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Aliança Internacional de produtores discute rumos da soja no mundo
Aliança Internacional de produtores discute rumos da soja no mundo
O fórum se reúne cerca de duas vezes ao ano
03/12/2019
Membros da Aliança Internacional dos Produtores de Soja (ISGA- International Soybean Growers Alliance) se reúnem nesta terça-feira (03.12) para discutir temas relacionados à cultura da soja. Entre os assuntos, o fórum discute limites máximos de resíduos (LMR’s), impactos globais da relação entre a China e os Estados Unidos, inovação do melhoramento genético de plantas e teor de proteína da soja. O encontro acontece na sede da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), em Brasília, sob organização da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), que atualmente está na Secretaria da Aliança. A reunião conta também com participantes da Aprosoja Mato Grosso do Sul, e entidades representantes da cadeia de soja do Paraguai, Argentina, Estados Unidos e Canadá.
Além dos assuntos acima relacionados, a Aliança também discute a sustentabilidade do sistema produtivo, o que envolve as boas práticas agrícolas, a inclusão do plantio direto para recuperação de carbono, e a certificação global da produção.
Conforme o vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso, Fernando Cadore, a guerra comercial tem sido assunto recorrente nas reuniões do ISGA por se tratar de tema de grande impacto econômico entre os países produtores. Além disso, o encontro deve formalizar um documento sobre o tema Limites Máximos de Resíduos (LMR’s), com o posicionamento da cadeia mundial da soja para embasar as ações governamentais de cada país.
“É um fórum onde se discute assuntos inerentes à cultura da soja em cada país, e de que maneira podem impactar cada ente desse processo. É provável que desse encontro saia um documento relacionado aos limites de resíduos internacionais de agroquímicos, que servirá de suporte técnico para os governos trabalharem, para que se equalize em nível mundial, com objetivo de chegar em um denominador comum, que cause o menor impacto possível para cadeia de soja”, pontuou Cadore.
Outro tema tratado nesta reunião do ISGA é o possível banimento do uso do glifosato na Europa e os impactos para os países produtores de soja. De acordo com Fernando Cadore, a proibição desse defensivo nos países que compõe o ISGA torna a produção inviável. “Hoje o glifosato é uma ferramenta indispensável para nossa produção da América do Sul”, afirmou.
O fórum se reúne cerca de duas vezes ao ano para debater temas internacionais relacionados à produção de soja.
A próxima agenda será uma missão internacional para a Europa, ainda no primeiro quadrimestre do próximo ano, principalmente para tratativas com órgãos regulamentadores e com a nova Comissão Europeia, instalada no último dia primeiro de dezembro.
A Aliança Internacional dos Produtores de Soja – ISGA congrega 95% da produção mundial de soja, com a participação dos países Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Estados Unidos e Canada.
Colaborou a ascom da Aprosoja Brasil.
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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