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Acrismat e Sema-MT realizaram reunião para esclarecer procedimentos na emissão de licenças ambientais

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Demanda foi necessária para diminuir erros nos documentos apresentados e dar celeridade aos projetos encaminhados ao órgão

Os cuidados com as questões ambientais são de extrema importância para as atividades relacionadas ao agronegócio, para a suinocultura não é diferente, tanto que o licenciamento ambiental para a atividade é um tema tratado com muito cuidado por parte dos produtores e órgãos de fiscalização do Governo. Reflexo disso foi a reunião realizada nesta segunda-feira (27.05), pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), para esclarecer quais os procedimentos que devem ser seguidos para a emissão e manutenção dos licenciamentos necessários para a suinocultura.

O encontro, que aconteceu no auditório da Acrismat em Cuiabá, reuniu técnicos responsáveis pelas granjas, empreendedores e estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

De acordo com a consultora ambiental da Acrismat, Márcia Cintra a associação percebeu a crescente demanda de retrabalhos nas questões das emissões dos licenciamentos.

“Observamos que parte dos responsáveis técnicos pelas granjas estavam com dificuldade na elaboração dos projetos referentes a suinocultura, por falta de conhecimento, pela falta de proximidade com o órgão ambiental e até duvidas técnicas. Procuramos a equipe da Sema para realizarmos essa reunião, em busca de esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto e apresentar um passo a passo do que é necessário para conseguir o licenciamento, é também uma oportunidade de aproximar o órgão Estadual aos produtores”, declarou.

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É o que também aponta o analista de meio ambiente e coordenador de licenciamento de atividades agropecuárias da Sema-MT , Paulo Abranches. “Estamos realizando este trabalho com as grandes cadeias produtivas do Estado, a suinocultura é uma delas. Nosso objetivo é dar celeridade aos processos, que muitas vezes chegam até nós com irregularidades. Perdemos muito tempo com projeto mal instruído e faltando informações necessárias para o licenciamento, o que gera a devolução para os produtores para os ajustes que faltam. Nosso objetivo é alinhar esse entendimento a cerca do termos de referências e passar ponto a ponto o que é exigido para obter êxito no licenciamento”, explicou.

Os termos de referências são algumas informações obrigatórias no pedido de licenciamento, como a área total da granja e quantidade de animais, por exemplo.

Abranches destacou ainda a importância da Acrismat para o crescimento da atividade no Estado, e a parceria com o governo na disseminação do conhecimento e esclarecimentos dos trâmites da suinocultura perante a Sema-MT.

“Muitas vezes o suinocultor protocola o pedido de licenciamento no órgão responsável e não sabe o que acontece depois, quais são as fases, por onde este processo passa, quais são os prazos, precisamos esclarecer estes pontos. Para isso nossa parceria com a Acrismat é fundamental, sempre procuramos estreitar essa relação, inclusive, na elaboração dos termos de referencias da suinocultura, a Acrismat teve participação efetiva nos ajustes necessários para a cadeia”, concluiu.

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O coordenador de expansão e meio ambiente da BRF, Adilson Barros que participou da reunião revelou as principais dificuldades enfrentadas por quem trabalha neste setor em Mato Grosso. “Diferentes de alguns Estados da região sul do país, temos a distância como uma grande inimiga, o que dificulta para os próprios órgãos públicos em dar essa assistência aos produtores, por isso, esse tipo de evento vem para ajudar os dois lados. É uma ação que visa diminuir problemas futuros, sabemos das dificuldades que é realizar vistorias em um Estado tão grande quanto o nosso, então, quanto mais conhecimento for compartilhado, menos problemas aparecerão, poupando tempo e dinheiro dos produtores e do órgão fiscalizador”, ressaltou.

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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