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A depressão e o desemprego

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Ellen Moraes Senra

Em todo país, o desemprego atinge 12,6 milhões de pessoas. As filas com pessoas atrás de um novo emprego têm crescido cada dia mais. Quem está desempregado enfrenta não apenas a dificuldade de conseguir se recolocar em um mercado cada vez mais exigente, mas também a dificuldade salarial diante de um cenário tão crítico, visto que a falta de dinheiro traz sérios problemas emocionais para a vida das pessoas.

Um dos problemas emocionais mais comuns que atingem a população que se encontra em situação de desemprego é a depressão. Isso contribui para dificultar ainda mais as chances da pessoa conseguir uma recolocação, visto que esse transtorno pode ocasionar queda da energia, insônia ou hipersonia, o que não ajuda nem um pouco o candidato a chegar nas entrevistas no horário ou mesmo fazer os trâmites necessários no tempo exigido.

Apesar de serem os homens vistos ainda como principais provedores da família na sociedade atual, a depressão atinge as mulheres em maior número, embora o desânimo, a cada oportunidade perdida, seja mais evidente nos homens. Ainda há o fator agravante que são os sintomas depressivos que se intensificam quando o mesmo percebe que não há possibilidades compatíveis com seu perfil no mercado de trabalho.

Considerando essa imagem do homem como provedor, não é de se espantar que a autoestima fique extremamente prejudicada, influenciando inclusive sua vida familiar e conjugal, pois, costuma-se atribuir sua virilidade com a capacidade de prover a família. Não que a mulher seja capaz de manter a autoestima intacta em caso de desemprego, especialmente se a renda dela for a principal da casa, porém a habilidade de se lançar no mercado de forma independente, mesmo que por salários não compatíveis com sua qualificação, pode ser um fator que conte a favor nesse processo. Afinal, o empreendedorismo, apesar de não oferecer benefícios tradicionais que o regime CLT oferece, tem sido a saída mais utilizada pelos brasileiros para que consigam pagar suas contas e para diminuir a pressão de arrumar uma vaga no mercado de trabalho, com isso fazendo crescer a indústria de cursos profissionalizantes de curta duração.

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Apesar dessas soluções, muitas vezes o desemprego vem quando a pessoa já tem um padrão de vida estabelecido. Nesses casos, solicitar auxílio financeiro de familiares e amigos pode ser necessário, ainda que possa gerar um grande desconforto, mas é aqui que a pessoa que se dispõe a auxiliar pode demonstrar seu apoio, não apenas financeiramente, mas de também de forma emocional, impulsionando a pessoa a não desistir de suas chances e incentivando que o mesmo abrace as oportunidades que surgirem, desta forma fica mais fácil enxergar o lado positivo das coisas e enxergar as oportunidades que outrora poderiam passar despercebidas.

(*) Ellen Moraes Senra é Psicóloga e Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental

CRP 05/42764

Psicóloga atuando na área clínica através da abordagem cognitivo comportamental. Formada pelo Centro Universitário Celso Lisboa. Com curso de formação em Terapia Cognitiva Comportamental (TCC ) no Instituto Brasileiro De Hipnose, Educação ePsicologia (IBH). Atendimento individual a crianças, adolescentes e adultos

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Persistir na divina missão além do fim 

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José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor

“Vós sois a luz do mundo” (Evangelho, consoante Mateus, 5:14), disse o Cristo àqueles que se integraram no que Ele veio trazer, “da parte do Pai”, à Terra.

“Mas Jesus não foi crucificado?”, alguém pode argumentar. Não obstante, respondemos nós, o Senhor Excelso deixou o Seu recado, a Sua mensagem, e, acima de tudo, venceu a morte. Assim, cumpriu a própria determinação expressa em “A Missão dos Setenta Discípulos de Jesus”, constante de Sua Boa Nova, segundo Lucas, 10:10 e 11: “Quando, porém, entrardes numa cidade e não vos receberem, saí pelas ruas e clamai: Até o pó da vossa cidade, que se nos pegou aos pés, sacudimos contra vós outros. Não obstante, sabei que está próximo o Reino de Deus“.

Entenderam? Mesmo não tendo sido aceita a Sua palavra pela “cidade”, de forma alguma o Divino Educador ficou sem proclamar o que viera fazer por Vontade do Pai Celestial. Ele persistiu até o fim (e além do fim): “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Evangelho de Jesus, consoante Mateus, 24:13).

O Bom Pastor, pois, demonstrou o exemplo a ser seguido pelos Seus discípulos, custe o que custar. Não cessou de difundir que o Reino de Deus está dentro de nós: “Interrogado sobre quando viria o Reino de Deus, Jesus revelou: Não vem o Reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o Reino de Deus está dentro de vós” (Evangelho de Jesus, segundo Lucas, 17:20 e 21).

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E quando usamos a expressão além do fim, é porque bradamos incessantemente: Os mortos não morrem! Escreveu Paulo Apóstolo, na Primeira Epístola aos Coríntios, 15:26: “O último inimigo a ser vencido é a morte”.

E Jesus a venceu, para que nós, em seguida, pudéssemos fazer o mesmo. Alziro Zarur (1914-1979) dizia: “Não há morte em nenhum ponto do Universo”.

Mil e duzentos anos depois do Apóstolo dos Gentios, São Francisco de Assis (aprox. 1181-1226) desvendou o mistério em sua prece notável: “Porque é morrendo que nascemos para a Vida Eterna”.

 

As andorinhas sempre voltam 

Entretanto, que ninguém se suicide, pensando que, com esse ato funesto, se livrará da dor que o aflige, ou a aflige, pois acordará no Outro Mundo mais vivo, ou mais viva, do que nunca e com todos os seus problemas amplificados. Fugir do sofrimento é cair repetidas vezes nas mãos dele; portanto, sob o cruel flagelo do “lobo invisível”, o espírito obsessor, que tem de ser vencido, mas não maltratado, e, assim, redimido pelas ovelhas do Cristo. É bom que nos recordemos constantemente do dito popular imortalizado pelo querido poeta, intérprete e compositor paulista, de Valinhos, Adoniran Barbosa (1910-1982), em sua Saudosa Maloca, gravada por ele, em 1951, e, em outro vinil, pela cantora paulistana Marlene (1922-2014): “Deus dá o frio conforme o cobertor”.

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E dá mesmo. É só a gente ser perspicaz e saber, com inteligência, usar o cobertor no “inverno”, até que o “verão” volte. Costumo lembrar-lhes um acertado aforismo de Éliphas Lévi (1810-1875), que conforta os lutadores pelo Bem, os quais firmemente prosseguem, a despeito das piores condições a serem superadas, porque o Sol há de brilhar: “Felizes daqueles que não desanimam nunca e que, nos invernos da vida, esperam as andorinhas em sua volta”.

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Como a fumaça das queimadas pode prejudicar sua pele

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Karin Krause Boneti

Acordar e vislumbrar uma nuvem cinza cobrindo a cidade se tornou uma cena triste, porém cotidiana nos últimos tempos em Mato Grosso. As altas temperaturas aliadas à baixa umidade do ar e ao vento intensificaram o aumento drástico (e rápido) do número de incêndios. Um estudo realizado pelo Instituto Centro de Vida (ICV) apontou que, em meio ano, as queimadas consumiram cerca de 1,7 milhão de hectares de todo o estado mato-grossense.

Com a natureza em chamas e fuligem em cada esquina, assim como o recente decreto de estado de calamidade, muitas pessoas têm se perguntado: será que toda essa fumaça pode prejudicar a pele, além da saúde em geral? Infelizmente, a resposta é um sonoro “sim”! Com certeza, ela pode, irá ou provavelmente já prejudicou o maior órgão do corpo humano.

Durante a queima de biomassa, ou seja, matéria orgânica (como árvores), libera-se um grande número de diferentes poluentes, como monóxido de carbono, óxido de nitrogênio, material particulado e hidrocarbonetos. Isto é, grandes quantidades de partículas nocivas à saúde, cujos efeitos incluem desde o aumento do risco de desenvolver/agravar doenças respiratórias (asma, bronquite e rinite) até quadros de dor e ardência na garganta, rouquidão, dor de cabeça e irritação ocular.

Com a pele não é diferente. Ela também sofre – e muito – com a fumaça, o calor intenso e o clima de baixa umidade. Afinal, por ser um órgão de interface, sua principal função é exercer um método de barreira entre o organismo e os agentes externos. Mas, calma: não há nenhum dano para a pele que não possa ser evitado ou, pelo menos, tratado.

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O primeiro passo é a prevenção. É aconselhável que você fique longe do contato direto e/ou prolongado com o fogo e a fumaça. Também é fundamental adotar medidas para evitar quadros de desidratação, ressecamento excessivo (xeroderma), alergias e infecções cutâneas. Porém, definitivamente existem situações em que isso não é possível e logo a fumaça obstruirá seus poros, enchendo-os com partículas de fuligem e cinzas.

A questão é que, uma vez absorvido pela pele, o material produzido em um incêndio pode infligir seus danos ao criar estresse oxidativo por meio da produção de radicais livres. Essas moléculas instáveis podem gerar o envelhecimento precoce e causar danos à saúde da pele e do organismo. Além de propiciar o surgimento de rugas e manchas, as partículas também podem agravar doenças inflamatórias da pele – como psoríase, dermatite atópica e acne.

Vale reforçar que tal panorama também pode ser traduzido como resultado do expossoma. Ou melhor, dos impactos que fatores externos (como queimadas, poluição, fumaça de cigarro e radiação ultravioleta) e internos (como estresse, má alimentação e péssima qualidade do sono) podem causar à saúde da pele, pois otimizam a produção de radicais livres ávidos por colágeno.

Tanto que uma das maneiras pelas quais você pode notar os danos causados pela fumaça em sua pele é por meio do colágeno danificado. Ele é a proteína que mantém sua pele forte e firme. Sendo assim, quando o colágeno é danificado, sua pele naturalmente começa a formar rugas profundas. Logo, é muito importante aderir a uma dieta saudável e rica em antioxidantes, que irão bloquear a ação dos radicais livres produzidos pelo expossoma.

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É recomendável que você procure atendimento profissional para avaliar a complexidade e gravidade da sujeira e dos danos que a fumaça trouxe para sua pele. Assim, o médico dermatologista recomendará o tratamento adequado, que pode envolver desde o consumo de alimentos com vitaminas C, E e A até o emprego de substâncias antioxidantes manipuladas para uso oral ou tópico (com vitamina C).

Para além disso, como sempre, certifique-se de beber bastante água e prosseguir com os cuidados diários com sua pele para recuperar a sensação de frescor. A propósito, as queimadas liberam uma quantidade considerável de fumaça, o que pode criar mais névoa no ar. Mas, não se engane: essa “cortina” não impede totalmente a ação dos raios ultravioleta, que é um dos principais causadores de danos à pele. Ou seja, use protetor solar – sempre.

*Karin Krause Boneti é médica dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e diretora clínica da Frémissant 

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Porque o desenvolvimento da mineração é fundamental para o país

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Irajá Lacerda

Os Estados Unidos, Canadá e Austrália são alguns dos países que tiveram suas economias impulsionadas pela mineração. Como indústria de base, a mineração induz a formação da cadeia produtiva, o processo de transformação de minérios e os produtos industrializados. Os minérios estão presentes nas mais diversas áreas, como saúde, agricultura, segurança e transportes.

Podemos afirmar, com toda certeza, que a evolução tecnológica e científica não seria a mesma se não existisse o setor mineral. Fica evidente a importância de investir no desenvolvimento desse segmento no nosso país, já que as necessidades humanas são crescentes. Diante desse cenário, a mineração brasileira deve estar preparada para um crescimento maior do que o obtido na última década.

Hoje, o minério representa aproximadamente 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, sendo um dos setores básicos da economia nacional. Atualmente, os minérios brasileiros que mais se destacam são: ferro, bauxita (alumínio), manganês e nióbio. Importante mencionar que a mineração contribui consideravelmente para a criação de empregos diretos e indiretos, justamente por oferecer matéria-prima para variados tipos de indústria.

Com o minério de ferro, por exemplo, são fabricados computadores, celulares e uma infinidade de outros produtos que são cada vez mais consumidos em todo o planeta. Outras matérias-primas também apresentam aumento da demanda, como é o caso da crescente produção por veículos elétricos, que exige o emprego do cobalto, lítio, grafite e cobre.

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Neste mês, a Agência Nacional de Mineração (ANM) publicou um edital que reabre a disponibilidade de áreas que estavam paralisadas há quatro anos. Estão sendo ofertadas 502 áreas para fins de pesquisa de minerais usados em infraestrutura e construção civil. Hoje, estima-se que existam mais de 57 mil áreas na carteira da ANM, totalizando cerca de 500 milhões de km², com represamento de investimentos em pesquisa e lavra mineral.

Outra medida do governo federal para fomentar o desenvolvimento social e econômico do país por meio do minério foi a disponibilização de áreas da ANM, que entrou para o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). O território brasileiro possui um enorme potencial, caracterizado principalmente por seu diferencial e riqueza, entretanto, ainda é pouco explorado.

Os acidentes de rompimentos de barragens nos últimos anos fizeram com que a imagem do setor ficasse extremamente prejudicada, contudo, não podemos desconsiderar a relevância da mineração para a economia e para a população brasileira. Por isso, as empresas mineradoras devem buscar, de forma contínua, um desenvolvimento de estratégias com adoção de práticas de mitigação para garantir um crescimento sustentável, que tenha equilíbrio entre a produção e a questão ambiental.

*Irajá Lacerda é advogado, presidiu a Comissão de Direito Agrário da OAB-MT e a Câmara Setorial Temática de Regularização Fundiária da AL-MT. E-mail: irajá[email protected]

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