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América Latina e Caribe realizam lançamento regional da Década da Agricultura Familiar
Com o objetivo de construir uma agenda de trabalho para promover processos de desenvolvimento sustentável, que contribuam para a erradicação da fome e da pobreza na América Latina e Caribe, teve início no último domingo (25), na República Dominicana, o lançamento regional da Década da Agricultura Familiar.
O evento reúne, até esta terça-feira (27), ministros, parlamentares e representantes de instituições governamentais, organizações de jovens, mulheres e povos indígenas, setor privado empresarial e cooperativo, organizações não-governamentais e instituições acadêmicas, de 19 países da América Latina e do Caribe, para a elaboração participativa de acordos necessários à implementação do Decênio. O secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwanke, participa da programação de lançamento representando a ministra Tereza Cristina.
Durante três dias, os participantes debatem os desafios para fortalecer a agricultura familiar, considerada a principal alternativa para a produção de alimentos de melhor qualidade e fundamental para a garantia da soberania e segurança alimentar e nutricional. Na pauta de discussões também estão temas como a diversidade do setor na região e suas contribuições para o desenvolvimento sustentável, no contexto da Agenda 2030 e dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Na noite desta segunda-feira (26), Schwanke foi painelista no debate “A Agricultura Familiar e seus Desafios” ao lado de representantes do Chile, Argentina, Peru, Colômbia e Paraguai.
“A participação do Brasil é esperada e extremamente importante, pois as nossas políticas públicas para os agricultores familiares são espelho para outros países. Na ocasião, apresentamos as políticas públicas que estamos desenvolvendo, em especial o Programa Nacional da Agricultura Familiar, Pronaf, que este ano contou com aumento de recursos e garantiu financiamento para construção e reforma de casas rurais, o que chamou muita atenção dos 19 países aqui presentes. Falamos sobre a nossa política de assistência técnica, que pretendemos fortalecer, de crédito fundiário e sobre o cooperativismo, que, para nós, é a forma de gerar poder de mercado para os pequenos e médios produtores rurais”, disse Schwanke.
Na abertura do evento, o ministro da Agricultura da República Dominicana, Osmar Benítez, afirmou que a Década servirá de marco para promover melhores políticas públicas para os pequenos agricultores e destacou que o governo dominicano trabalha com base em dez eixos fundamentais, entre os quais estão a extensão do crédito agrícola, a titulação de terras, a inovação e a capacitação para a comercialização.
Júlio Berdegué, representante Regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), aproveitou a oportunidade para alertar que “a agricultura familiar é essencial para o desenvolvimento e alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, pois sem ela não será possível erradicar a pobreza extrema ou alcançar a meta do Fome Zero” e afirmou que “a inovação será crucial para impulsionar os agricultores familiares”.
Década da Agricultura Familiar
O lançamento regional da Década da Agricultura Familiar ajudará a região a definir como colocar em prática o Plano de Ação Global para a Década da Agricultura Familiar, documento com orientações sobre ações coletivas, que podem ser tomadas durante o período 2019-2028, para o cumprimento dos objetivos da Década, a partir de sete pilares. Cada região deve adequá-lo para criar soluções adaptadas aos problemas e potenciais de sua agricultura familiar.
Entre os objetivos específicos do plano, destacam-se: criar um ambiente político propício para fortalecer a agricultura familiar, apoiar jovens, fomentar a igualdade de gênero e o papel das mulheres rurais, impulsionar as organizações de produtores, melhorar a inclusão socioeconômica, a resiliência e o bem-estar dos agricultores, famílias e comunidades rurais, promover a sustentabilidade da agricultura familiar para alcançar sistemas alimentares resistentes às mudanças climáticas e inovar, em favor do desenvolvimento territorial e de sistemas alimentares que protejam a biodiversidade, o meio ambiente e a cultura.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) lideram as atividades para a implementação da Década da Agricultura Familiar, declarada pelas Nações Unidas no final de 2017, com o objetivo de fortalecer a posição da agricultura familiar e maximizar as suas contribuições para a segurança alimentar e nutrição do mundo.
Agricultura familiar na região
A agricultura familiar está no centro do mundo rural da América Latina e do Caribe, pois, de acordo com a FAO, contribui com 57% a 67% da produção de alimentos da região e gera empregos para mais de 60 milhões de pessoas.
Dados do último Censo Agropecuário, realizado em 2006 pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), demonstram que a agricultura familiar é a base da economia de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes. Além disso, é responsável pela renda de 40% da população economicamente ativa do país e por mais de 70% dos brasileiros ocupados no campo.
A Década da Agricultura Familiar é considerada uma oportunidade para impulsionar a inovação nos setores produtivos e garantir melhor acesso à inovação digital e tecnologias, que permitam ao pequeno agricultor modernizar seus modelos de produção, integrar novos conhecimentos, aumentar sua produtividade e acessar mercados mais dinâmicos, sustentáveis e com mais oportunidades.
Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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