Política MT
Irregularidades na produção e comercialização inviabilizam suinocultura em MT
Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS
O diretor executivo da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Custódio Rodrigues de Castro Júnior, se reuniu no dia 8 desse mês com o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) para discutir a obtenção dos Serviços de Inspeção Municipal (SIM). O SIM garante a exportação e comercialização do produto final de forma legalizada por parte do produtor.
De acordo com pesquisa realizada, em 2017, pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), dos 141 munícipios de Mato Grosso, somente 71 tinham o SIM. Em relação às 14 cidades que fazem parte da Baixada Cuiabana, somente cinco continham o registro – sendo Campo Verde, Cuiabá, Nobres, Poconé e Várzea Grande.
Segundo Custódio da Ascrimat, é importante incentivar as prefeituras municipais a apoiarem a obtenção do SIM, que é o ponto de partida para evitar abates clandestinos e é uma exigência do Ministério Público.
“A ideia é a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) ir até o município que não tem o SIM e auxiliar o produtor e dar assistência técnica. Na Baixada Cuiabana há um volume grande (cadeias produtivas) mal trabalhado e é grave para o Estado, pois pode afetar a economia. Se não tem o SIM, não tem como negociar o produto para venda no próprio município. É preciso apontar as irregularidades às prefeituras municipais. A carne sem inspeção, ninguém sabe as circunstâncias da morte do animal, vai para o açougue e pode até afetar a saúde pública”, explica do diretor executivo.
Uma das soluções apontadas por Custódio, seria o fortalecimento do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) para que o governo do estado possa designar um percentual maior de repasse financeiro, fazer com que os municípios façam a inspeção para trabalhar com todos os abates – incluindo a vigilância sanitária – para viabilizar a comercialização dos animais de maneira diferente, e eliminar a atividade clandestina, capacitar os pequenos produtores com cursos promovidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) associada com a assessoria técnica da Empaer e, se possível, com o envolvimento das prefeituras.
“Avalio a importância desta atividade para economia de Mato Grosso, pois incentiva a agricultura familiar, os pequenos produtores, e gera emprego e renda. Vamos buscar parcerias com os municípios, principalmente com os da Baixada Cuiabana para ter este incentivo e viabilizar as atividades com o SIM e o aumento do percentual do repasse do Indea. Nesta condição, será evitado qualquer tipo de atividade clandestina, o produto não será vendido de forma irregular, contará com a vigilância sanitária e a saúde pública será preservada”, destaca o Delegado Claudinei.
Custódio conta que a Ascrimat conta com pequenos e grandes produtores de suínos, sendo que existem aqueles que contam com estrutura adequada e, até mesmo, com veterinários e frigoríficos próprios. Ele acrescenta que a suinocultura no Estado, atualmente, conta com 178 matrizes, sendo que a produção é de cerca de três milhões de abates certificados e que quase tudo é exportado para fora, sendo que não chega a 20% do que é consumido na região.
“A nossa preocupação no que tange as questões ambientais, de vigilância sanitária e econômica, são os pequenos produtores. Temos aqui quase 40 mil propriedades que produzem suínos no Estado. O negócio é bem complexo, mas temos que começar de alguma maneira. É um projeto que gostaríamos de começar gradativamente. Sabemos que não será possível resolver de uma hora para outra, pois envolve custos e recursos, mas a gente pode dar um passo bastante interessante”, comenta Custódio.
Além de verificar a situação do repasse financeiro do Indea, que aplica uma política estadual relacionada a defesa sanitária animal, associada a inspeção e fiscalização de atividades agropecuárias, o Delegado Claudinei se comprometeu a verificar o preço de pauta da comercialização da carne de suíno que não é cobrado há cerca de dois anos e meio, por decreto estadual, que garante este benefício até o dia 30 de junho deste ano.
Política MT
Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis
Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria
A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.
Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.
Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.
O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.
Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.
Política MT
E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

Foto- Assessoria
A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.
Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.
O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.
Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.
A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.
E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.
A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.
Política MT
Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

Foto-Assessoria
Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.
A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.
“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.
As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.
O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.
Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.
“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.
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