Política MT
Veja quantos votos o candidato precisa ter para ser eleito deputado em MT
O quociente eleitoral é sempre motivo de preocupação para partidos e candidatos, afinal, é ele que no final vai definir quem, de fato, será eleito deputado estadual e federal nas chamadas eleições proporcionais. Neste ano, segundo o especialista em direito eleitoral Hélio Ramos, a expectativa é de que o quociente eleitoral fique em torno de 60 mil votos para deputado estadual e 180 mil para federal.
Cálculo obtido a partir da divisão do número de votos válidos, sem os brancos e nulos, pelo número de vagas disponíveis para o cargo, o quociente eleitoral tem diminuído ao longo das eleições gerais, mesmo com o crescimento no número do eleitorado. Em 2010, o quociente eleitoral foi de 64,4 mil para deputado estadual e de 188 mil para federal e em 2014 de 63,2 mil e 182,1 mil, respectivamente.
“O que claramente se extrai, é a falta de motivação do eleitorado para a participação no processo político. Isso pode implicar numa perda de representatividade dos eleitos, eis que a projeção é de diminuição. Contudo, o declínio da participação do eleitor sugere que a chave para a compreensão do fenômeno da abstenção pode estar em fatores como o desalinhamento partidário. Ou seja, a classe política deve repensar o jeito do fazer o processo eleitoral, ou se afundar tentando”, declarou Hélio Ramos.
Ramos lembra ainda da quantidade de votos que cada eleitor precisa depositar nas urnas nas eleições gerais. “Primeiro ele vota para deputado estadual, depois para deputado federal, em seguida vem o primeiro voto para senador, o segundo voto para senador, governador e só então presidente. Isso tudo causa muita confusão e acaba aumentando a abstenção ou os brancos e nulos, o que faz cair o quociente”.
O quociente é o principal motivo para a formação de coligações ou “chapões” para os pleitos de deputados. Pela dificuldade de atingir o valor mínimo de votos sozinho, os candidatos disputam em grupo, a fim de garantir uma vaga por meio da base de cálculo adotada para definição dos eleitos.
O cálculo e os eleitos
Para definição dos candidatos que ocuparão as vagas disponíveis nos Legislativos Federal e Estadual, a partir da totalização dos votos, são realizados dois cálculos distintos. Primeiro calcula-se o quociente eleitoral e, em seguida, o quociente partidário, que é o resultado da divisão do número de votos que o partido ou coligação obteve pelo quociente eleitoral e por meio do qual são definidas quantas cadeiras cada partido irá receber.
O número inteiro que resultar dessa divisão, desprezando os algarismos após a vírgula, será equivalente ao total de vagas ocupadas pelo partido ou coligação. Como essa divisão geralmente resulta em números quebrados, sobram vagas no Legislativo, que são distribuídas com outra base de cálculo.
No cálculo das “sobras”, divide-se o número de votos do partido ou coligação pelo número de vagas conquistadas no primeiro cálculo, mais o número 1 (número de vagas + 1). Ganha a vaga o partido que obtiver a maior média na divisão, que é feita várias vezes até que todas as cadeiras sejam preenchidas.
Em 2014, 3 dos 8 deputados federais de Mato Grosso foram eleitos pela média obtida na divisão das sobras, sendo eles Ezequiel Fonseca (PP), Victório Galli (PSL) e Valtenir Pereira (MDB), que se garantiu na última cadeira com apenas 62,9 mil votos, de um quociente de mais 180 mil.
Para Assembleia Legislativa, das 24 vagas disponíveis, 4 foram preenchidas pela média, que elegeu os deputados Pedro Satélite (PSD), Valdir Barranco (PT), Saturnino Masson (PSDB) e Silvano Amaral (MDB). O emedebista recebeu 15,3 mil votos e assegurou a vitória mesmo com um quociente de 63 mil votos.
Cláusula de Barreira
Nas eleições deste ano, os partidos e candidatos têm uma preocupação além do quociente, a chamada Cláusula de Desempenho, que define um percentual mínimo de votos para que as legendas possam continuar tendo acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV. Esse percentual irá aumentar gradualmente. Começa com 1,5% do total dos votos válidos nas eleições de 2018 até chegar a 3% nas eleições de 2030.
As novas regras, por sua vez, abriram uma “brecha” para os partidos, chamada de “bancada mínima”. Por ela, mesmo que os partidos não atinjam 1,5% dos votos, conseguem acesso ao tempo de TV e aos recursos partidários se elegerem ao menos nove deputados em nove estados diferentes.
Da redação com O Livre
Política MT
Zé Medeiros cresce em nova pesquisa e se consolida entre os favoritos ao Senado em MT
O instituto ganhou destaque após acertar a vitória de Abílio Brunini em Cuiabá nas eleições de 2024

Foto- Assessoria
Nova pesquisa do Instituto Veritá mostra crescimento do deputado federal José Medeiros (PL) na corrida ao Senado. O levantamento, realizado entre os dias 26 e 30 de abril de 2026, com 1.220 eleitores de Mato Grosso, consolida o parlamentar entre os principais candidatos do estado.
Os números demonstram um avanço significativo em relação ao levantamento divulgado no início de abril pelo próprio Instituto Veritá. Na pesquisa estimulada, Medeiros apareceu com 29,5% das intenções de voto, um crescimento expressivo em relação aos 22,2% da pesquisa anterior. Com isso, reduziu drasticamente a distância para o governador Mauro Mendes, que aparece com 30,7%.
Já na espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Medeiros saltou de 18% para 23,7% das intenções de voto válidas em apenas um mês, ampliando sua presença no eleitorado.
No segundo voto estimulado para o Senado, Medeiros também aparece consolidado, com 19,5%, mantendo competitividade em um cenário de duas vagas em disputa.
Os números reforçam o avanço do parlamentar no estado e demonstram o fortalecimento de sua candidatura junto ao eleitorado conservador e bolsonarista de Mato Grosso.
Para José Medeiros, o resultado da pesquisa reflete a preocupação da população com o futuro do Brasil e demonstra que o eleitorado está atento à importância da eleição para o Senado.
“Fico feliz com os números de uma pesquisa séria e respeitada. Recebo esse resultado com alegria e responsabilidade. Essa eleição será decisiva para o futuro do Brasil, e a população percebe isso. Vamos trabalhar para eleger um Senado de direita, comprometido com a democracia, a liberdade e a Constituição”, afirmou Zé Medeiros.
O deputado também ressaltou que continuará defendendo a liberdade dos presos do 8 de janeiro e trabalhando pelo equilíbrio entre os Poderes.
“A pesquisa mais importante é a da urna. Vamos continuar trabalhando por Mato Grosso e fazer os enfrentamentos necessários, inclusive sobre os desmandos do STF, para que a nossa democracia volte à normalidade”, concluiu.
Política MT
Irajá Lacerda desponta entre os favoritos na disputa por vaga na Câmara Federal em MT

Foto- Assessoria
Política MT
Vereadora de Rondonópolis apresenta moção de repúdio à indicação de Jorge Messias ao STF

Foto: Assessoria
A vereadora Kalynka Meirelles (PL) protocolou na Câmara Municipal de Rondonópolis a Moção de Repúdio nº 0001/2026, manifestando posicionamento contrário à indicação de Jorge Messias ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o texto, a manifestação tem como base posicionamentos atribuídos ao indicado em temas considerados sensíveis, relacionados à interrupção da gravidez em estágio avançado. A moção ressalta a defesa da vida, da dignidade humana e dos princípios constitucionais.
A proposição, registrada sob o Protocolo Legislativo nº 1673/2026, será apreciada pelos vereadores em plenário. Caso aprovada, a moção formaliza o posicionamento institucional do Legislativo municipal sobre o tema.
O assunto pode gerar debate entre os parlamentares, diante da relevância nacional da indicação e das diferentes interpretações sobre questões jurídicas e sociais envolvidas.
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