Mato Grosso
Adolescentes de unidade socioeducativa trabalham em cultivo de hortaliças
Servidores do Centro de Atendimento Socioeducativo de Rondonópolis (218 km ao sul de Cuiabá) estão desenvolvendo uma série de atividades laborais e educativas para os adolescentes internados na unidade. Uma delas é o cultivo de uma horta. Os primeiros legumes e verduras já foram colhidos e entregues a familiares dos adolescentes.
O projeto da horta surgiu pela iniciativa do servidor e educador físico Hadock Cavalheiro, que tem experiência com o cultivo de hortaliças. “Com o espaço interno da unidade disponível, ele viu a possibilidade de criarmos o projeto. Fomos coletando recursos com os servidores do Case e cada setor ajudou com o que podia, além de verbas oriundas de outros órgãos”, explica o gerente da unidade socioeducativa, Thiago Brito.
Uma vez por semana os adolescentes colhem as hortaliças e entregam para os familiares que vão até a unidade buscar. “Isso faz com que os adolescentes se sintam mais responsáveis por zelar e cooperar com o projeto”, acrescenta Thiago.
Orientações sobre saúde e trabalho
Equipe técnica da unidade socioeducativa de Rondonópolis desenvolveu neste mês uma série de palestras sobre saúde e mercado de trabalho com os adolescentes. Uma delas tratou da higiene bucal e escovação e foi ministrada pela equipe de enfermagem. A inserção no mercado de trabalho foi tópico discutido em outra palestra realizada pela equipe de assistentes sociais da unidade e do Ministério do Trabalho.

Palestra sobre inserção no mercado de trabalho leva informações aos adolescentes da unidade socioeducativa
O gerente do Case destaca que a iniciativa integra as atividades da unidade voltadas à educação. “Temos diversas dúvidas vindas do adolescente e momentos como estes esclarecem e os auxiliam também a refletir”, afirma Thiago.
Outra atividade com participação de todos os adolescentes internados foi a roda de conversa sobre uso e efeitos das drogas psicotrópicas, atividade coordenada pela equipe de psicólogas.
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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