oferecerá formação gratuita de piloto de avião a jovens de baixa renda, conforme normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O coordenador do Ciopaer, tenente-coronel da Polícia Militar Thiago Braz de Oliveira, destacou o caráter inovador e transformador do Projeto Decolando, ressaltando a união entre diferentes órgãos para viabilizar a iniciativa.

“É uma honra falar de um projeto que nasceu de uma ideia simples e hoje se consolida como uma política pública inédita. O Decolando oferece formação completa e gratuita, com foco na empregabilidade, permitindo que jovens de baixa renda tenham acesso a uma carreira de alto nível. É uma oportunidade real de transformação de vida, construída de forma integrada entre diversas áreas do Governo”, disse.

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Crédito: Kawê Pires/Setasc-MT

A iniciativa visa promover ascensão social por meio de qualificação de alto nível, formando pilotos civis capacitados e ampliando oportunidades no mercado de trabalho. O público-alvo são jovens da rede pública estadual, inscritos no CadÚnico e com renda familiar de até dois salários mínimos por pessoa.

Para participar, é necessário ter no mínimo 17 anos, ter realizado o Enem mais recente, residir em Mato Grosso há pelo menos 12 meses, não possuir licença aeronáutica e atender aos critérios técnicos e psicofísicos exigidos para a profissão.

A solenidade contou com a presença dos deputados estaduais Paulo Araújo e Janovan Rios; Coronel PM César Roveri (Sesp); Coronel PM Héverton Oliveira (Sesp); Coronel PM Fernando Augustinho (Sesp); do presidente da MTI, Cleberson Gomes; da defensora pública-geral, Luziane Castro; da delegada Ana Paula Ravelly, coordenadora de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e Vulneráveis; da procuradora Glaucia Amaral, do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM); do procurador do Estado, Diego de Oliveira; e do presidente da Fundação Nova Chance (Funac), Winkler Freitas, do prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes, a primeira-dama Rosilei Borges, e a prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira.

Crédito: João Reis/Setasc-MT

O evento contou também com os secretários adjuntos da Setasc: Assistência Social (Saas), Miranir Oliveira; Programa e Projetos Especiais e Atenção à Família (Sappeaf), Juliane Maciel; Proteção e Defesa dos Direitos de Consumidor (Procon), Ana Rachel Gomes; Administração Sistêmica (Saads), Arielle Heredia Dorileo; Escritório Diretivo de Projetos Estratégicos (Saedpe), Marimax Comazze; Políticas Públicas para as Mulheres (Sappm), Salete Morockoski; Cidadania e Inclusão Socioprodutiva (Sacis), Emerson Toledo; Assuntos Comunitários (Saascom), Édio Martins e Direitos Humanos (Sadh), Cristiano Nogueira.

Com a reinauguração da sede, o lançamento de uma plataforma inovadora e a implementação de novos projetos estratégicos, a Setasc reforça seu compromisso com a modernização dos serviços públicos, a inclusão social e a ampliação de oportunidades para a população mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

Mato Grosso

Serra de São Vicente será parcialmente interditada para manutenção e implantação de iluminação

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Alteração no tráfego ocorrerá entre terça e quarta-feira, das 8h30 às 17h

Foto- Assessoria

A Nova Rota do Oeste alerta aos motoristas para uma alteração temporária no tráfego da Serra de São Vicente na terça e quarta-feira (30/06 e 01/07), das 8h30 às 17h, no sentido Rondonópolis/Cuiabá. A mudança pretende permitir que as equipes da Concessionária realizem obras de implantação de sistema de iluminação, além de serviços de limpeza da vegetação às margens da pista, manutenção dos sistemas de drenagem e obras no pavimento da rodovia.

Em caso de condições climáticas inadequadas para a execução dos trabalhos, como a formação de neblina, os serviços poderão ser cancelados e reprogramados. A implantação do sistema de iluminação, as melhorias na pista e na drenagem, integram as ações voltadas ao reforço da segurança viária e à melhoria das condições de trafegabilidade na região.

A alteração no tráfego visa garantir a segurança dos profissionais envolvidos nos serviços, bem como dos motoristas que trafegarão pela rodovia durante as obras. A orientação da Nova Rota é que os condutores reduzam a velocidade e respeitem as orientações e sinalizações empregadas no local.

Cronograma:

8h30 — Interdição total para implantação da sinalização da obra

09h — Liberação do tráfego em meia pista

16h30 — Interdição total para retirada da sinalização da obra

17h00 – Liberação total do tráfego

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Se precisar, chame a Nova Rota – Para obter informações em tempo real sobre condições de tráfego, intervenções na rodovia, condições climáticas, entre outras situações no trecho sob concessão da BR-163, entre em contato com a Concessionária Nova Rota do Oeste pelo 0800 065 0163, que também funciona no WhatsApp. A central de atendimento funciona 24 horas. Neste canal de comunicação, também podem ser acionados todos os serviços oferecidos pela Nova Rota aos motoristas que estão na rodovia, como atendimento operacional, socorro médico e mecânico.

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Mato Grosso

Pedido de julgamento do Cota Zero chega ao STF após conclusão de ineficácia da Lei em Mato Grosso

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Petição protocolada pelo Formad apresenta baixa cobertura a pescadores e graves impactos econômicos no estado

Parado no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento da inconstitucionalidade do Cota Zero ganha novos argumentos em defesa da derrubada da Lei. Uma petição protocolada pelo Fórum Popular Socioambiental de Mato Grosso (Formad), junto a outras organizações da sociedade civil, conclui que não há evidências técnico-científicas que demonstrem a recuperação dos estoques pesqueiros com a vigência do Cota Zero (Lei 12.434/24 e Lei 12.197/23). Também não houve comprovação por parte do Estado de Mato Grosso quanto à eficácia e melhoria das condições socioambientais nas regiões afetadas.

A petição é protocolada em uma data simbólica, 29 de junho – Dia Nacional do Pescador, e o documento chama a atenção para os severos impactos não só nas comunidades ribeirinhas em Mato Grosso, como em toda uma cadeia econômica e social que depende direta ou indiretamente da pesca artesanal. O pedido das organizações signatárias é que o relator das ações de inconstitucionalidade no STF, ministro André Mendonça, prossiga com a inclusão na pauta de julgamento do Plenário.

O objetivo é que o conjunto de documentos, relatórios técnicos, pareceres e manifestações de órgãos envolvidos seja apreciado pelos demais ministros para que haja uma decisão sobre a suspensão da Lei. O Formad está entre as organizações aceitas como amicus curiae nas ações de inconstitucionalidade no STF, representando entidades da sociedade civil, comunidades tradicionais e pesquisadores.

A primeira ação pela derrubada do Cota Zero no Supremo é de outubro de 2023 sem qualquer manifestação do ministro. Em seu último despacho, em janeiro de 2026, determinou ao Estado de Mato Grosso que apresentasse informações sobre a eficácia e efetividade da lei; os relatórios emitidos pelo Observatório da Pesca; e a situação atual dos pescadores em relação ao pagamento de auxílio e a flexibilização das espécies proibidas.

As informações fornecidas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), além da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), foram analisadas pela petição protocolada pelo Formad.

Segundo o documento, sob a ótica da eficácia e da efetividade, a suspensão da atividade pesqueira não apresenta fundamentos técnicos e científicos idôneos que justifiquem a medida. Da parte dos órgãos estaduais não há dados que justifiquem os presumidos benefícios da Lei. Pela ALMT, o Observatório da Pesca não resultou em encaminhamentos sobre os impactos, além de ter contribuído com a revitimização dos pescadores, conforme analisado pelo Formad (Uma vergonha chamada Observatório da Pesca) na conclusão dos trabalhos do grupo, em 2024. 

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Não há qualquer nexo de causalidade entre a proibição e a recuperação dos estoques pesqueiros (…) Em contrapartida, os dados revelam um severo desequilíbrio regulatório e patente desproporcionalidade, enquanto o Estado priorizou a estruturação do turismo de pesca, negligenciou por completo os direitos constitucionais e a subsistência dos pescadores artesanais, bem como negligenciou a proteção ambiental“, destaca o documento.

Veja o quadro comparativo adaptado que analisou as respostas dadas pelos órgãos estaduais:

Documento

Eficácia e Efetividade

Situação dos Pescadores

Principais Conclusões

PGE-MT (conjunto das informações apresentadas ao STF)

Não há aumento dos estoques pesqueiros nem melhoria ambiental. As metas não foram demonstradas.

Mais de 80% dos pescadores sem cobertura das medidas compensatórias. Mais de 70% do território estadual não foi atendido pelo auxílio.

Política considerada ineficaz para os objetivos ambientais e com fortes impactos sociais e econômicos sobre comunidades pesqueiras.

SEDEC

Comprovou resultados apenas na estruturação do turismo de pesca. Não demonstrou benefícios ambientais ou recuperação dos estoques.

Não apresentou informações sobre perdas econômicas dos pescadores e municípios dependentes da pesca artesanal.

Houve priorização do turismo de pesca, sem avaliação dos impactos socioeconômicos da restrição pesqueira.

SETASC (REPESCA)

Não demonstrou que as medidas compensatórias foram suficientes para mitigar os impactos da legislação.

Apenas 19 pescadores foram atendidos em 2024 e 2.172 em 2025. Mais de 80% da categoria permaneceu excluída. Cursos de capacitação alcançaram apenas 35 beneficiários entre cerca de 16 mil famílias.

Cenário de insuficiência da política pública, exclusão social e barreiras burocráticas para acesso aos benefícios.

SEMA

Não comprovou que a proibição da pesca contribuiu para a recuperação dos estoques ou melhoria ambiental.

Reconhece impactos sobre pescadores, mas concentra ações em fiscalização e repressão.

Apresenta dados de fiscalização, porém sem evidências dos resultados ambientais que justificariam a restrição.

Observatório da Pesca (ALMT)

Não apresentou base técnico-científica suficiente para validar as restrições impostas.

Participação limitada das comunidades tradicionais e pescadores artesanais.

Governança considerada assimétrica, com baixa representação direta dos grupos afetados.

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Avanço no turismo só atende setor econômico favorável ao Cota Zero

Um dos apontamentos levantados pelas organizações é o desequilíbrio entre os investimentos realizados pelo Estado. Conforme a devolutiva da SEDEC, via Secretaria Adjunta de Turismo, dos projetos de incentivo apenas o de Estruturação do Turismo de Pesca em Mato Grosso encontra-se efetivamente em execução. Já as iniciativas voltadas à conservação ambiental permanecem como propostas. Entre elas estão os projetos “Piraíba”, “Dourado” e “Dourado – Avaliação de Estoque”, ainda sem implementação prática, o que revela que “a justificativa de proteger o meio ambiente não é verídica, como tampouco foi prioridade desde o advento da mudança legislativa na política estadual da pesca“.

Na última audiência pública em Cuiabá (MT) para debater os impactos do Cota Zero, representantes do setor turístico falaram abertamente sobre os lucros obtidos nos últimos anos com a legislação em vigência e o quanto vêm sendo beneficiados com a prática do “pesque e solte”, única atividade autorizada pelo Governo nos rios do estado.

Uma nota técnica do WWF Brasil, divulgada em abril deste ano, trouxe dados inéditos sobre a pesca na Bacia do Alto Paraguai, com destaque na ausência de comprovação a respeito da sobrepesca, conforme justificado pelo Executivo, autor do projeto proibitivo. O levantamento aponta que a atividade pesqueira movimenta cerca de R$889 milhões por ano, correspondente a 44% do PIB médio anual das cidades somente na região da BAP. Do total, a pesca profissional artesanal é responsável por R$102,7 milhões ao ano, sendo mais da metade (R$59 milhões) oriunda da venda do pescado. Enquanto o turismo de pesca, gera R$54,9 milhões por ano. O documento reforça a argumentação da petição do Formad e foi anexada ao processo. 

Paralelamente ao crescimento no turismo, a falta de cobertura das medidas compensatórias do Cota Zero é demonstrada com os dados apresentados pela Setasc, que com o REPESCA contabilizou o pagamento a pouco mais de 2,1 mil pescadores. Ao todo, Mato Grosso possui cerca de 16 mil. O que representa uma ausência de cobertura de mais de 80% dos pescadores artesanais.

Racismo ambiental e insegurança alimentar

Para além dos impactos econômicos, o Cota Zero é sinônimo de marginalização, insegurança alimentar e perda de direitos humanos. A petição inclui o debate sobre o conceito de racismo ambiental, ao argumentar que a Lei tem distribuído de forma desigual os custos de uma decisão política.

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Ao penalizar severamente a pesca artesanal e proibir o livre exercício de um modo de vida tradicional milenar, a política pública preserva e beneficia setores de maior poder econômico e menor vulnerabilidade social. Essa distorção revela um padrão de exclusão distributiva no qual a preservação ambiental é instrumentalizada à custa da identidade cultural, da liberdade de profissão e da dignidade humana de populações historicamente marginalizadas e que atuam reconhecidamente como guardiões do meio ambiente“, traz a petição.

E a exclusão social não para por aí, quando se analisa os dados fornecidos pela Setasc de que somente 35 pessoas foram beneficiadas com os cursos de capacitação oferecidos. Isto porque, acrescenta a petição, “a exigência de escolaridade mínima funcionou como a principal barreira burocrática para a ampliação do programa, ignorando a realidade sociocultural da categoria. A SETASC provou que excluiu aproximadamente 83% dos pescadores e exigiu escolaridade formal de quem é tradicional“.

O abandono compulsório da atividade pesqueira artesanal já é visto em algumas comunidades, descaracterizando populações historicamente presentes à beira dos rios de Mato Grosso e isso, aliado à notória insegurança alimentar vivenciada por milhares de famílias, compõe um cenário de exclusão social e altíssimo custo à dignidade humana.

Com o prazo concedido pelo STF já encerrado e sem apresentação de uma solução capaz de responder aos questionamentos levantados, a expectativa da sociedade civil é conquistar o andamento processual da pauta no Supremo. Um julgamento final do caso pode decidir mais do que a retomada de uma atividade profissional, mas por fim a um dos casos mais emblemáticos na disputa de interesses econômicos e privilégios a uma categoria já bastante beneficiada em Mato Grosso.

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Por Bruna Pinheiro / Formad

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Mato Grosso

Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.

Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.

No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.

Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.

“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.

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Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.

No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.

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