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ALMT recebe exposição “Colhendo Memórias, Resgatando o Amor”

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

O luto e os desafios emocionais maternos vivenciados após a morte de um filho são temas da exposição “Colhendo Memórias, Resgatando o Amor”, promovida pelo grupo Mães de Anjos de Mato Grosso. A mostra é alusiva ao Dia Internacional de Sensibilização à Perda Gestacional, Neonatal e Infantil, lembrado no dia 15 de outubro, e ficará disponível para visitação no Espaço Cultural da Assembleia Legislativa de segunda (14) até sexta-feira (18), das 8h às 17h.

“Esta é uma forma de conscientizar as pessoas sobre a importância do acolhimento das mães que vivenciam essa dor e do apoio fundamental para a readaptação após esse momento difícil”, destaca a coordenadora do grupo, enfermeira Beluci Bianca Soares. Ela explica que a ideia de unir mulheres que sofreram perdas surgiu quando percebeu que havia a necessidade de um espaço para que elas compartilhassem seu sofrimento, mas também as alegrias e a superação. “Juntas, elas desbravam suas dores com compreensão e respeito, ao mesmo tempo em que encontram apoio para se readaptarem e seguirem adiante”, destaca.

O relato da servidora pública Júlia Nobre é um dos que estão expostos e refletem um pouco das vivências de luto dessas mães. Ela conta que buscou apoio no grupo aos três meses de gestação, quando soube que seu filho não teria chances de vida ao receber o diagnóstico de anencefalia (não formação do cérebro na fase embrionária). “Eu e meu esposo resolvemos levar a gravidez até o final e, aos nove meses de gestação, recebemos o nosso filho Joaquim num parto humanizado. Nas poucas horas de vida que ele teve, pudemos acolhê-lo em nossos braços e dar todo carinho cultivado durante a gravidez. Posso dizer que parte da força que tivemos para tudo isso veio dos relatos que partilhamos neste grupo de apoio”, conta emocionada.

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Além da exposição, no dia 19 de outubro, próximo sábado, haverá um evento no Parque das Águas para que as mães soltem balões em alusão à vida dos seus filhos. Na ocasião, Beluci explica que será falado um pouco do trabalho realizado pelo grupo, a entrega de uma cartilha para as mães e, ao final, a homenagem com os balões representando cada filho.

Grupo de apoio Mães de Anjos de Mato Grosso – Criado em 2016, a primeira reunião aconteceu em dezembro do mesmo ano com apenas sete mulheres participantes. Hoje, conta com 65 integrantes de várias regiões do estado. Os encontros acontecem a cada dois meses, sempre em Cuiabá. Em cada reunião é escolhido um tema para discussão e é feito, também, o acolhimento às mulheres que acabaram de se aderir ao grupo, sempre com o acompanhamento de um profissional de psicologia.

A coordenadora destaca que o grupo acolhe mulheres que perderam os filhos desde oito semanas de gestação até cerca de dois anos de idade. A participação é gratuita.

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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