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Aprosoja-MT busca mediação e conquista padronização do georreferenciamento em Mato Grosso

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Com objetivo de desburocratizar e facilitar o sistema de regularização de georreferenciamento em Mato Grosso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Estado (Aprosoja-MT) conseguiu a padronização de documentos solicitados pelos cartórios, por meio de um Termo de Acordo de Mediação Extrajudicial firmado com Associação dos Notários e Registradores (Anoreg), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto de Terra de Mato Grosso (Intermat), Corregedoria Geral de Justiça e Assembleia Legislativa.

Com a medida, todos os cartórios mato-grossenses deverão seguir um único check list, que garantirá mais celeridade ao processo e evitará prejuízos ao setor produtivo. Conforme o acordo firmado, a Corregedoria Geral de Justiça tem o prazo de 15 dias para baixar o provimento com a relação de documentos de padronização. O acordo foi mediado pela Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem e, ao longo de três sessões, as entidades participantes construíram juntas a lista de documentos a serem solicitados pelos cartórios dos 141 municípios mato-grossenses. Foram elencados 11 documentos necessários para a realização do processo, sem prejuízos aos órgãos de controle como Incra e Intemat e aos produtores rurais.

Para o presidente da Aprosoja-MT e vice-presidente da Aprosoja Brasil, Antonio Galvan, que liderou a iniciativa, a falta de um padrão para o georreferenciamento acarretou inúmeros prejuízos aos produtores rurais, que sofriam há anos com as diversas exigências existentes nos diferentes cartórios do Estado. Segundo ele, o acordo é um alívio para o produtor.

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“Usamos a Câmara de Medicação pela primeira vez para se resolver um problema gravíssimo que assolava o Estado, que é o registro de georreferenciamento nos cartórios. O caminho foi a busca do diálogo, com a criação de um grupo de trabalho com as entidades interessadas para que, junto com as equipes técnicas de cada órgão, pudesse haver o acordo final. Só tenho a agradecer todos os participantes. Com certeza, resolvemos um problema que vinha se arrastando há anos e causando muitos prejuízos ao produtor rural”, destacou Galvan.

O presidente da Anoreg, José de Arimatéia, fez parte das discussões e parabenizou a iniciativa da Aprosoja-MT em solucionar a problemática em que todos saíram ganhando com o resultado. “Foi espetacular. Acredito que sempre que pudermos deveríamos ter uma provocação, assim como aconteceu por parte da Aprosoja. Todos saímos daqui ganhando, essa é a verdade. As formalidades têm que ser cumpridas, conforme permite a legislação, mas há possibilidade de se flexibilizar alguma coisa, como foi feito”, afirmou Arimatéia.

Pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso participaram o deputado Ondanir Bortolini (Nininho), presidente da Comissão de Regularização Fundiária e Agropecuária da Casa de Leis e o deputado Dilmar Dal’Bosco, bem como a equipe técnica dos parlamentares. “Quero parabenizar o presidente da Aprosoja, Antonio Galvan, e os representantes da Anoreg, Intermat, Incra e a Câmara de Mediações. Acredito que vai ser um ganho muito grande para o Estado. Quem vai ganhar são os nossos produtores, pecuaristas, proprietários rurais, que vão ter um processo mais ágil na regularização e efetivação do georreferenciamento”, lembrou Nininho.

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Presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso, Francisco Serafim também contribuiu com as deliberações e com a construção da lista única de solicitação de documentos. Ele disse que tal acordo já era um desejo antigo do Intermat e afirma que é momento de comemoração. Serafim também parabenizou a Aprosoja-MT pela iniciativa.

“O Intermat desejava isso há muito tempo. A desburocratização do sistema de atendimento e a facilitação do relacionamento entre os interessados, como os produtores rurais, os proprietários de áreas rurais, com os cartórios e o próprio Intermat. Então hoje é motivo só de comemoração. Nós temos que agradecer a participação da Aprosoja, dos cartórios, da Corregedoria, Assembleia Legislativa. Isso foi uma união de esforços, com objetivo único, desburocratizar, facilitar, sem perder a segurança das ações desenvolvidas pelo Intemat e cartórios. Um ganha-ganha”, qualificou o presidente.

A juíza auxiliar da Corregedoria Geral de Justiça do Poder Judiciário de Mato Grosso, Edleuza Zorgetti acompanhou toda construção do acordo. Ela lembrou da angústia que havia pela padronização no georreferenciamento e avalia que a construção conjunta é garantia de sucesso. “Muito bom o resultado. Nós tínhamos uma angústia, pois não havia uma padronização o que, conforme os inúmeros relatos, gerava muitos prejuízos. Então através da Anoreg, da Aprosoja, Corregedoria e todos os órgãos envolvidos foi feita uma discussão e deliberado um padrão. Então, isso é muito positivo porque através de uma padronização construída por todos os envolvidos tem 100% de chances de dar certo”, avaliou a juíza.

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Também participaram das negociações pela Aprosoja o diretor-executivo, Wellington Andrade, os técnicos Renato Olivir Basso e Maria Solidade Soares Abreu. Fizeram parte da equipe de trabalho ainda técnicos da Anoreg, Incra, Intermat e Assembleia Legislativa.

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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