Política MT
ALMT sedia seminário para debater ações voltadas para população em situação de rua
Representantes de movimentos sociais participam do Seminários Pop Rua
Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT
O que fazer e como ajudar as pessoas que vivem em situação de rua, que estão à margem da sociedade e muito distante do acesso aos direitos básicos que garantem a sua dignidade? Essas são algumas das questões debatidas no II Seminário “Pop Rua”, sediado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O evento é realizado nesta quarta-feira (29) e quinta-feira (30) e conta com palestras de representantes de movimentos sociais organizados e de membros dos poderes e administrações públicas que vão compartilhar experiências e discutir propostas sobre ações interdisciplinares para a garantia de direitos da pessoa em situação de rua.
“O objetivo é incluir esse debate na agenda política dos gestores públicos, dos legisladores, e também discutir com a própria sociedade a construção de um plano de ação para tirar essas pessoas da situação de vulnerabilidade e planejar políticas públicas eficazes para que elas também tenham assegurados os direitos básicos a moradia, saúde, educação e segurança”, destaca a defensora pública do estado de Mato Grosso Rosana Esteves Monteiro, uma das organizadoras do evento.
Para a defensora, o evento contribui para a contrução de políticas públicas. “Essa é uma população muito negligenciada pelo poder púlico e excluída pela sociedade. Por isso, o envolvimento dos diversos setores da sociedade neste seminário é fundamental para a a construção de uma rede articulada para efetivação e fortalecimento de políticas que contemplem essas pessoas”, defende Rosana.
“Mais difícil que construir políticas públicas, é romper o preconceito", afirma Samuel Rodrigues representante do Movimento Nacional da População de Rua, pelo estado de Minas Gerais. Samuel morou na rua por 13 anos e sabe bem como é viver à margem da sociedade. Segundo ele muitas pessoas julgam que quem está na rua não se esforça para mudar a situação ou de que todos são dependentes químicos, mas que não é assim. “Muita gente trabalha em situação de escravidão e não ganha o suficiente para ter uma casa e uma vida digna”, explica.
Segundo Rosana Monteiro, o Brasil está num processo de mudança no norteamento das políticas para as pessoas em situação de rua e o governo federal coloca em primeiro lugar o acesso à moradia. “A prioridade é realmente tirá-los da rua e de toda marginalidade que essa condição acarreta e oferecer abrigo. Mas isso é só o primeiro passo para reincluir essas pessoas na sociedade. Mais ainda tem muita coisa a ser feita e que necessita da atuação de diferentes orgãos”, reforça Rosana.
O Seminário é organizado pela Defensoria Pública da União e do Estado de Mato Grosso em conjunto com as organizações não governamentais Fórum Pop Rua de Cuiabá e Movimento População de Rua. Assembleia Legislativa de Mato Grosso é parceira na realização do evento.
Política MT
Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis
Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria
A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.
Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.
Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.
O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.
Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.
Política MT
E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

Foto- Assessoria
A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.
Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.
O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.
Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.
A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.
E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.
A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.
Política MT
Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

Foto-Assessoria
Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.
A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.
“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.
As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.
O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.
Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.
“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.
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