Mato Grosso
Após reuniões com setores produtivos, 90% do texto torna-se consenso
Depois de uma semana tomada pelas reuniões técnicas e setoriais, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, acredita que mais de 90% do Projeto de Lei para a Reinstituição dos Incentivos Fiscais já é consenso entre os setores produtivos. Em entrevista às rádios Jovem Pan e Vila Real, ele argumentou que foram realizadas algumas mudanças no texto para eximir qualquer interpretação dúbia e outros pontos foram aprimorados com sucesso.
Miranda explicou que o tema é complexo porque reúne vários decretos e trata de tributos, o que sempre gera conflito. “Discutimos de forma técnica com os setores e a Assembleia Legislativa também está fazendo isto nas comissões. Mostramos a importância da lei e que ela é essencial para se construir o Mato Grosso do futuro”.
O texto trata dos incentivos não-programáticos, ou seja, aquele imposto que o governo renúncia, como é o caso da cesta básica, por exemplo, e ainda dos programáticos, aqueles benefícios que estão dentro de um programa de desenvolvimento, como é o caso do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic).
Segundo o secretário, é preciso o cidadão entender como surgiu a lei antes de tomar qualquer posição precipitada. Ela é uma obrigação de todos os estados conforme a Lei Complementar 160, criada para combater de vez a guerra fiscal entre os estados.
Por anos, as unidades da federação criaram de maneiras individuais diversos incentivos para atrair novas empresas e isto resultou em uma enxurrada de ações judiciais. A forma de concessão desequilibrada foi considerada inconstitucional pelo Superior Tribunal Federal (STF), porém também foi consenso que cobrar de forma retroativa as empresas beneficiadas causaria um caos na economia.
Por esse motivo, veio a LC, exigindo que os estados publicassem todos os incentivos que eles consideram essenciais. Eles seriam considerados legais e a partir de então, seria permitido apenas a inclusão de novos com a aprovação previa do Conselho Nacional de Políticas Fazendárias (Confaz).
“O fato é que temos até 31 de julho para aprovar a lei e atender a Lei Complementar 160. Caso contrário, todos incentivos, seja eles programáticos ou não, deixarão de existir”.
Programáticos
O projeto de lei, na opinião de Miranda, traz transparência, simplificação e eficiência para os incentivos fiscais programáticos, além de promover uma série de correções ao processo de concessão. Atualmente, os projetos que aguardam análise na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) somam cerca de R$ 3,7 bilhões em investimentos por causa da burocracia. “É desumano fazer um empresário esperar 1 ano por uma decisão e com a aprovação da PL, a resposta virá em 2 meses”.
De acordo com a proposta, carta de intenções, documentos e certidões serão alimentadas no sistema pelo próprio empresário e se tudo estiver de acordo com as regras, ele poderá usufrui do benefício em 2 meses. A partir de então, as atividades serão monitoradas, bem como a contrapartida de cada uma pelos fiscais da Sedec.
Além da agilidade, haverá segurança jurídica, uma vez que os percentuais serão atribuídos por setor e não por produto como acontece atualmente. “Já tivemos casos em que duas empresas, que atuam na mesma atividade, tinham diferentes percentuais sem nenhuma justifica plausível”.
Mesmo com este nivelamento, o texto não deixou de fora o uso dos incentivos com ferramenta de combate à desigualdade social. O projeto contempla o acréscimo de 5 % no benefício de quem optar por instalar a indústria em um município com baixo Índice de Desenvolvimento Econômico (IDH).
“Atuando com o sistema informatizado de concessão, vamos tirar muitos técnicos do trabalho essencialmente cartorial para atividades que resultem na organização das cadeias produtivas, elaboração de projetos setoriais e monitoramento dos processos”.
Nesta terça-feira (09), o secretário César Miranda esteve na Rádio Capital, no programa SBT Comunidade (11h30) e no final da tarde estará no Studio Band (17h). Já na quarta-feira (10), concederá entrevista à Rádio Mega (7h) e no Jornal do Meio Dia da Record (12h30).
Mato Grosso
Presidente do TCE-MT destaca retomada das obras na MT-170 após fiscalização

Foto-Tony Ribeiro/TCE-MT
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou o anúncio da retomada das obras de pavimentação da MT-170, feito pelo Governo do Estado nesta quarta-feira (10), menos de uma semana após fiscalização realizada pelo órgão na região Noroeste. Durante a vistoria, foram constatados problemas graves na execução da obra, incluindo a deterioração precoce do asfalto em um trecho que recebeu investimentos milionários.
“O anúncio da retomada das obras na MT-170 mostra que o trabalho do Tribunal de Contas está no caminho certo. Vamos continuar cumprindo o nosso papel constitucional de fiscalizar o uso do dinheiro público, seja com vistorias in loco, seja pelo trabalho dos gabinetes dos demais conselheiros, seja pela atuação do nosso corpo de auditores. Estivemos lá pessoalmente e vimos que esse trecho de 50 quilômetros, que custou R$ 130 milhões ao Estado e ainda tem uma parte para ser paga, já não tem mais nada de asfalto, está totalmente destruído menos de um ano depois”, afirmou o presidente.
De acordo com o governador Otaviano Pivetta, em anúncio feito durante reunião com empreiteiras, as obras de pavimentação da MT-170 serão retomadas na próxima semana. “Nós nunca tivemos compromisso com o erro. Sabemos que lá temos problemas. Todas as empresas foram notificadas e estamos nos esforçando para resolver.”
Segundo representante da MT-Sul, a empresa está em busca de uma engenharia mais qualificada para evitar novos problemas, além de já ter mobilizado uma equipe e direcionado equipamentos para a retomada das obras.
O TCE-MT vai acompanhar a retomada das obras por meio da mesa técnica, que teve sua reabertura determinada pelo presidente do TCE na segunda-feira (8), para corrigir as falhas e garantir asfalto de qualidade na rodovia MT-170.
Com informações do Governo do Estado
Mato Grosso
CPI da Saúde convoca atual e ex-secretário do Governo de Mato Grosso
Mato Grosso
Governador Otaviano Pivetta convoca mais 283 policiais penais e anuncia novo concurso

Foto- Assessoria
O governador Otaviano Pivetta anunciou, nesta terça-feira (9.6), a convocação de mais 283 policiais penais, oriundos do concurso de 2016 para atuação no Sistema Penitenciário. E também autorizou a realização de um novo concurso público para a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).
“Estou convocando hoje 283 policiais penais para cuidar dos nossos presídios, e estou também assinando um novo concurso público para o sistema prisional. São medidas que integram o conjunto de ações que já estamos adotando nos últimos sete anos, voltadas ao fortalecimento da segurança pública e à ampliação da capacidade operacional das unidades prisionais”, afirmou o governador.
Para o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, o reforço no quadro de servidores é considerado fundamental para acompanhar o crescimento da capacidade instalada e garantir a segurança nas unidades.
“A convocação desses 283 policiais penais e o anúncio de um novo concurso público demonstram o compromisso do Governo de Mato Grosso com o fortalecimento do sistema prisional. Estamos ampliando a estrutura física das unidades e, ao mesmo tempo, investindo em pessoas, garantindo que tenhamos profissionais qualificados para atuar na segurança, na disciplina e nas ações de ressocialização. Esse reforço permitirá oferecer melhores condições de trabalho aos servidores e mais eficiência na gestão penitenciária”, destacou o secretário.
O Governo de Mato Grosso ampliou o número de servidores no Sistema Penitenciário. Em 2019, eram 521 servidores, e em 2025, o número passou para 805. Além disso, desde 2019, Mato Grosso criou 6.516 novas vagas no sistema prisional e mantém obras em andamento que irão acrescentar outras 1.728 vagas nos próximos meses.
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