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Ansiedade X processo seletivo
A ansiedade, assim como outras emoções, possui uma função protetiva do nosso organismo. Ela faz parte da gente desde sempre, do choro do bebê faminto exigindo ser atendido, até o momento de aguardar ansiosamente um telefonema ou uma vaga de emprego. Caso alguém esteja participando de um processo seletivo, a ansiedade pode se tornar um obstáculo ou ajudar a conquistar a tão sonhada colocação.
Quando algo pode atrapalhar tantas áreas da nossa vida, não é de se admirar que quando estamos sendo postos à prova, essa emoção se intensifica e toma conta do nosso controle emocional, extinguindo-o quando mais necessitamos dele. É isso o que ocorre com muitas pessoas no momento de arrumar uma vaga de emprego, fazendo com que a pessoa não tenha um bom desempenho durante o processo seletivo ou até mesmo fique impedida de sair de casa.
Alguns dos momentos que geram mais ansiedade são aqueles em que o candidato precisa fazer contato direto com alguém que o avalie, normalmente um gestor de RH. Ao perceber que esse pode ser o momento do ‘é tudo ou nada’, ou seja, quando o candidato percebe que o seu desempenho, mais até do que o seu conhecimento, irá determinar se passa ou não para a próxima fase do processo seletivo. É comum que durante as dinâmicas de grupos, o indivíduo fique demasiadamente preocupado com a forma com a qual os concorrentes estão desenvolvendo as atividades propostas e acabe perdendo o foco na sua própria forma de resolver a mesma atividade, prejudicando-o e até mesmo fazendo com que o mesmo seja eliminado nessa fase do processo.
Já na etapa final, a ansiedade pode atrapalhar desde o momento da escolha de vestimenta adequada até a escolha das palavras que utilizará durante a entrevista, visto que a vestimenta e a linguagem adequadas podem ser determinantes no momento da escolha de um colaborador. Além disso podem ter situações em que o candidato passe mal como uma manifestação psicossomática da ansiedade, o efeito em cada indivíduo pode variar, mas há como saber se é uma manifestação da ansiedade ou um mal-estar eventual através da avaliação das situações que antecedem os sintomas.
Porém, a ansiedade pode demonstrar o quanto o indivíduo deseja aquela oportunidade, o que pode promover o impulso para que o indivíduo se prepare melhor, pois se o mesmo está ansioso provavelmente é por conta de seu desejo. Logo, quanto maior a vontade de passar no processo seletivo, mais nervoso se fica. Para lidar com isso, pode-se procurar estudar a empresa, conhecer mais sobre a vaga, preparar-se mais e, inclusive, buscar técnicas de relaxamento para lidar com a ansiedade do momento.
Soluções mágicas para acabar com a ansiedade não existem, mas algumas técnicas podem, sim, ajudar nos momentos de nervoso intenso. Como, por exemplo, as técnicas de respiração controlada provenientes da Yoga, técnicas de mindfulness ou atenção plena e até mesmo a prática de meditação. Todas são técnicas muito úteis e que podem ser aprendidas superficialmente através de vídeos disponíveis na internet ou da leitura de material específico.
Porém, caso da ansiedade for de fato patológico, as técnicas não serão eficazes. Afinal, nada substitui um tratamento adequado com psicoterapia e, em alguns casos, acompanhamento psiquiátrico. Na dúvida, informe-se com um profissional.
(*) Psicóloga e Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental
CRP 05/42764
Psicóloga atuando na área clínica através da abordagem cognitivo comportamental. Formada pelo Centro Universitário Celso Lisboa. Com curso de formação em Terapia Cognitiva Comportamental (TCC ) no Instituto Brasileiro De Hipnose, Educação e Psicologia (IBH). Atendimento individual a crianças, adolescentes e adultos
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Um estado que produz tanto não pode falhar com sua juventude
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A seca é um teste de gestão

Por Aluísio Metelo Junior*
A seca é um evento previsível e recorrente em todas as regiões produtoras do país. Ainda assim, muitos produtores chegam ao período crítico sem aceiros revisados, divisas limpas, estradas internas operacionais, equipes treinadas ou um plano estruturado de prevenção. Embora seja frequentemente tratada apenas como um problema climático, a seca é, na prática, um teste de gestão. Existe uma máxima que deveria orientar toda propriedade rural: na seca não se planeja, na seca se executa. O planejamento precisa ocorrer meses antes, pois quando os primeiros incêndios surgem, já é tarde para definir estratégias.
A principal barreira contra o fogo não é o caminhão-pipa, mas a manutenção preventiva da fazenda. As Resoluções nº 02 e nº 03 do COMIF reforçam que a prevenção deve fazer parte da rotina de gestão antes do período crítico, e não ser uma resposta emergencial à crise. Entre as medidas mais importantes estão os aceiros, que não podem ser vistos como mera exigência burocrática. Eles constituem a principal barreira física contra a propagação do fogo e devem ser dimensionados de acordo com a vegetação e o relevo, permanecendo limpos, contínuos e estrategicamente posicionados em divisas, reservas, florestas plantadas, lavouras e áreas de infraestrutura. Aceiros mal conservados oferecem apenas uma falsa sensação de segurança.
A segunda linha de defesa é formada pelas pessoas. Equipamentos sem operadores capacitados pouco contribuem para o combate aos incêndios e podem até aumentar os riscos. Ainda é comum a crença de que possuir um caminhão-pipa ou reservatório de água seja suficiente, mas a eficiência da resposta depende do preparo da equipe. As resoluções do COMIF destacam a importância da capacitação operacional, especialmente porque os primeiros minutos de um incêndio costumam ser decisivos para o controle das chamas.
É importante compreender que o fogo destrói aquilo que a seca apenas castiga. Enquanto a estiagem reduz a produtividade, o incêndio pode eliminar completamente os recursos necessários para a recuperação da propriedade. Pastagens, cercas, máquinas, áreas de preservação, florestas plantadas e a própria fertilidade do solo podem ser severamente comprometidos. Em muitos casos, os prejuízos de um único incêndio superam amplamente o investimento necessário para implantar medidas preventivas.
Nesse cenário, o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PPCIF) assume papel central. O documento funciona como um verdadeiro plano de voo da propriedade durante a seca, identificando riscos, áreas sensíveis, rotas de acesso, pontos de abastecimento de água, estruturas de apoio e protocolos de atuação.
Por sua complexidade técnica e legal, o PPCIF não deve ser tratado como mera formalidade. Sua elaboração exige acompanhamento de profissional qualificado, capaz de adequar o plano à legislação vigente, dimensionar corretamente recursos e orientar ações preventivas. Mais do que um documento, o PPCIF é uma ferramenta de gestão de risco que protege o patrimônio, reduz a exposição a multas e fortalece a capacidade de resposta da propriedade.
Quando a umidade cai, os ventos aumentam e os primeiros focos aparecem, não há espaço para improviso. A seca apenas revela quais propriedades se prepararam adequadamente. Aceiros revisados, equipes treinadas, equipamentos inspecionados, estradas operacionais e um PPCIF atualizado são os elementos que definem se a propriedade estará protegida ou vulnerável diante do fogo.
Aluísio Metelo Junior é Coronel Veterano do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, engenheiro de incêndio e especialista com mais de 30 anos de experiência em Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, ex-Presidente do Comitê Nacional de Gestão de Incêndios Florestais (CONAGIF/LIGABOM) e ex-membro do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (COMIF), CEO da Ellos Soluções Contra Incêndios Florestais.
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