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AL instala Câmara Temática para criar leis e políticas públicas às mulheres

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Foto: Ronaldo Mazza

A Assembleia Legislativa oficializou na tarde desta quinta-feira (30) a instalação da Câmara Setorial Temática que vai discutir e apresentar nos próximos 180 dias propostas de leis e políticas públicas de efetivação de direitos às mulheres de Mato Grosso.

A primeira atividade será realizada nesta sexta-feira (31) às 9h na Praça Alencastro em Cuiabá com o mutirão “Em defesa delas” onde mulheres terão a oportunidade de conhecer seus direitos por meio de atendimento de Defensoras Públicas.

A proposta partiu do deputado estadual Wilson Santos (PSDB) e após ser devidamente aprovada pelo plenário recebeu apoio incondicional da presidente em exercício do Legislativo, deputada estadual Janaína Riva (MDB), primeira mulher a presidir o poder na história de Mato Grosso.

O deputado Wilson Santos destacou que a criação da Câmara Setorial Temática em defesa dos direitos das mulheres é desdobramento de audiências públicas realizadas na Assembleia Legislativa que discutiram medidas de combate à violência doméstica em novembro de 2018.

“A partir deste debate surgiu a ideia de elaborar leis que possam até ser encaminhadas ao Congresso Nacional e destinadas ao Executivo para implementação de políticas públicas em Mato Grosso”, disse.

A Câmara Setorial Temática será presidida pela desembargadora Maria Erotides Kneip e composta ainda por outras mulheres de Mato Grosso reconhecidas socialmente pela ampliação e defesa dos direitos femininos.

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A magistrada ressaltou que Mato Grosso sai a frente de outros Estados ao priorizar o debate de direito das mulheres.

“É até uma recomendação da ONU (Organização das Nações Unidas) que tenhamos debate desta natureza. Estou muito realizada profissionalmente em conduzir esse trabalho que certamente entrará para a história do Brasil”,  destacou.

A deputada Janaína Riva destacou a qualidade intelectual das mulheres que irão compor a Câmara Setorial Temática.

“Tenho a certeza que o resultado será muito produtivo às mulheres de Mato Grosso. É composta por autoridades que conhecem as raízes do machismo e a realidade do Judiciário de lidar com um tema tão delicado que é a defesa e política pública para as mulheres”.

Considerada um dos principais nomes do direito brasileiro na atuação pela defesa dos direitos das mulheres, a promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues ressaltou que uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Congresso Nacional avançou para a tipificação do feminicidio no Código Penal.

“O Legislativo é onde naturalmente nascem as propostas de aperfeiçoamento da sociedade após debates exaustivos. Tenho a certeza que muito poderemos contribuir com a sociedade nesta Câmara Temática”.

Ainda compõem a Câmara Setorial Temática a juíza de Direito Amini Haddad, a Defensora Pública Rosana Leite Antunes de Barros, a Procuradora do Estado, Gláucia Amaral, a delegada lotada na Delegacia da Mulher, Josylerth Magalhães e a ex-vice-prefeita de Cuiabá Jacy Proença.

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Também é composta pela professora Vera Bertolini, mestre em Política Social e pesquisadora do Núcleo de Estudos sobre a Mulher e as Relações de Gênero da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a presidente da Comissão da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Clarissa Lopes Maluf.

Haverá ainda a participação da presidente do Conselho Municipal de Assistência Social e coordenadora do Centro da Pastoral do Migrante, Eliana Vitalino, Eliane Rodrigues Lima, 1ª mulher indígena a se formar em Direito, consultora técnica da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso, e a  presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, Telma Reis.

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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