Mato Grosso
Apoie a pediatria do HCanMT: McDia Feliz é neste sábado
A Campanha do McDia Feliz será neste sábado, 25 de agosto. No dia, a equipe do Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCanMT), junto com voluntários e parceiros, estarão comercializando a camiseta da campanha por R$ 25,00 nas ruas e nas lojas McDonald’s (Shopping 3 Américas e Goiabeiras, Avenida do CPA, Isaac Póvoas e Fernando Correa).
Além disso, os tíquetes comercializados antes do dia 25 de agosto poderão ser trocados por Big Macs. Os interessados em apoiar a campanha ainda podem comprar o lanche diretamente no balcão das lojas. A arrecadação da venda do Big Mac no dia do McDia Feliz é destinada ao HCanMT e este ano também ajuda o Instituto Ayrton Senna, instituição que trabalha com educação.
Com o recurso do McDia Feliz o Hospital de Câncer construiu e mantém o Espaço da Família e construiu e equipou parte da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica no HCanMT, que foi inaugurada neste dia 21 de agosto. Este ano o recurso será destinado para a manutenção do Espaço da Família e para dar início na captação de recursos para reforma da Internação Pediátrica, que em 2017 recebeu 625 internações e uma média de permanência de 5,2 dias.
Adquira a sua camiseta
As camisetas da campanha custam R$ 25,00 e possuem tamanhos infantis e adultos. Elas são ilustradas com as mãozinhas de dois pacientes oncológicos que fazem tratamento no Hospital. A vermelha é da Rafaela Peroni Martinazo, de seis anos, que gosta muito de brincar com bonecas, é meiga e risonha. A mão amarela é a do João Pedro de Barro Santos, de nove anos. Muito enérgico e conversador, João gosta de games e tem o sonho de ser youtuber.
Abertura da campanha pelo HCanMT
O Hospital de Câncer, em parceria com o Instituto Ronald McDonald’s, convida a todos a participarem da abertura do McDia Feliz 2018 na Praça Clóvis Cardoso (Av. Isaac Póvoas) neste dia 25 de agosto. Marcado para começar às 9 horas, a abertura dá início aos trabalhos do dia do McDia e contará com pessoas especiais como a Coordenadora do Setor de Pediatria do HCanMT e uma das precursoras da vinda do McDia Feliz para Mato Grosso, Suely Araújo, e a Bom Futuro, Padrinho da campanha há sete anos.
Para mais informações sobre apoio, voluntariado e compras entre em contato pelo (65) 3648-7567 / 3648-7540 / 3648-7560, pelo Whatsapp (65) 9.8435-0386 ou pelos e-mails[email protected], [email protected] e [email protected].
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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