Política MT
ALMT instala Câmara Temática da Saúde Indígena e Mesa Diretora sinaliza com emendas parlamentares

Com compromisso de resgatar a dignidade no tratamento com os povos originários, os indígenas, e seus direitos como cidadãos, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promoveu, nesta segunda-feira (15), a instalação e abertura oficial da Câmara Setorial Temática (CST) da Saúde Indígena, em cerimônia realizada no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) com a participação de diversas etnias.
À frente da iniciativa estiveram o presidente da Casa, deputado Max Russi (PSB), e o 1º secretário, deputado Dr. João José de Matos (MDB), que sinalizaram levar ao Colégio de Líderes a proposta de destinar um percentual das emendas parlamentares impositivas da saúde pública para atender especificamente a população indígena.
A primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, madrinha dos povos indígenas não compareceu ao evento, mas reafirmou através do presidente do Poder Legislativo seu compromisso em resgatar uma dívida histórica, de respeito e reconhecimento a importância daqueles que sempre estiveram aqui, antes da chegada daqueles que formariam a atual sociedade brasileira.
Segundo Paloma Veloso, que vai presidir a Câmara Setorial Temática da Saúde Indígena, a determinação do presidente da Assembleia Legislativa é dar o primeiro passo para ampliar as políticas públicas voltadas aos povos originários. A prioridade é a saúde, considerada essencial, mas também devem ser contempladas áreas como agricultura familiar, assistência social, emprego e geração de renda. “Este momento marca o início de uma nova etapa na construção de políticas públicas, para os desafios enfrentados por diversas etnias em nosso Estado para o acesso à saúde”, afirmou.
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Na mesma linha, o deputado Max Russi destacou que a iniciativa representa um movimento em defesa dos povos indígenas, reforçando a necessidade de atenção integral do Poder Público. “Estamos iniciando a caminhada em busca do resgate e do reconhecimento da importância dos indígenas para o Brasil e para o mundo”, disse Max Russi sinalizando que em Mato Grosso são 55 mil seres humanos que precisam de atenção especial e efetiva do Poder Público como um todo, por isso a Câmara Setorial Temática (CST) irá definir metas a serem cumpridas e tiradas do papel para que se transformem em realidade.
Paloma Veloso reforçou que em todo mundo se discute políticas diferenciadas para os indígenas. “Não se deseja com essa ação da Assembleia Legislativa, priorizada pelo presidente Max Russi, criar diferenciações, mas sim, políticas definitivas de interesse de uma parcela da população que foi prejudicada por muitos anos pela maior parte da população que ocupou suas áreas, seu modo de vida e trouxe melhorias, mas também muitos problemas que precisam ser solucionados” assinala a presidente da CST.
Ricardo Weibe Tapeba Nascimento Costa, Secretário Nacional de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde do Governo Federal, assinalou que as políticas voltadas para os povos indígenas, no Governo Lula, estão sendo executadas de forma prioritária e assegurou que: “Mato Grosso dá um passo importantíssimo e definitivo, pois quando se promove uma Câmara Setorial Temática para discutir, principalmente a questão da saúde indígena, se reconhece que existe uma prioridade e metas a serem cumpridas”, explicou o secretário nacional.
Ele foi mais longe ao lembrar que a união de esforços nas três esferas de Poder, Federal, Estadual e Municipal, amplia a possibilidade de se construir de forma efetiva soluções para os problemas dos indígenas.
“Já temos em implantação o SAMU Indígena (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que funciona no vizinho Estado de Mato Grosso do Sul e em breve estará funcionando em Mato Grosso” disse Ricardo Weibe Tapeba Nascimento Costa que frisou existirem no Brasil, 1,6 milhões de indígenas, dos quais 55 mil em Mato Grosso.
Ele frisou que a meta é permitir que os indígenas sejam atendidos em suas pretensões e tenha prioritariamente a saúde como meta, diante da fragilidade em decorrência de enfermidades que não faziam parte do seu dia a dia. Costa também anunciou que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha já assegurou para em breve em Mato Grosso, o Programa “Agora tem Especialista” que disponibiliza atendimento de média e alta complexidade e será implantado também para os indígenas.
Dentro de um planejamento, Mato Grosso vai ter um Hospital Indígena dentro da estrutura do Hospital Universitário Júlio Müller, adiantou o secretário nacional de Saúde Indígena.
Segundo o superintendente do Hospital Júlio Müller, Professor Reinaldo Gaspar que representou a Reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marluce Souza e Silva, os atendimentos vão acontecer no novo prédio do Hospital Universitário Júlio Müller. “Teremos atendimento personalizado para indígenas, inclusive com espaços próprios para a internação e tratamento dos mesmos”, disse Reinaldo Gaspar.
O médico e 10 Secretário da Assembleia Legislativa, Dr. João José de Matos assinalou que a Câmara Setorial Temática tem chances de construir uma solução para uma determinada parcela da população que sofreu e ainda sofre com o desenvolvimento, “pois alteramos todo o modo de vida desses povos originários e nada mais correto do que trabalharmos para devolver a eles uma melhor expectativa de vida”, assinala Dr. João.
Bruna Santiago, do Conselho Regional de Enfermagem (CoremMT) assinalou que o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) será acionado para que possa adotar as medidas necessárias para fazer o melhor enfrentamento desta nova realidade, pois em um evento internacional em Genebra já se definiu a formação da primeira turma de enfermagem indígenas.
O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH), Wesley da Mata, assegurou interesse em participar de forma efetiva e procurar a melhor maneira de promover a inclusão dos povos originários a toda e qualquer política pública.
Na ocasião, o Pajé Ezequiel Nambiquara Kitauru, realizou uma “pajelança” que, segundo ele, foi voltada para abençoar aqueles que trabalham pelo bem comum de todas as pessoas. “O senhor deputado Max Russi já conquistou seu espaço entre os 43 povos indígenas e dois grupos isolados e vamos avançar ainda mais para que todos possam viver e conviver da melhor maneira possível, pois tendo o compromisso da Assembleia Legislativa, do Governo Federal e dos Governos Municipais, poderemos continuar a construir um mundo melhor”, disse o pajé.
Max Russi sinalizou que um árduo trabalho vem sendo desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso para garantir saúde para a população e agora esse trabalho será reforçado para que a mesma saúde seja garantida para os indígenas.
“Precisamos e vamos avançar ainda mais na saúde básica e na média e alta complexidade e fico feliz em ver por parte do Governo Federal através do Ministério da Saúde, do SUS, da FUNAI, enfim todos os órgãos públicos boa vontade e determinação em fazer mais e melhor para todos”, assinalou o presidente do Parlamento Estadual.
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
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