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Aprosoja-MT lança nova forma de gerenciar riscos a partir do Aproclima

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Defesa Agrícola

Aprosoja-MT lança nova forma de gerenciar riscos a partir do Aproclima

Entidade lança nesta 6ª-feira programa que se baseia em meteorologia gerada por dezenas de estações em propriedades em todo o Estado

18/09/2019

Mato Grosso inaugura, nesta sexta-feira (20), um jeito inédito no Brasil de promover o gerenciamento de riscos nas lavouras de soja e milho, através da compilação de dados oriundos da medição meteorológica com estações físicas instaladas em propriedades rurais. Trata-se do programa Aproclima, criado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), que analisa e reproduz com inteligência informações meteorológicas fornecidas a partir dos quatro cantos do Estado para formação de um banco de dados que subsidiará os produtores na tomada de decisões.

Dados mais precisos fornecidos diariamente por ao menos 33 estações físicas instaladas em propriedades rurais do Estado vêm sendo utilizados para um casamento de informações compiladas pelo parceiro “Tempo Campo”, programa desenvolvido pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ), sob a coordenação do professor Fábio Marin, e analisadas pelos técnicos do segundo parceiro da iniciativa, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que faz a divulgação dos boletins.

Os produtores que aderiram à iniciativa conseguem, através do acesso pela Internet, acompanhar a variação de tempo em sua propriedade e as previsões climáticas. Todos os meses, o informe “Relatório de Acompanhamento Climático” é divulgado com avaliações sobre as perspectivas para o período seguinte. No atual é possível averiguar a falta de chuvas para boa parte do território mato-grossense ao longo de setembro, informação que impacta diretamente na decisão sobre o início do plantio da soja, por exemplo.   

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Sob a responsabilidade da Gerência de Defesa Agrícola da Aprosoja-MT, o setor destaca a importância da formação do banco de dados meteorológicos para diversos fatores essenciais à produção de soja e milho em Mato Grosso. Pelo fato de o estado ser dono de biomas variados e microrregiões que apresentam diferenciadas realidades meteorológicas, buscar maior precisão na aferição dos eventos climáticos pode contribuir sobremaneira.

“Quando se tem um histórico de dados, com os ciclos meteorológicos, é possível ter uma visão comparativa desses ciclos para adotar medidas mais assertivas. Mato Grosso é muito grande. Para lidar com as variações de características e conseguir posicionar é preciso um histórico com maior precisão possível, o que temos a partir das estações físicas nas propriedades”, acrescentou o gerente de Defesa Agrícola da entidade, Daniel Pasculli.

A construção do banco de dados pelos próximos anos pode vir a contribuir, também, na contratação do seguro rural pelos produtores, por exemplo. Conforme os técnicos de Defesa Agrícola da Aprosoja-MT, as seguradoras se baseiam nas condições climáticas de plantio dos estados do Sul, onde é comum as variações provocarem perdas com mais frequência, o que culmina em mais custos do seguro. Com as informações precisas a partir das compilações do Aproclima, será possível que a entidade ajude o produtor a negociar por valores condizentes com a realidade mato-grossense.

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“A partir de dados confiáveis gerados pela Aprosoja, podemos ajudar a rever essa situação do seguro rural e contribuir para elaboração de políticas públicas para o setor com base neles, pois são dados reais, precisos”, ponderou o gerente.

Lançamento – O programa Aproclima será apresentado a produtores rurais dos quadros da Aprosoja-MT em evento de lançamento na noite de sexta-feira. Na ocasião, o público vai acompanhar a palestra do professor PhD em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA), Luiz Carlos Molion. Sua fala será exatamente sobre as perspectivas do tempo para a safra 2019/2020. O evento terá início às 18h30, no Espaço Gourmet da Aprosoja-MT.

Confira a programação:

 

Fonte: Ascom/Aprosoja-MT

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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