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Colheita do algodão começa em Mato Grosso com expectativa de alta produtividade

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A expectativa varia entre 280 e 330 arrobas por hectare, patamar considerado bastante positivo pelo setor

Economia de Mato Grosso no Século

Os produtores de algodão de Mato Grosso começam a movimentar as máquinas no campo com boas expectativas para a safra. Segundo boletim da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), entre 28 de junho e 3 de julho a colheita avançou de forma gradual, alcançando cerca de 3% da área plantada. Em várias regiões, a expectativa de produtividade varia entre 280 e 330 arrobas por hectare, patamar considerado bastante positivo pelo setor.

O início dos trabalhos exigiu paciência devido às chuvas recentes. De acordo com o relatório, a umidade provocou danos pontuais em algumas propriedades, derrubando parte das maçãs de algodão e causando o apodrecimento de algumas cápsulas da planta. Por outro lado, as precipitações contribuíram para aumentar o peso do algodão que completou seu desenvolvimento mais tardiamente, ajudando a equilibrar os resultados.

A tendência é de aceleração do ritmo da colheita, impulsionada pela volta do tempo firme e pelas usinas já preparadas para processar a fibra. Paralelamente, o combate ao bicudo-do-algodoeiro, identificado em áreas próximas a matas nativas, continua. O monitoramento e o controle da mosca-branca e de lagartas também seguem intensificados.

Mesmo com os contratempos provocados pelo clima recente e a necessidade de um controle rigoroso de pragas na reta final da safra, a avaliação do setor é positiva. Com a previsão de condições climáticas favoráveis, o cenário em Mato Grosso permanece promissor para uma boa colheita, à medida que os trabalhos avançam em todo o estado.

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Plano Safra traz avanços em políticas para o crédito rural, mas ainda apresenta desafios estruturais, avalia Coalizão Brasil

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Movimento multissetorial reforça necessidade de priorizar instrumentos de gestão de risco, como o seguro rural, e a transição para sistemas resilientes à mudança do clima

Anunciado na última terça-feira (30) pelo governo federal, o Plano Safra 2026/2027, com recursos de R$ 610,3 bilhões, trouxe avanços importantes, como em mecanismos que aproximam a política de crédito rural da gestão de riscos, da valorização das boas práticas agropecuárias e da proteção dos recursos naturais. O plano incorporou contribuições elaboradas pela consultoria Agroicone e enviadas em março pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, como a manutenção das condições mais favoráveis de financiamento para linhas voltadas à sustentabilidade.

A nova edição do Plano Safra preservou as menores taxas de juros para o RenovAgro Ambiental e para a Recuperação e Conversão de Pastagens, em sintonia com a recomendação apresentada pela Coalizão de conferir tratamento prioritário aos investimentos alinhados à sustentabilidade. Também espera-se a implementação da restrição ao financiamento de projetos que envolvam supressão ilegal de vegetação nativa, reforçando a integração entre política agrícola e conservação ambiental a partir de 2027.

“O Plano Safra avança ao reconhecer que sustentabilidade e gestão de riscos devem fazer parte da política agrícola”, avalia Leila Harfuch, membro do Grupo Estratégico da Coalizão e sócia-gerente da Agroicone. “Medidas que valorizam boas práticas, priorizam investimentos alinhados à jornada de sustentabilidade e fortalecem instrumentos de mitigação de riscos caminham na direção de uma agropecuária mais resiliente e preparada para enfrentar os desafios climáticos.”

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Ao mesmo tempo, Harfuch alerta que o Plano Safra deve priorizar de forma mais estratégica a transição para sistemas produtivos resilientes às mudanças do clima — especialmente diante da expectativa de uma safra sob o impacto crítico de um Super El Niño.

“Embora o novo plano disponibilize volumes significativos para a agricultura empresarial e familiar, a falta de priorização de instrumentos de gestão de risco, como o seguro rural, e as dificuldades de acesso ao crédito de longo prazo devido ao endividamento do produtor geram um cenário de alerta. É importante assegurar que novos mecanismos de financiamento incluam todos os portes de produtores. A adaptação climática deve ser uma realidade inclusiva diante dos desafios ambientais iminentes.”

Na agricultura familiar, o Plano também avançou em propostas voltadas à transição sustentável. Entre elas estão a redução da taxa de juros das linhas sustentáveis do Pronaf (Agroecologia, Semiárido, Floresta e Bioeconomia), a ampliação do limite de financiamento para projetos de sistemas agroflorestais e silvicultura e o reforço dos recursos destinados à assistência técnica.

Até o momento, ainda não foram divulgadas pelo governo federal propostas relacionadas ao aprimoramento do Sistema de Informações sobre Crédito Rural (Sicor), à aplicação da Taxonomia Sustentável Brasileira no crédito rural, ao fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e ao direcionamento mais estratégico de recursos para recuperação de pastagens e implementação do Código Florestal. As contribuições da Coalizão enviadas ao Plano Safra estão disponíveis no site da Coalizão.

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Sobre a Coalizão

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento composto por mais de 400 organizações, entre entidades do agronegócio, empresas, organizações da sociedade civil, setor financeiro e academia. A rede atua por meio de debates, análises de políticas públicas, articulação entre diferentes setores e promoção de iniciativas que contribuam para a conservação ambiental e o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.

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Diretrizes do Plano Nacional de Controle de Nematoides dão os primeiros passos

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Seminário em Sorriso abordou desde a padronização laboratorial e metodologias de amostragem até temas complexos, como a produção on-farm de bionematicidas, no controle de dispersão por meio da limpeza de máquinas e sementes, e a prevenção da resistência das pragas aos nematicidas

Durante dois dias, a cidade de Sorriso (MT) se transformou em um fórum nacional de debates e discussões sobre o controle de nematoides na agricultura brasileira. O Seminário Nacional para Controle de Nematoides, realizado nos dias 1º e 2 de julho pelo Grupo Regional de Estudos em Nematologia de Mato Grosso (GREN MT), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN), reuniu lideranças, especialistas e autoridades com o objetivo de seguir desenvolvendo um plano nacional de defesa fitossanitária contra os nematóides.

A presidente do GREN MT, Tatiane Zambiasi, destacou que o encontro contemplou diversos temas, como a questão da amostragem de solo, para a qual ficou definida a criação de um manual padrão. Também foram discutidas a padronização de metodologias, inclusive com a proposta de um selo de âmbito nacional, e metodologias de avaliação de cultivares e de genótipos de soja, milho e algodão. “O evento alcançou o objetivo. O sentimento é de missão cumprida. Proporcionamos este primeiro encontro entre várias instituições, provocamos os debates e começamos a discutir sobre os problemas da nematologia. A partir de agora, todos temos uma lição de casa, aperfeiçoando cada vez mais esse plano para chegarmos ao sucesso que almejamos”, explicou.

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O mesmo pensamento em seguir com as discussões sobre o controle de nematoides é compartilhado pela presidente da Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN), Andressa Machado, que reforçou a necessidade de ampliar a construção do plano nacional para outras regiões produtoras de grãos do país, com a SBN exercendo o papel de escuta das demandas desses locais e também de mediadora. “Assim como o grupo de Mato Grosso, nós já temos movimentos semelhantes criados no Norte, Nordeste e no Sul. Estamos criando também o Centro-Sul Grãos, Centro-Sul Café e para plantas perenes. A ideia da SBN é ouvir as diferentes realidades e as diferentes demandas; começamos por aqui, mas a intenção é rodar o Brasil todo ouvindo essas demandas”, destacou.

Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) no seminário, o Superintendente Federal de Agricultura e Pecuária em Mato Grosso, Edson Paulino de Oliveira, destacou a importância das parcerias fortalecidas no evento para o Governo Federal. “Ninguém faz nada sozinho e, por meio desta ação do Governo Federal em fazer parcerias com a iniciativa privada e com as entidades de classe, é que o Ministério da Agricultura vem trabalhando na solução de questões muito preocupantes para a agricultura do Brasil, e os nematoides são uma delas. Como a cada 10 safras nós perdemos uma e meia devido ao ataque de nematóides, acreditamos que deste seminário sairão ideias e condições para que a gente faça um combate efetivo e resolva esse problema de forma definitiva no Brasil”, finalizou.

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A programação técnico-científica abordou desde a padronização laboratorial e metodologias de amostragem até temas complexos, como a produção on-farm de bionematicidas, no controle de dispersão por meio da limpeza de máquinas e sementes, e a prevenção da resistência das pragas aos nematicidas. O encerramento do seminário contou com uma plenária voltada para a votação e o encaminhamento das propostas que integrarão o plano nacional de defesa fitossanitária contra os nematóides.

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Mato Grosso mantém liderança no abate de bovinos, mas pecuária enfrenta novos desafios externos

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Estado responde por quase um quinto dos abates realizados no país; cenário internacional acende alerta para exportações brasileiras

Mato Grosso segue na liderança da pecuária brasileira. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o estado foi responsável por 17,5% de todos os bovinos abatidos no país durante o primeiro trimestre de 2026, consolidando sua posição como maior produtor nacional.

No período, os frigoríficos brasileiros sob inspeção sanitária abateram 10,29 milhões de cabeças de gado, o maior volume já registrado para um primeiro trimestre da série histórica. Em comparação com os três primeiros meses de 2025, o crescimento foi de 3,3%. A produção de carne também avançou e alcançou 2,63 milhões de toneladas, alta de 5,1%.

Atrás de Mato Grosso aparecem São Paulo, com 11,6% dos abates, Goiás, com 9,2%, e Pará, com 9,1%.

O bom desempenho da atividade é impulsionado, principalmente, pelas exportações. Em 2025, a carne bovina brasileira gerou aproximadamente R$ 75 bilhões em vendas ao exterior, estabelecendo um novo recorde. A China permaneceu como principal compradora, respondendo por quase metade da receita obtida pelo setor.

Apesar dos números positivos, o mercado internacional exige atenção. A forte dependência do mercado chinês faz com que qualquer desaceleração econômica ou mudança nas regras de importação daquele país possa afetar diretamente as exportações brasileiras.

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Além disso, novos entraves comerciais preocupam a cadeia produtiva. Os Estados Unidos estudam impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, enquanto a União Europeia anunciou a suspensão das importações de carne bovina e outros produtos de origem animal do Brasil a partir de setembro, alegando questões relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção.

O levantamento do IBGE também registrou crescimento em outros segmentos da pecuária. O abate de suínos chegou a 15,27 milhões de cabeças e a produção de carne de frango atingiu 3,73 milhões de toneladas. Já a captação formal de leite alcançou 6,78 bilhões de litros, recorde para o período.

No entanto, o aumento da produção leiteira não se refletiu na renda dos produtores. O preço médio pago pelo litro de leite caiu 18,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, ficando em R$ 2,24.

Os números reforçam a força da pecuária mato-grossense, mas também evidenciam que o desempenho do setor nos próximos meses dependerá não apenas da produção dentro das propriedades rurais, como também da capacidade do Brasil de manter e ampliar seus mercados internacionais.

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