Mato Grosso
Acidentes com mortes aumentam 400% durante o feriado em MT

Foto: Assessoria
O balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF) aponta que o número de mortos em acidentes nas estradas de Mato Grosso no feriado prolongado aumentou 400% e o de acidentes com mortes subiu 33%.
Os dados consolidados foram divulgados nesta quarta-feira (3). Segundo o balanço, do dia 29/10 ao dia 2/11 de 2021, no feriado prolongado de Dia de Finados, Mato Grosso registrou 15 mortes. No mesmo período do ano passado foram três mortes.
Além disso, no feriado de 2020 foram três acidentes com mortes e neste ano foram quatro. Quanto aos acidentes graves, no geral, o número se manteve: foram dez acidentes em 2020 e dez em 2021.
Já o número de pessoas feridas caiu de 40 para 33 e os acidentes com feridos caiu de 25 para 17. Pessoas ilesas caiu de 36 para 11, uma redução de 69%.
Os acidentes estão relacionados com a principais infrações cometidas no trânsito, como ultrapassagem indevida.
“A polícia tem trabalhado de forma intensa, fiscalizamos cerca de 7 mil veículos, verificamos todos os equipamentos obrigatórios dos veículos, e mesmo assim tivemos uma notícia que não nos agrada. Foram 13 mortes em um acidente e outras duas em outro acidente”, afirmou superintendente regional da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Francisco Lucena.
Uma caminhonete e uma van da Secretaria de Saúde de Comodoro, ocupada por 12 pessoas: pacientes que iam fazer hemodiálise em Vilhena (RO), acompanhantes, profissionais da saúde e o motorista. Apenas uma enfermeira sobreviveu.
Na caminhonete, que seguia de Ariquemes, em Rondônia, para Curitiba, havia três pessoas. Duas morreram.
Uma análise preliminar da polícia e da perícia aponta que o acidente teria ocorrido após a caminhonete SW4 invadir a pista contrária e atingir a van. Contudo, as causas concretas do acidente serão apontadas em um laudo que ainda será emitido pela Politec.
Da redação com G1
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Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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