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Aprosoja participa de evento que debate alternativas do seguro rural no Brasil
Aprosoja participa de evento que debate alternativas do seguro rural no Brasil
Também foi discutido no evento, o seguro para custeio, seguro de produção e seguro de faturamento e receita
28/11/2019
O vice-presidente Norte da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Zilto Donadello, participou das discussões sobre alternativas para aprimorar o seguro rural no Brasil, na Cátedra de Agronegócio da Academia Nacional de Seguros e Previdência. O evento ocorreu na última terça-feira (26.11), em São Paulo, e reuniu especialistas em estatística, seguradoras, economistas, corretores de seguros e produtores rurais de diferentes regiões do país para discutir os gargalos que impedem uma maior penetração dessa ferramenta de mitigação de risco na atividade agropecuária.
Zilto Donadello pontua que a agricultura brasileira é referência mundial na produção de alimentos, tanto em volume quanto em qualidade, mas que em contrapartida não encontra apólices de seguro adequadas e com normas claras voltadas ao setor. “O Brasil desempenha suas atividades em cerca de 63 milhões de hectares, mas apenas 5 milhões é segurada, isso representa menos de 10%, percentual muito baixo. Precisamos de seguros com regras transparentes, com riscos corretamente quantificados e a um custo apropriado. Outra questão importante são os canais de venda, o produtor precisa escolher o seguro por entender a importância e não como venda casada. A Aprosoja é veementemente contra isso, pois além de representar um abuso da instituição ainda inibe a criação de uma cultura voluntária de gestão de risco. E alerto, se o produtor não tiver renda não haverá produção, então, todos devem se empenhar para garantir a rentabilidade no campo”, enfatizou.
Para Donadello o seguro rural daqui para frente vai ser, verdadeiramente, um mitigador de riscos. “A partir do momento que outros investidores se interessarem pela agricultura brasileira, seja ele estrangeiro ou não, a demanda por bons seguros vai crescer rapidamente. Precisamos estar prontos para essa nova realidade”, ressaltou.
Neste sentido, é preciso que o produtor esteja preparado, munido de todas as informações da propriedade como dados de produção, custo, valor de venda, podendo no futuro captar um crédito mais vantajoso.
Um dos palestrantes do evento, Fernando Pimentel da Agrosecurity, afirmou que cerca de 58 milhões de hectares no Brasil estão desprotegidos, o que explica o problema de um financiamento difícil e caro para as atividades agropecuárias no país. Ele destacou a importância do seguro rural para o financiamento agrícola brasileiro. “E aqui temos elemento externo que pode impedir a recuperação do credito que é a seca, excesso de chuva, etc. Essa é a peça que falta aqui no Brasil, teoria do crédito que norteia os trabalhos dos financiadores e aqui inexiste”, alertou.
Pimentel aponta que enquanto nos Estados Unidos, Canadá e Europa, 95% têm cobertura de apólice, no Brasil não temos nem 10%. Mais de 50% do crédito que vai para produtor rural hoje não sai de banco, mas sim de cooperativas, por exemplo. “A leitura do Banco Central é de subvenciar, aumentar a utilização do seguro para trazer voluntariamente o financiador, mas precisa de uma melhor adequação. Nossa estatística não é boa e gera uma cobertura ruim com prêmio alto, é preciso tratar tudo isso de maneira sistêmica para poder recriar o seguro rural no pais”, defendeu.
Também foi discutido no evento, o seguro para custeio, seguro de produção e seguro de faturamento e receita.
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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