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Comissão de Segurança da ALMT discute integração e doação de equipamentos entre as forças de segurança

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Foto: Ronaldo Mazza

O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) participou da terceira reunião ordinária da Comissão de Segurança Pública e Comunitária, na quarta-feira (22), às 14 horas, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), para discutir a possibilidade de integração entre as polícias de Mato Grosso.

A pauta apresentada foi uma solicitação do Delegado Claudinei, após reunião realizada com o superintendente da PRF, no dia 8 de maio, que apresentou a importância da comunicação integrada entre as polícias civis, militares e federais, que vai tornar os trabalhos da área da segurança pública favoráveis para o combate à criminalidade. Também foi discutida a possibilidade de firmar futuros convênios, termos de parceria e cooperação, com a doação de armas e veículos que não são mais utilizados pela instituição para outras entidades da segurança pública.

Francisco Lucena, que assumiu a superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) há cerca de 60 dias, conta que primeiramente teve contato com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) para tratar das principais diretrizes para o devido encaminhamento da integração entre as forças de segurança pública.

“Fizemos algumas proposituras e é preciso que os deputados façam uma avaliação jurídica para consolidá-los. A Polícia Rodoviária está propondo uma quebra de paradigma, buscamos uma integração total, como compartilhar a tecnologia e, principalmente, a questão de operações”, explica.

Armas e viaturas – O superintendente pontua que estão disponíveis 375 armas que são utilizados por policiais militares e civis e destaca que o Exército Brasileiro já está com este armamento para a devida destinação. “Fizemos uma reunião com a Sesp-MT e, depois, fizemos com os deputados para que pudéssemos fazer estes encaminhamentos. A polícia não tem a competência para fazer essa doação. Primeiro passa pelo pedido do Estado e depois é feito uma ciência por departamento, mas quem faz essa transferência é o Exército Brasileiro. Então, e já fizemos o encaminhamento à instituição”, esclarece Lucena.

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Em relação às viaturas, Francisco conta que são 150 viaturas utilizadas pela PRF e que são 23 unidades operacionais, em todo o estado de Mato Grosso. “Decidimos fazer uma doação para o Estado, por meio de convênio, para transferência de bens. Neste sentido, já temos 40 viaturas disponíveis para serem doadas para ajudar o Estado e que serão destinadas às unidades que não tem viaturas”, ressalva.

“A segurança pública precisa de uma atenção especial. O superintendente informou a média de armas disponíveis e que foram trocadas por outros tipos de pistolas. A gente o convidou para estar aqui hoje, para verificarmos a possibilidade de firmarmos um convênio para os repasses. As viaturas a serem repassadas vão contribuir na segurança das áreas rurais, que sofrem muito, pois precisam de carros altos. Fui informado que existem viaturas de cinco anos de uso e estão bem conservadas”, informa Delegado Claudinei, que é o vice-presidente da Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Radiocomunicadores – Também foi apresentada a metodologia da implantação da rede de radiocomunicação digital nos municípios mato-grossenses. Este instrumento já conta com termo de cooperação junto à Sesp, há cerca de quatro anos, com um investimento de R$ 45 milhões. Ele explicou que ao longo da rodovia, a cada 50 km, tem uma antena e que as rodovias que cortam 40 municípios, representam 75% do PIB (Produto Interno Bruto).

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Francisco Lucena pontuou que é preciso parceria com os municípios para a instalação das antenas que estão disponíveis na PRF, como, também, as prefeituras deverão adquirir os radiocomunicadores e  que esse é um investimento de baixo custo. O sistema é uma rede segura e que não há chances de ter a invasão por parte do crime organização para acompanhar o trabalho da polícia.

A Polícia Rodoviária Federal é uma instituição subordinada ao Ministério da Segurança Pública que garante a segurança nas rodovias federais e conta com 27 superintendências pelo país.

Estiveram na reunião os deputados estaduais e membros da Comissão de Segurança, Elizeu Nascimento (DC), João Batista (Pros) e Ulysses Moraes (DC); o superintendente regional da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Francisco Élcio Lucena; tenente-coronel da Polícia Militar e coordenador do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública de Mato Grosso (Ciosp-MT), Sizieboro Elvis de Oliveira Barbosa e tenente-coronel do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Fábio Ricas de Araújo.

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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