Mato Grosso
Ações de sustentabilidade do Sebrae poderão nortear trabalho da A3P na Seduc
A comissão responsável pela implantação da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) está discutindo a elaboração de ações e metas do projeto. Na quarta-feira (02.03) os membros foram conhecer a funcionalidade do Centro de Sustentabilidade do Sebrae (CSS). A visita ao espaço teve como objetivo a troca de experiência para nortear as ações que deverão ser implementadas.
“São especificidades distintas, enquanto o Sistema Sebrae é privado, a Secretaria é um órgão público. Vamos ver o que dá para ser aproveitado das experiências executadas com sucesso pelo Sebrae”, pontuou Jomylla Neves, vice coordenadora da A3P, na Seduc.
A diretora técnica do Sebrae, Leide Katayama, pontuou que a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) solicitou ao Sebrae a responsabilidade para levar a sustentabilidade à gestão do governo. “Mas a Seduc está com o projeto bem avançado, está com o diagnóstico pronto. Por isso, estamos aqui para agregar conhecimento do Sebrae. Não é para fazer o que o Sebrae faz, mas promover a discussão e contribuir para que a Seduc faça suas ações, criando sua própria metodologia”.
Segundo Leide, o Sebrae precisa estar sempre à frente das necessidades de seus clientes. Portanto, o CSS foi construído com todos os preceitos de sustentabilidade disponíveis na construção civil para servir de laboratório.
“Mato Grosso sedia o CSS do Sistema Sebrae sendo modelo e fonte de conhecimento para os 27 estados da federação. Orienta plano de sustentabilidade para clientes e executa o seu próprio plano internamente, com metas que são de responsabilidade de todos os funcionários”, frisou Leide.
No Sebrae MT, entre as ações de sustentabilidade implantadas está a questão do copo descartável. O utensílio não é fornecido para o funcionário, apenas para os visitantes. “Cada um de nós temos o nosso copo e trazemos de casa. Se não trouxermos ficamos sem beber água. Todos nós já acostumamos com isso. Lâmpadas acesas e computador ligado em horário de almoço, por exemplo, também contam pontos para o servidor, ou seja, interfere na carreira profissional”, explicou Suênia de Sousa, gerente do CSS.
As ações são monitoradas, portanto, quem não agrega os hábitos diariamente poderá perder cursos de formação, viagens e salário produtividade. Ao longo do ano são permitidos apenas 15 erros.
Metas e objetivos são específicos a cada departamento, consequentemente, as práticas sustentáveis são diferentes.
A comissão responsável pela implementação da A3P na Seduc é formada por profissionais de diversos setores, como Secretaria Adjunta de Administração Sistêmica, as superintendências de Educação Básica, de Formação dos Profissionais da Educação Básica, de Diversidades Educacionais, de Gestão Escolar, de Orçamento, Convênios e Finanças, de Monitoramento e Acompanhamento da Estrutura Escolar e a Administrativa.
A equipe está avaliando as possíveis ações a serem executadas. Mas, os integrantes acreditam que a sensibilização dos servidores será o primeiro passo para o sucesso do trabalho.
Centro de Sustentabilidade
O Centro de Sustentabilidade do Sebrae está aberto para visitas de empresários, escolas e a sociedade em geral. Mais de seis mil pessoas por ano passaram pelo local desde que ele foi criado, em 2011. Mas a sustentabilidade é um assunto que o Sebrae estuda desde 2006.
“O espaço é de demonstração, associa o conceito a experiência”, destacou Leide Katayma, apresentando as 10 estações de sustentabilidade, em que se aplicam as gestões de eficiência energética, da água, de resíduos, entre outros.
Nas Escolas
Na oportunidade, a diretora do Sebrae instigou o Estado a assumir a implementação de uma cultura empreendedora nos jovens. E citou que São Paulo, Paraná e Santa Catarina já fazem isso e de maneira bem sucedida. “Empreendedor não é ser empresário. É proporcionar que cada indivíduo faça suas escolhas, empreendendo onde ele esteja, seja na empresa, no negócio próprio ou no serviço público. É dar capacidade de não ser um país com tantas dificuldades. E assimilando ações de sustentabilidade desde cedo, melhora ainda mais”, explicou.
Os professores, nesse caso, seriam os primeiros a serem envolvidos, uma vez que a aplicabilidade contempla ações de aulas extra classe.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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