Mato Grosso
Ager realiza audiência pública em Lucas do Rio Verde com participação ativa da população

A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) realizou, na noite desta quarta-feira (7.5), a primeira audiência pública do novo ciclo de Ouvidoria e Participação Social, no auditório da Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde. O evento marcou o início de uma série de encontros que buscam ampliar o diálogo com a população sobre os serviços públicos regulados pela autarquia.
Com transmissão ao vivo pelo canal da Ager-MT no YouTube, a audiência reuniu representantes da sociedade civil, autoridades locais e usuários dos serviços públicos delegados, que tiveram a oportunidade de fazer perguntas, apresentar sugestões e relatar demandas diretamente aos dirigentes das concessionárias que administram as atividades reguladas pela Agência.
A escolha pelo período noturno teve como objetivo facilitar a participação de trabalhadores e cidadãos que não podem comparecer em horário comercial, garantindo maior inclusão e representatividade nas discussões.
“Foi um momento ímpar estar presencialmente neste início do terceiro ciclo de Audiências Públicas de Ouvidoria da Ager, juntamente com os concessionários dos serviços públicos estaduais, sentindo diretamente da população como estão percebendo a qualidade dos serviços públicos delegados”, declarou o presidente regulador da Ager-MT, Luis Nespolo.
Durante a sessão, a equipe da Ager destacou a importância da escuta ativa como instrumento para fortalecer a participação social e promover melhorias efetivas na qualidade dos serviços regulados. “Nosso compromisso é ouvir, registrar e encaminhar cada manifestação para que as soluções estejam alinhadas às reais necessidades dos cidadãos mato-grossenses”, ressaltou a superintendente reguladora de Ouvidoria da autarquia, Clarice Zunta.
A vereadora e vice-presidente da Câmara, Nadir Santana, agradeceu a escolha do município para sediar o início do ciclo. “É uma honra para Lucas do Rio Verde receber a primeira audiência pública desta iniciativa tão importante. Agradeço à Ager por trazer esse espaço de diálogo para nossa cidade e permitir que nossa população seja ouvida”, declarou.
O ciclo de audiências segue por outras sete cidades nos próximos meses: Primavera do Leste (14 de maio), Pontes e Lacerda (4 de junho), Tangará da Serra (18 de junho), Guarantã do Norte (20 de agosto), Água Boa (2 de setembro), Confresa (4 de setembro) e Cuiabá (1º de outubro). Todas as sessões serão presenciais e contarão com transmissão online, garantindo ampla participação popular.
A iniciativa tem ainda o apoio de ouvidores municipais, Câmaras e Prefeituras, reforçando a articulação institucional em prol da melhoria contínua dos serviços públicos prestados à população.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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