Política MT
Frente Parlamentar em Defesa dos Serviços Públicos é instalada na ALMT
Foto: Karen Malagoli
A Assembleia Legislativa instalou, na manhã de hoje (23), a Frente Parlamentar em Defesa dos Serviços Públicos. A Frente vai trabalhar em parceria com o Fórum Sindical dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso. De acordo com o coordenador-geral da Frente, deputado João Batista (PROS), o número de servidores em todos os Poderes é de cerca de 135 mil.
A Frente Parlamentar tem um prazo de dois anos para concluir os trabalhos, que podem ser renovados por igual período. No final, será elaborado um relatório das atividades e apresentado ao presidente do Parlamento estadual. Batista disse que a Frente tem a função de interagir com os servidores de todos os Poderes estaduais.
Entre os objetivos para a criação da Frente, de acordo com o coordenador-geral da Frente Parlamentar, está a discussão com os servidores públicos sobre as diretrizes do plano de cargos e carreiras e salários de cada categoria, inclusive as matérias orçamentárias em tramitação na Assembleia Legislativa.
Outra pauta agendada para a discussão está a de planejar as reivindicações do funcionalismo, em conjunto com o Fórum Sindical. Batista disse ainda que a Frente Parlamentar vai chamar à discussão os setores que acusam o Estado de ter excesso de funcionários públicos . “Hoje, por exemplo, há um déficit na Polícia Militar de três mil policiais, e na educação quase 50% dos professores têm contrato temporário”, disse o João Batista.
João Batista afirmou que as reuniões da Frente Parlamentar serão periódicas e com espaço aberto para que as representações classistas, representantes dos Poderes constituídos e também a sociedade civil organizada, possam participar com sugestões. Segundo ele, o “objetivo do serviço público foi e é de atender a sociedade com qualidade, mas valorizando o funcionalismo público”.
“Há empresa que tem seu programa voltado a valorizar os seus colaboradores, seja em qualificação profissional ou na saúde preventiva do trabalhador. Por isso, não é justo e nem possível ver o governo fazer campanha tão forte discriminando o servidor público”, disse João Batista.
O parlamentar lembrou que o governo iniciou uma campanha na mídia apontando que o maior problema do Estado são os servidores públicos, porque recebem “altos salários”, e por isso, não sobraria quase nada para investimentos como, por exemplo, em áreas como saúde e educação.
“É tentar passar para a sociedade que os servidores públicos não produzem, que existe excesso de servidores, que ganham super salários. Se existe supersalários, o governo deveria corrigi-los e não passar à sociedade que todos os servidores são marajás. Isso é desonesto”, afirmou o coordenador-geral.
Em nome do Fórum Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso, Oscarlino Alves, disse que a Frente Parlamentar vai atender todas as demandas do serviço público como, por exemplo, das leis de carreira, das estruturas físicas e de pessoal. Segundo Alves, em todo o estado existem mais de 30 categorias.
“Na reunião, a Frente já deu abertura para atender as reivindicações de outros Poderes. Um deles são as demandas apresentadas e a criação de um novo sindicato dos servidores da Assembleia Legislativa. A Frente veio para tratar da gestão de pessoas, de remuneração, da revisão geral anual, das leis de carreira e da saúde do trabalhador. O rol de atuação da frente está bastante ampliado”, disse Oscarlino Alves.
Para o sindicalista, o Decreto de calamidade financeira do Estado não foi descartado sem motivo pelo governo federal. “Mato Grosso está com as contas públicas equilibradas. A dívida do estado é controlada, por isso é preciso desmistificar e colocar o estado para rodar e atender a todos. É preciso tratar dos sonegadores, da renúncia fiscal do estado e da Lei Kandir. Mato Grosso é diferente de outros estados, somos exportadores de produtos agrícolas que alimentam outros países. Por isso não está em crise”, disse Oscarlino Alves.
Membro da comissão provisória de fundação do Sindicato dos Técnicos Legislativos do Poder Estadual de Mato Grosso (Sintel/MT), Pablo Gusen, pediu apoio à Frente Parlamentar e aos representantes dos servidores de outros Poderes para a manutenção dos direitos funcionais dos servidores da Assembleia Legislativa.
“A nossa vida aqui não está nada fácil. Muito se fala dos direitos trabalhistas do Executivo e do Tribunal de Justiça, mas aqui está difícil. Por isso pedimos o apoio de outros Poderes e da Frente Parlamentar. Desde o ano passado os nossos direitos estão sendo cerceados por meio de memorando. Isso não tem cabimento”, afirmou Gusen.
Além do deputado João Batista que será o coordenador-geral, a Frente Parlamentar ainda contará com a participação dos deputados Elizeu Nascimento (DC), Delegado Claudinei (PSL), Valdir Barranco (PT), Lúdio Cabral (PT), Janaina Riva (MDB) e Max Russi (PSB).
Política MT
Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis
Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria
A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.
Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.
Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.
O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.
Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.
Política MT
E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

Foto- Assessoria
A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.
Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.
O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.
Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.
A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.
E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.
A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.
Política MT
Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

Foto-Assessoria
Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.
A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.
“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.
As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.
O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.
Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.
“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.
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