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Como não perder o sono… e a saúde mental com a pandemia

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Psicóloga Marihá Lopes- Crédito fotográfico Raphael Feitoza

Ao longo da pandemia, muito se falou sobre o aumento dos sintomas relacionados à depressão e à ansiedade, modificando a vida de boa parte da população. Tem um ponto, no entanto, que precisamos prestar um pouco mais de atenção: o nosso sono.

De acordo com o levantamento realizado pela empresa global de inovação corporativa The Bakery, 44% dos 780 brasileiros entrevistados afirmaram estar com dificuldade para dormir por causa da pandemia de coronavírus.

Desde o início desse período tão delicado, vários profissionais da área da saúde mental bateram na tecla da manutenção da rotina. E não foi à toa. Para a Dra. Marihá Lopes, psicóloga clínica, especialista em terapia cognitivo-comportamental e psicologia social, a implementação de uma rotina nos ajuda a ter uma noite de sono mais saudável.

– A falta do sono impacta na saúde, trazendo prejuízos sociais e profissionais. Em inúmeros casos, pessoas com insônia apresentam problemas de ansiedade e/ou depressão. Primeiro ponto interessante é avaliar se o tempo de sono está adequado para cada um. Algumas pessoas ficam bem dormindo pouco e outras pessoas precisam dormir mais. Nem todas as pessoas demandam do mesmo número de horas de sono – explica a especialista.

Um dos problemas em não conseguir dormir vem do que Marihá chama de “ciclo negativo da insônia”. Em muitos casos, o fato de não dormir faz com que a pessoa tenha pensamentos como “não vou conseguir dormir novamente”, “o dia de amanhã será ruim devido ao meu cansaço”, “acho que não sou normal, afinal todos dormem”, etc. Esses tipos de pensamentos, segundo ela, acabam aumentando a ansiedade e piorando, por consequência, a insônia.

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Saiba, contudo, que há solução. A psicóloga aponta algumas dicas de modificações que podem ser feitas ao longo do dia para minimizar a situação e melhorar a noite de sono, como:

1- Evite consumir bebida alcoólica e produtos que tenham cafeína ou algum outro estimulante a partir de 6 horas antes de se deitar;

2- Realize a última refeição de 1 a 2 horas antes de se deitar;

3- Garanta que o ambiente do seu quarto seja silencioso, com uma temperatura amena, que seja ventilado, que tenha o mínimo conforto possível;

4- Faça exercício na parte da manhã, pois exercícios intensos à noite podem atrapalhar na hora de dormir;

5- Mantenha uma rotina do sono (levante e vá se deitar aproximadamente sempre no mesmo horário; evite cochilos ao longo do dia e não utilize a cama para ser lugar de estudo ou trabalho, apenas para descansar);

6- Precisamos associar o quarto ao local onde se dorme, o que, na quarentena, ficou confuso devido ao trabalho em home office. Muita gente passou a utilizar o quarto para ser também o escritório. Se esse é o seu caso, além de tentar manter as dicas acima, é importante que se faça um relaxamento muscular ou uma meditação focando na respiração. Isso ajuda a diminuir o estresse e a acalmar;

7- Se você é daquelas pessoas que, na hora de dormir, se perde em mil e um pensamentos ao mesmo tempo, a técnica de parada de pensamentos pode ser muito útil. Em primeiro lugar, identifique esses pensamentos que te impedem de dormir; em seguida, dê uma ordem de pausa, como dizer em voz alta “pare”, e tente substituir os pensamentos por outros mais adaptativos.

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Lembrando que essas são algumas das diversas formas que podemos utilizar para melhorar a nossa noite de sono. Se você sentir que nada está ajudando, não deixe de buscar ajuda médica.

Mais informações www.marihalopes.com

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Síndrome de Tourette: O popular tique nervoso

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Dr. Clay Brites

A Síndrome de Tourette é pouco conhecida e atinge apenas 0,6% da população em geral. É popularmente conhecida como “tique nervoso”. Esse transtorno é um distúrbio neurológico que faz o indivíduo ter tiques variados em diversos lugares do corpo e acontece também tiques vocais.

  Esse quadro tem alto grau genético e a fase de aparecimento é extremamente variável e mais comum no sexo masculino. O indivíduo com Tourette também pode ter outros transtornos de neurodesenvolvimentos ou neuropsiquiátricos associados. Alguns exemplos são Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno obsessivo-compulsivos (TOC), esquizofrenia, deficiência intelectual entre outros.

  Os critérios para se diagnosticar a síndrome preconizam que o aparecimento e permanência dos tiques deve ocorrer por mais de três meses, além de ter um perfil crônico e não ter cura. O tratamento é multidisciplinar e envolve o uso de medicações, psicoterapia comportamental, treino de autocontrole e redução de fatores que possam piorar o tique como, por exemplo, quadros de ansiedade ou estresse agudo ou até mesmo situações do cotidiano que possam deixar a pessoa nervosa.

  A síndrome em si não causa mal físico, apenas um incômodo no local em que o tique ocorre e dor. Entretanto, o maior impacto é o constrangimento social, a exposição desse indivíduo em ambientes que não vão entendê-lo e podem discriminá-lo. Na escola, existe o risco da criança ou adolescente sofrer bullying. Sendo assim, podem desenvolver, com o tempo, depressão, transtorno de ansiedade, crises de autoconceito e baixa autoestima.

Veja Mais:  Reflexões de fim de ano  

  A falta de compreensão da doença muitas vezes resulta em preconceito. O mais importante é controlar e orientar o paciente que o que ele tem não é grave, mas que precisa tratar para que melhore a autoestima e possa encarar os mais diversos ambientes sociais com tranquilidade.

(*) Dr. Clay Brites é pediatra, neurologista infantil e um dos fundadores do Instituto NeuroSaber

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Na pista da vida, 2021 pode ser a balada da esperança

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Celina Moraes, escritora*

Celina Moraes, escritora*

O ano de 2020 se encerrou, mas viverá para sempre em nossas memórias por ter sido o ano do coronavírus. Um vírus que trouxe inúmeras perdas e poucos ganhos. Mudou vidas drasticamente. Destruiu famílias, empregos e negócios. Eu vi a covid-19 atingir pessoas de diversas idades próximas a mim ou conhecidas de alguém. Houve quem teve sintomas leves e fortes; quem morreu em casa e quem sobreviveu à intubação na UTI. Vi um vírus sem preconceito de idade, cor, crença e classe social. A única certeza é de que não temos certeza de como o vírus agirá em nosso organismo.

A previsão do tempo para 2021 é de céu nublado. O sol pode demorar para aparecer, mas quando a estrela dourada desponta no céu é uma chuva de alegria, nos levando a esquecer dos infindáveis terremotos e tsunamis e a lembrar da finitude da vida.

Minha mensagem são reflexões sobre alguns ganhos da pandemia. A convivência de 24 horas diárias aumentou o estresse nas famílias, mas quantos pais e mães não tiveram uma oportunidade incrível de conhecer melhor os filhos? Houve separações, mas houve relacionamentos sendo reabastecidos pela chama do amor. Houve falências, mas houve quem descobriu no empreendedorismo virtual um investimento rentável. Houve quem reclamava da falta de tempo para ler e substituiu os encontros sociais por saraus de leitura.

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Houve quem se descobriu empreendedor no desemprego. Empresas que vislumbravam a viabilidade de trabalho remoto o tornaram uma realidade em poucos meses. Algumas empresas viram a produtividade aumentar. Escolas que idealizavam aulas online, implementaram o projeto do dia para a noite. Profissionais de tecnologia viram a agenda transbordar pelas necessidades virtuais. Vamos receber 2021 cheios de um combustível essencial à vida: a esperança.

Se ao refletir sobre sua vida, você se lembrar que guardou no baú do tempo, um sonho, retire ele de lá, mas insista na persistência. Para mim, só a perseverança nunca bastou. Precisei de uma insistência titânica na persistência para atingir alguns objetivos. A pessoa que avaliou meu primeiro livro, me indicou o cesto de lixo. Sou lhe eternamente grata por ter me sugerido ler mais e aprimorar a escrita antes de me lançar escritora.

Nas dificuldades financeiras, adiei ou revi projetos pessoais, mas jamais os abandonei. Perdi inúmeras batalhas ao lutar por meus sonhos, mas lutei bravamente. A vida é uma sucessão de sucessos e fracassos. O escritor H. Jackson Brown escreveu que a oportunidade dança com aqueles que já estão na pista de dança. Vamos nos jogar na pista da vida em 2021 e dançar a balada da esperança.

(*) Formada em Letras, Celina Moraes é escritora e cronista. Autora dos romances “Jamais subestime os peões” e “Lugar cheio de rãs”, que foi vencedor do Prêmio “Lúcio Cardoso” em 2010 pelo 3º lugar no concurso internacional de literatura promovido União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro (UBE-RJ). Ainda teve o conto “Rumo ao topo numa canoa quebrada” selecionado para compor a antologia da UBE, “Contos: História de Amor e Dor”.

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Máquinas, a todo vapor!

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Foto: Ilcimar Aranhas

Mesmo com um ano desafiador por causa da pandemia de Covid-19, Mato Grosso embarcou ao exterior, no ano passado, em dados ainda a serem finalizados, algo em torno de 452,6 mil toneladas de carne bovina. Essa quantidade representa 6% a mais do que no ano anterior. O crescimento dos embarques foi impulsionado por mercados como China e Hong Kong, responsáveis por 56% do total de carne bovina que saiu de Mato Grosso.

Como sempre, mostrou sua força, contribuindo com 22% do volume total de carne bovina exportado pelo País, tendo liderado também a produção de carne no ano, que somou 644,78 mil toneladas, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A safra de grãos 20/21, por sua vez, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve crescer mais 4,2%, comparado a última colheita. A produção nacional prevê alcançar 252 milhões de toneladas. Mato Grosso segue como maior produtor nacional de grãos, com participação de 28,9%.

Dados como esses nos orgulham, ao tempo em que adicionam responsabilidades. Afinal, a toada de recordes persiste ano após ano. E essa escalada deve prosseguir. Se a conta estiver certa – e eu acredito que esteja – a região do Vale do Araguaia, sozinha, por exemplo, é capaz de produzir tudo que Mato Grosso já produz atualmente. Detalhe: sem derrubar uma árvore sequer, sem abrir um metro sequer de nova área.

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Portanto, não temos tempo a perder. A produção vai crescer e Mato Grosso precisa estar preparado para dar respostas à demanda de transporte dessa produção até os portos.  Neste momento, na busca de um melhor equilíbrio da malha que serve a logística nacional, estamos envolvidos firmemente no desenvolvimento do modal ferroviário.

São três grandes projetos em preparação que, uma vez em operação, permitirão ao Estado disputar com larga margem de vantagem  os principais mercados do mundo, com altíssimo grau de competitividade. Produção, como se vê, não vai faltar.

A Ferronorte já se mostrou um empreendimento viável, a ponto de seu concessionário anunciar disposição de investir R$ 6 bilhões para avançar com os trilhos de Rondonópolis ao Norte do Estado, passando – obrigatória e necessariamente, é bom que se diga – por Cuiabá. A Ferrovia de Integração do Centro Oeste (FICO), ligando Água Boa até os trilhos da Ferrovia Norte-Sul, abrindo um grande leque de busca de portos, como Itaqui, no Maranhão, Ilhéus, na Bahia, e Santos, em São Paulo, já pode ser considerada uma realidade pela engenharia político-econômica efetivada com a renovação antecipada da concessão das ferrovias da Vale; e Ferrogrão, empreendimento privado, que ligará os centros de produção do Norte aos portos do Arco Norte, no Pará. Juntas, transformarão Mato Grosso, dono da maior produção de grãos e de proteína animal do Brasil, no maior centro logístico do Brasil.

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Fundamental ressaltar e reconhecer que a expansão do modal ferroviário em Mato Grosso une as principais lideranças políticas do nosso Estado. Um dos marcos desse processo aconteceu em 2019, com uma audiência pública do Senado Federal, idealizado por mim como presidente da FRENLOGI e pelo senador Jayme Campos, e Assembleia Legislativa, com firmes atuações dos deputados Carlos Avallone (PSDB), Janaina Riva (MDB) e Eduardo Botelho (DEM). Evento que tiveram importantes conclusões apoiadas pelo Movimento Pró-Ferrovia.

Importante destacar as medidas legislativas já tomadas, como a aprovação, no ano passado, do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 16/2020, extraida desse fórum de debate. A PEC promulgada altera o artigo 131 da Constituição de Maro Grosso e concede ao ente federativo a competência para “explorar diretamente ou mediante concessão, permissão ou autorização a prestação de serviços públicos”.

Agora, celebramos o Projeto de Lei Complementar (PLC) 52/2020 de autoria do presidente da AL, deputado Eduardo Botelho e do deputado Avalone, que inclui o subsistema ferroviário no Sistema Estadual de Viação. A medida instituída possibilita a implantação de novos ramais ferroviários, ampliando assim as alternativas para escoamento da produção agrícola, reduzindo custos e garantindo maior segurança logística aos produtores rurais. E como já estivemos apresentando o assunto ao governador Mauro Mendes temos certeza da sanção  d essa Lei Complementar.

Com esse lastro político e calçada na expressiva produção no campo, que vai seguir avançando nos seus números, a palavra de ordem, em 2021, é uma só:um trabalho conjunto .E o grito de guerra também uníssono: Obras com máquinas a todo vapor!

Veja Mais:  Máquinas, a todo vapor!

Wellington Fagundes é senador por Mato Grosso e presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura do Congresso Nacional

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