Nacional
O que já sabe sobre o massacre que deixou oito vítimas fatais em Suzano?

Dois atiradores abriram fogo contra funcionários e alunos da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo. No total, o massacre em Suzano deixou 10 mortos. Cinco eram estudantes com idades entre 15 e 17 anos de idade. Duas eram funcionárias da escola. Um homem, tio de um dos atiradores, também morreu. Já os dois criminosos, que eram ex-alunos da escola, cometeram suicídio.
Veja o que se sabe até agora sobre o massacre de Suzano
:
Linha do tempo

-
Guilherme Taucci Ribeiro
posta fotos armado nas redes sociais -
Luiz Henrique de Castro
aluga um carro e se encontra com Guilherme - Os dois vão para a concessionária, onde atiram no empresário Jorge Antonio Moraes, tio de Guilherme
- Por volta das 9h30, os atiradores abrem fogo contra funcionários e alunos
- Além de um revólver calibre 38, a dupla carrega garrafas de coquéteis molotov e armas medievais como uma besta, um arco e flecha e um machado
- Eles também levam uma arma com fios, que aparentava ser uma bomba
- Guilherme disparou contra todas as vítimas, enquanto Luiz Henrique desferiu golpes com as outras armas
- Após se verem cercados de policiais, atiradores cometem suicídio. Guilherme atira contra Luiz Henrique e depois tira a própria vida
- Perícia determina que mochila não contém explosivos
- Resgate é acionado e retira as vítimas. Seis morreram no local, enquanto um foi dado como morto ainda na ambulância. 23 pessoas, entre feridos e pessoas que passaram mal, chegaram a ser internadas
- Às 13h30, polícia divulga a identidade dos assassinos
- Cerca de uma hora depois, são divulgados os nomes das vítimas
- Perícia deixa a escola no final da tarde
- Já na madrugada desta quinta-feira (14), começa o velório da primeira vítima
- Pela manhã, todos os corpos, incluindo os dos assassinos, já estão sendo veladas
Vítimas fatais

- Jorge Antônio Morais (51 anos, dono de uma concessionária perto da escola)
- Marilena Ferreira Veira Umezo (59 anos, professora)
- Eliana Regina de Oliveira Xavier (38 anos, funcionária da escola)
- Claiton Antônio Ribeiro (17 anos, estudante)
- Caio Oliveira (15 anos, estudante)
- Samuel Melquíades Silva de Oliveira (16 anos, estudante)
- Douglas Murilo Celestino (16 anos, estudante)
- Kaio Lucas da Costa Limeira (15 anos, estudante)
Vítimas internadas

- Anderson Carrilho de Brito (Santa Casa – São Paulo) – Em estado grave
- Letícia de Melo Nunes (Hospital Santa Marcelina – Itaquaquecetuba)
- Samuel da Silva Félix (Hospital Santa Maria – Suzano)
- Beatriz Gonçalves Fernandez (Santa Casa de Misericórdia de Suzano)
- Murilo Gomes Lauro Benites (Hospital das Clínicas de São Paulo)
- Jenifer da Silva Cavalcante (Hospital Luzia de Pinho Melo – Mogi das Cruzes)
- Leonardo Vinícius Santa Rosa (Santa Casa de Misericórdia de Suzano)
- Adina Isabella Bezerra de Paula (Santa Casa de Misericórdia de Suzano)
- Guilherme Ramos do Amaral (Santa Casa de Misericórdia de Suzano)
- José Vítor Ramos Lemos (Hospital Santa Maria – Suzano)
- Leonardo Martinez Santos (Hospital Luzia de Pinho Melo – Mogi das Cruzes)
Quem são os atiradores?

- Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, cresceram na mesma rua e são amigos de infância
- Guilherme foi criado pelos avós e sua mãe é dependente química
- A avó de Guilherme morreu há quatro meses
- Ele trabalhou na concessionária do tio Jorge Antônio Morais, mas foi demitido e atualmente não estudava e nem trabalhava
- Luiz Henrique morava com os pais, um irmão e um avô
- Ele trabalhava como jardineiro em uma empresa na Zone Leste
- Ambos são ex-alunos na Escola Estadual Raul Brasil
- Guilherme abandonou os estudos em 2018, mas negociava um retorno a mesma escola
- Familiares de Guilherme dizem que o jovem era vítima de bullying, mas a maioria dos colegas desmentiu a informação
- Os dois criminosos eram entusiastas de jogos violentos de computador
- Eles também frequentavam fóruns anônimos na deep web onde, segundo a investigação, plenajaram o crime por mais de um ano
A investigação ainda procura saber o que motivou os dois ex-alunos a abrirem fogo na escola em Suzano
. Também não se sabe se os alunos atingidos eram alvo dos atiradores, mas a acredita-se que o único objetivo era causar o número máximo de mortes. A polícia também quer descobrir porque os dois mataram Jorge Antônio Morais, tio de Guilherme. Uma linha de investigação é que seria uma vingaça por conta da demissão, enquanto outra ates que Jorge teria descoberto o plano da dupla.
Nacional
Entenda os próximos passos do projeto para reduzir a maioridade penal



No entanto, a medida ainda passará por um longo processo, até que possa de fato se tornar lei. O projeto não segue de forma imediata para votação em plenário da Casa.
O próximo passo é a criação de uma Comissão Especial temporária por ato da Mesa Diretora da Câmara, que analisará o mérito da proposta. Nessa comissão, os parlamentares poderão realizar audiências públicas, sugerir modificações adicionais ao texto e votar o relatório final.
Caso seja aprovado pela Comissão Especial, o texto será encaminhado para deliberação no Plenário da Câmara dos Deputados. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, a aprovação exige o apoio mínimo de três quintos dos deputados (308 dos 513 parlamentares), em dois turnos de votação. Se aprovada nessas etapas, a matéria segue para o Senado Federal, onde passará por rito semelhante.
Histórico
Apresentada originalmente em maio de 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e outros parlamentares, a PEC 32/2015 visava estabelecer a “plena maioridade civil e penal aos 16 anos de idade”. Desde a sua apresentação, a proposta permaneceu sob análise na CCJ para a verificação de sua constitucionalidade.
A PEC teve, pelo menos, três relatores diferentes nestes 11 anos e chegou a ser arquivada pela mesa diretora em 2019. O debate do texto foi intensificado nos últimos meses. No final de maio, o relator atual da proposta na comissão, deputado Coronel Assis (PL-MT), concluiu a leitura de seu parecer favorável à admissibilidade jurídica da matéria. A votação final na CCJ ocorreu após a rejeição de requerimentos de adiamento apresentados por parlamentares da oposição.
Mudanças no texto
Embora o projeto original propusesse uma maioridade plena (civil e penal), o relator apresentou um substitutivo que preserva as regras cíveis atuais.
Com isso, os direitos políticos e a maioridade civil dos jovens não são afetados. O alistamento eleitoral e o exercício do voto continuam facultativos aos 16 anos e obrigatórios somente a partir dos 18 anos de idade.
Durante a tramitação na CCJ, deputados favoráveis ao projeto argumentaram que a medida atende a demandas sociais por segurança pública e responsabilização penal. Por outro lado, parlamentares contrários sustentaram que a redução da maioridade penal viola direitos fundamentais previstos na Constituição e defenderam o foco em políticas públicas educacionais.
Nacional
O que é o PlanMob-Brasil e como ele pretende transformar a mobilidade urbana
Clique aqui para participar da consulta pública do PlanMob-Brasil.
Coordenado pela Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana (Semob), o plano será um instrumento estratégico para orientar ações e investimentos públicos e privados voltados à mobilidade urbana em todo o País, com foco em cidades mais acessíveis, sustentáveis, seguras e integradas.
A construção do PlanMob-Brasil está alinhada à Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), instituída em 2012, que estabeleceu diretrizes para integrar os diferentes modos de transporte e melhorar a acessibilidade nos municípios brasileiros. A política também reforçou a importância do planejamento urbano, priorização do transporte público coletivo e da mobilidade ativa, como caminhadas e bicicletas.
O plano evidencia os desafios enfrentados diariamente pela população brasileira, como congestionamentos, longos tempos de deslocamento, perda de qualidade do transporte público, desigualdades territoriais e aumento dos sinistros de trânsito e impactos ambientais causados pelo excesso de veículos individuais motorizados.
Segundo o secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Marcos Daniel Souza dos Santos, o PlanMob Brasil é um instrumento essencial para o planejamento estratégico da mobilidade no país.
“O PlanMob Brasil é um importante instrumento de planejamento de longo prazo, que vai orientar as ações dos municípios, dos estados e, especialmente, do governo federal. Queremos avançar ainda mais, mas para isso precisamos ouvir a sociedade e construir soluções cada vez melhores. A mobilidade é um tema fundamental para o desenvolvimento do Brasil e exige uma visão integrada e de longo prazo. Precisamos nos organizar como país e não perder de vista o horizonte de investimentos que já vem sendo construído. É necessário consolidar a mobilidade e o transporte como prioridades na agenda nacional”, destacou.
Com um enfoque de equidade e acesso às oportunidades das cidades, e de sustentabilidade ambiental, PlanMob-Brasil também pretende abordar temas como mobilidade ativa e micromobilidade, transporte público coletivo, gestão do território, e desenvolvimento institucional e governança, considerando as diferentes realidades urbanas do país.
A proposta é fortalecer a atuação da União, de forma coordenada com estados e municípios, promovendo maior integração entre políticas públicas, planejamento urbano e ações e investimentos em mobilidade. O plano também dialoga com iniciativas já desenvolvidas e em desenvolvimento pelo Governo Federal, como o Novo PAC, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), o Novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo, o Programa Bicicleta Brasil, a Estratégia Nacional de Promoção da Mobilidade por Bicicleta (Enabici), o Plano Clima, o Pnatrans e a plataforma Viabiliza.
Com perspectiva de longo prazo e ampla participação social, o PlanMob-Brasil busca consolidar uma visão de futuro para a mobilidade.
Nacional
Comissão aprova proposta para consórcios municipais de inovação

A Comissão de Ciência e Tecnologia e de Inovação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4076/25, do deputado José Medeiros (PL-MT), que autoriza municípios a celebrar convênios intermunicipais e contratar consórcios públicos para viabilizar projetos de tecnologia e inovação.
O texto altera a Lei de Inovação (Lei 10.973/04) para permitir que prefeituras se associem no desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores. A medida busca facilitar o acesso de municípios, principalmente os de menor porte, a soluções tecnológicas.
A Lei de Inovação já permite que entes da Federação formem alianças estratégicas para o desenvolvimento de inovações. Essas parcerias podem contemplar redes e projetos internacionais de pesquisa tecnológica, ações de empreendedorismo e criação de ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.
Medeiros afirmou que municípios de menor porte têm dificuldades para desenvolver projetos de inovação pela falta de recursos, escala e expertise. Segundo ele, é comum a contratação separada de empresas de consultoria, apesar de as carências serem compartilhadas por várias prefeituras. “Devido a essa falta de integração, há uma dificuldade muito grande para que essas unidades federativas possam identificar, contratar, desenvolver e incorporar serviços e produtos inovadores”, disse.
Aliança estratégica
O texto foi aprovado com alteração do relator, deputado Lucas Ramos (PSB-PE), para reforçar que os convênios e consórcios servem para viabilizar alianças estratégicas e desenvolvimento de projetos cooperativos. “A redação proposta reforça a segurança jurídica e a clareza do comando normativo, sem alterar o mérito da iniciativa, mas aprimorando sua aderência ao ordenamento vigente e sua aplicabilidade prática”, afirmou.
Para Ramos, a proposta dialoga diretamente com a necessidade de fortalecimento das capacidades institucionais locais, especialmente nos municípios de menor porte, por meio da atuação em rede e do compartilhamento de recursos, competências e infraestrutura.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada por Câmara e Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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