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Anuário da Delegacia da Mulher traça perfil de vítimas e agressores

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Assessoria | PJC-MT

Vitimas femininas, solteiras, de cor parda, na faixa de 35 a 45 anos, com ensino médio completo, desempregada e vínculo de ex-convivente com o agressor. Esse é o perfil da maioria das mulheres atendidas na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá, no ano de 2018. 

O perfil de 3.054 vítimas do sexo feminino está no 2º Anuário Estatístico de Violência Doméstica e Familiar, apresentado nesta segunda-feira (01.04), pela delegada titular da Delegacia da Mulher de Cuiabá, Jozirlethe Magalhães Criveletto, no auditório da Diretoria Geral, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso

A apresentação contou com presença do juiz da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar, Jamilson Haddad Campos, da promotora Elizamara Vodonos, do Núcleo das Promotorias de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar, da secretária de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Rosamaria Carvalho, do Diretor Metropolitano, Douglas Turíbio Schutze, da Defensora Pública, Maila Cassiano, da Tenente Coronel, Emirela Martins, coordenadora da Patrulha Maria da Penha, da imprensa, e outros convidados ligados a segmentos de luta e defesa pelos direitos da mulher. 

“Geralmente são mulheres acima de 25 anos, de 35 a 45 anos, especificamente. Elas se declaram solteiras e isso não significa que não estiveram em uma relação afetiva, se declaram solteiras porque normalmente quando elas entram na Delegacia da Mulher para pedir uma medida protetiva já romperam esse relacionamento. Chamamos atenção que são mulheres que rompem o relacionamento no momento que se dirigem a uma Delegacia da Mulher”, disse a delegada Jozirlethe Magalhães Criveletto.

O Anuário da Delegacia da Mulher refere-se a 2.914 procedimentos (ocorrências) de mulheres vitimadas na Capital. Os números representam aumento de 19%, em comparação ao ano de 2017, quando o primeiro anuário analisou dados de 2.511 procedimentos ou registros. 

Em números absolutos, são 3.054 mulheres que passaram por algum atendimento na Delegacia da Mulher. A diferença em relação aos 2.914 é computada pela quantidade de procedimentos adotados, às vezes mais de um para uma vítima, ou mesmo um registro com mais de uma vítima. Junho foi o mês em que mais houve procura na Delegacia, sendo realizados 263 atendimentos de vítimas nesse período.  

Agosto (288) e outubro (284), seguido de julho (262) foram os meses de maiores incidências dos crimes relacionados à violência contra as mulheres. O dia da semana com mais quantidade de ocorrências é terça-feira, que acumula 15,5% das ocorrências, seguido de quarta-feira e domingo, com 14,0% dos fatos, cada. 

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O período do dia de maior ocorrência é o noturno e o procedimento mais requisitados foi à medida protetiva, sendo expedidas 1.635, no âmbito da Delegacia da Mulher. 
A maioria dos agressores são ex-conviventes da vítima, sendo 11,8%, o que corresponde a 361 registros, seguidos de outros (não informado), ex-maridos, conviventes, ex-namorados, filho, irmão, cunhado, cônjuge, relação de trabalho, genro, colega de trabalho, ex-amigo, ex-cunhado, padrasto, dentre outros. 

A  violência mais recorrente entre as vítimas de violência doméstica não se limita ao uso da força física, mas sim à violência psicológica obtida pela ameaça. A violência está intrinsecamente ligada à demonstração do poder, já que impele a pessoa a submeter-se a sua vontade e/ou desejo através da força ou do medo. 

Os dados apontam também que os crimes mais denunciados são: ameaça 1804 ocorrências; seguido de injúria (1723), lesão corporal (496),  contravenções penais  relativas à perturbação do trabalho ou sossego alheio (468), e injúria real (297).

Bairros 

De um total de 229 bairros de Cuiabá que tiveram registros de ocorrência com vítimas de violência doméstica e familiar, no topo da lista continua o bairro Pedra 90, que concentra 85 casos, seguidos do CP3 (71), Dom Aquino (69), Doutor Fábio I e II, (66), Tijucal (59), Centro Norte (45), CP4 (45), Porto (45), Santa Izabel (44), Osmar Cabral (42). Os dez bairros concentram 20% do total das ocorrências atendidas na Delegacia da Mulher.

As ocorrências de violência doméstica são pulverizadas, mas a partir da definição dos principais bairros com índices maiores são direcionados trabalhos de prevenção, como a Patrulha Maria da Penha, que vem desenvolvendo acompanhamentos nos bairros Pedra 90, Dom Aquino e CPA, na capital.

Perfil das vítimas

Quanto ao estado civil das vítimas, 40% declararam ser solteira. Foram 1.214 mulheres solteiras, 565 casadas, 491 conviventes, 380 não informaram nada, 237 disseram serem divorciadas, 93 viúvas e 72 separadas. 

“A maioria delas são ex-conviventes, ex-esposas, ex-namoradas, que procuram nossos serviços e se encontram desempregadas ou condição de subemprego e por isso a necessidade de temos políticas públicas para essa área. São mulheres que tiveram o vinculo com o agressor já que ultrapassa mais de um ano de fim de relacionamento”, observou à delegada. 

Em relação à cor, o Anuário aponta que existe dificuldade das vítimas na definição. Muitas deixaram de declarar, sendo 1463. Já as pardas foram 916, da cor branca 487, negra 126 e amarela 62. 

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A faixa etária de vítimas com maior quantidade de registros está entre 35 a 45 anos, o que representa aproximadamente 26% do total de atendimentos no ano de 2018 na Dedm. Quanto ao grau de escolaridade das vítimas, o ensino médio com 33,6%, ensino fundamental com 17,3%, e  nível superior com 16,1, foram as escolaridades declaradas pela maioria das vítimas. No entanto, 29,3% não informaram o nível de escolaridade. 

O juiz da 1ª Vara Violência Doméstica, Jamilson Haddad, disse que conhecer o perfil das vítimas e agressores é necessário para definição de políticas públicas, assim como para a compreensão das próprias vítimas e as dificuldades enfrentadas por elas. 

“O perfil das vítimas demonstra vulnerabilidade e especialmente em relação à necessidade de políticas públicas, da fragilidade e as necessidades dessas vítimas, que além de terem demonstrar coragem da iniciativa de registrar a ocorrência,  elas se encontram vulnerável sem ter para onde e de que forma fazer. Isso afeta todas as classes sociais, mas paras as que mais necessitam de políticas públicas esse anuário traz compreensão do que nos enfrentamos”, disse. 

Dependência financeira 

A maioria das vítimas também não informou a profissão na ocasião do registro. Das que declaram ocupação, 234 disseram estar desempregadas, 214 serem donas de casas, 100 trabalham como vendedoras, seguidas de aposentadas, estudantes, serviços gerais, autônomas, servidoras públicas, empregadas domésticas, entre outras. 

O desemprego das vítimas é tido como um dos fatores que dificultam o rompimento do vínculo da vitima com o agressor, vez que elas são sustentadas por esses homens, e a dependência contribui para aumento da violência doméstica. 

 “O autor, por vezes, não está em uma questão de desemprego total, vive de bico, pequenos serviços e observamos que não tem uma profissão definida, mas elas ainda tentam retornar a essa relação, justamente, porque elas não têm um futuro, o que aguarda essas mulheres no mercado de trabalho caso rompam com o relacionamento”, pondera a delegada Jozirlethe. 

Grande maioria das vítimas, cerca de 47%, declararam não ter vínculo conjugal com o agressor, quando perguntadas sobre o tempo de relacionamento com o agressor. Sobre o tempo de separação vítima/autor, boa parte das vítimas também informou não terem vínculo conjugal. Na segunda posição encontram-se os casos de relacionamentos que duraram de 05 meses a 01 ano, o que corresponde a aproximadamente 11% dos casos.

Com relação a filhos com o agressor, 19,6% informaram ter um filho, 10,2% disseram ter dois, 3,5% 3 filhos. No entanto, 49,2% não informaram nada e 15,2% disseram não ter.
 

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Perfil dos Agressores

Em 80% dos casos, os agressores de mulheres são homens na faixa de 30 a 59 anos, sendo 15,33% (452) com idade de 30 a 34 anos; 25,54% (753) de 35 a 45 anos, e 13,81% (407) com idade de 46 a 59 anos. São em sua maioria, homens solteiros, 28,57 (842) casos, seguidos de casados 16,19% (477); conviventes 14,76% (435), divorciados 3,56% (105). Mas um percentual de 34,48% (1016) não declarou nada.  

Com relação à escolaridade, o ensino médio completo prevalece em 16,7% dos casos. 

Quanto à profissão do suspeito, 38% dos casos não foram declarados, tendo em vista que, em muitos casos, a vítima não detém a informação acerca da vida profissional do agressor, mesmo nos casos das relações domésticas.

Os dados são com base em declarações das vítimas. 

 Plantão 24 horas

O período noturno é a faixa horária com maior registro das ocorrências envolvendo a violência doméstica e familiar. À noite e madrugada somam mais de 34% dos registros. E é com base nessas estatísticas que a Polícia Judiciária Civil trabalha na implantação do plantão 24 horas, específico para as ocorrências de crimes de violência doméstica e familiar. O atendimento deve começar no início do segundo semestre, no prédio da 2ª Delegacia do Carumbé (antigo plantão metropolitano)

A central é uma das medidas adotadas pela Polícia Judiciária Civil, com anuência da Secretaria de Estado de Segurança Pública e apoio da primeira-dama do Estado de Mato Grosso, Virgínia Mendes, para ampliar o acolhimento, de forma ininterrupta, às vítimas de violência doméstica, em Cuiabá, localidade que concentra o maior índice estatístico de crimes contra esse público vulnerável.

“É uma satisfação muito grande para o governo de Mato Grosso, para nossa primeira dama, Virgínia Mendes, fazer parte dessa ação. Somos conscientes do quão grande é nossa responsabilidade enquanto Secretaria de Estado, pois muitas são as políticas públicas necessárias para minimizar essa situação tão grave”, disse a secretária da Setasc, Rosamaria Carvalho. 

O prédio da 2ª DP, que já foi reformado, agora está sendo preparado internamente para começar o atendimento 24 horas, sete dias por semana, de todas as ocorrências de crimes envolvendo vítimas femininas. 

Anuário 2018 – Relatório Completo 

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Polícia Civil cumpre mandados contra grupo investigado por esquema de influência em decisões judiciais

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Polícia Civil cumpre mandados contra grupo investigado por esquema de influência em decisões judiciais -
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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25.6), a Operação Falsa Vantagem para cumprimento de ordens judiciais dentro de investigações que apuram a atuação de um grupo criminoso suspeito de envolvimento em um suposto esquema de influência em decisões judiciais mediante pagamento de valores.

Na operação, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

A operação integra os trabalhos de investigação que apuram a atuação de um grupo suspeito de prometer influência em decisões judiciais mediante pagamento de vantagens indevidas. As investigações apuram os crimes de extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.

Entre os alvos estão um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública do Poder Judiciário. A operação tem como objetivo apurar como os fatos ocorriam, se a prática criminosa era habitual, identificar desde quando o grupo atuava e localizar outras possíveis vítimas.

Promessa de influência

De acordo com as investigações, o grupo teria prometido a familiares de um condenado a anulação da pena imposta pela Justiça, afirmando ter acesso à servidora responsável pelas decisões, cobrando o pagamento de R$ 150 mil em espécie pela garantia do benefício.

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Segundo o apurado, a solicitação do pagamento em espécie teria sido utilizada para dificultar o rastreamento financeiro dos valores. Porém, a medida resultou apenas na redução da pena do condenado, e não em sua anulação, conforme havia sido prometido.

Insatisfeito com o resultado, o beneficiário passou a exigir a devolução dos valores pagos, circunstância que também é objeto da investigação.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, os mandados buscam apreender aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de outros eventuais envolvidos.

Nome da operação

O nome “Falsa Vantagem” faz referência à promessa de obtenção de influência sobre decisões judiciais em troca de pagamento, criando nas vítimas a falsa expectativa de que haveria garantia de resultados favoráveis perante o Poder Judiciário.

As investigações prosseguem para apurar a extensão do esquema criminoso, identificar outras possíveis vítimas e individualizar a participação de cada investigado.

Operação Pharus

A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate à atuação de grupos criminosos em todo o Estado.

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Polícia Civil prende autor de extorsão que invadiu celular de cliente em Rondonópolis

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Crédito – PJC

A Polícia Civil prendeu em flagrante, nessa quarta feira (24.6), um homem, de 20 anos, pelos crimes de extorsão e invasão de dispositivo informático com obtenção de informações sigilosas.

A ação teve início após uma mulher, de 29 anos, procurar a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, no final dessa terça-feira (23), para denunciar que vinha sendo ameaçada por um indivíduo que, por meio de mensagens enviadas via aplicativo de comunicação, exigia que ela mantivesse um encontro íntimo com ele.

Como forma de coação, o suspeito ameaçava divulgar imagens e vídeos de caráter privado da vítima para familiares, amigos e demais contatos caso suas exigências não fossem atendidas.

Durante o registro da ocorrência, a vítima relatou que desconhecia a forma como o autor havia obtido acesso ao conteúdo armazenado em seu aparelho celular, porém informou que, no dia anterior, havia procurado uma assistência técnica de telefonia para realizar o desbloqueio de seu aparelho, ocasião em que um atendente teve acesso ao dispositivo.

Diante da gravidade dos fatos, equipes da Derf iniciaram imediatamente diligências investigativas para identificar e localizar o responsável pelas ameaças. Durante os levantamentos, os policiais tiveram acesso às conversas mantidas entre o suspeito e a vítima, nas quais eram feitas exigências e ameaças relacionadas à divulgação das imagens íntimas.

As investigações apontaram para o envolvimento do atendente que havia manuseado o aparelho celular da vítima. Ao ser localizado no Centro da cidade e entrevistado pelos policiais, o suspeito confessou ter obtido acesso às imagens privadas e admitiu ter praticado a extorsão, inclusive mantendo contato com a vítima poucas horas antes da abordagem policial.

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Diante da situação de flagrante, o investigado foi preso e conduzido à Delegacia Especializada de Roubos e Furtos, onde foi apresentado à autoridade policial para a adoção das medidas legais cabíveis.

“A rápida resposta da Polícia Civil foi fundamental para interromper a prática criminosa e evitar a divulgação indevida do material obtido de forma ilícita. Por isso, é importante que vítimas de extorsão e crimes cibernéticos procurem imediatamente uma unidade policial para registrar a ocorrência. A denúncia rápida permite a adoção de medidas urgentes, amplia as chances de identificação dos autores e contribui para a proteção das vítimas e para a responsabilização criminal dos envolvidos”, orientou o delegado Fábio Nahas.

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Polícia encontra corpo de estudante de Direito e aponta execução por organização criminosa

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O corpo do estudante de Direito Vítor Ursulino Alves, de 23 anos, foi encontrado na tarde deste sábado (20) em uma área de mata próxima à Secretaria Municipal de Infraestrutura de Colíder, município localizado a 633 quilômetros de Cuiabá. A Polícia Civil investiga o caso e trabalha com a hipótese de que o jovem tenha sido executado por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Vítor estava desaparecido desde o último dia 11, quando saiu da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) após assistir às aulas. A partir do registro do desaparecimento, a Delegacia de Colíder iniciou uma série de diligências que resultaram na deflagração da Operação Caronte.

Durante as investigações, os policiais identificaram o possível envolvimento de membros da organização criminosa no desaparecimento do universitário. Na operação, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão contra suspeitos ligados à facção, todos expedidos pela Justiça da comarca.

No cumprimento de um dos mandados, Ilael Macedo da Silva, de 26 anos, morreu após um confronto com policiais. Segundo a Polícia Civil, ele estava armado e teria reagido à abordagem apontando uma arma para a equipe. O suspeito foi socorrido e encaminhado ao Hospital Regional de Colíder, mas não resistiu aos ferimentos.

As diligências prosseguiram e levaram os investigadores até uma região de mata, onde o corpo de Vítor foi localizado. A principal linha de investigação aponta que o estudante teria sido sequestrado, submetido a um chamado “tribunal do crime” e posteriormente executado por integrantes da facção.

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A Polícia Civil continua apurando o caso para esclarecer a motivação do homicídio e identificar todos os envolvidos na morte do universitário.

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