Mato Grosso
Arena Pantanal sediará dois grandes eventos de inovação
Programadores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de softwares inovadores e originais já podem incluir na agenda de compromissos, para os meses de abril e maio, a realização do Front In e do Hackathon, pela primeira vez na Arena Pantanal.
O Governo de Mato Grosso, por meio do Gabinete de Assuntos Estratégicos (GAE), realizou na última semana uma reunião de alinhamento com os organizadores dos eventos, que confirmaram as datas para os eventos. Antecedendo o Hack In Arena, que será realizado nos dias 30 de abril e 01 de maio, o Front In Cuiabá ocorrerá no dia 16 de abril.
De acordo com o secretário adjunto de Estruturação e Inovação do GAE, Flávio Gomes, o objetivo do Estado é fomentar a comunidade local de desenvolvedores de Mato Grosso ao apoiar realizações que promovam o compartilhamento de conhecimento entre os atores do ecossistema de empreendedorismo e inovação.
O Front In Cuiabá, por exemplo, será uma edição dedicada à troca de experiências em diversos níveis de programação, afirmou o gestor. “Será um dia inteiro de palestras ministradas por profissionais de renome no setor da tecnologia e inovação. Uma troca interdisciplinar de experiências.”
Para o representante do grupo de Desenvolvedores de Mato Grosso (DEV/MT), Gabriel Pedro, a iniciativa do Governo de apoiar os eventos “traz para perto as comunidades locais”. Segundo ele, é a primeira vez que realizam o Front In e o Hackathon com a parceria do Estado.

Hack In Arena
O Hack In Arena é uma adaptação exclusiva do nome original da famosa maratona de programação Hackathon, que reúne hackers e outros profissionais que passam horas desvendando dados, sistemas lógicos e trabalhando no desenvolvimento de projetos de software e de hardware.
O fim de semana na Arena Pantanal será de imersão no tema Governo Digital, proposto como o desafio para a competição entre os programadores que terão que pensar em um banco de ideias voltadas para a administração pública estadual.
“Ao contrário do imaginário popular, os hackers não são criminosos. São desenvolvedores que se dedicam, com intensidade fora do comum, a conhecer e entender profundamente sistemas, programas, dispositivos e redes de computadores”, conceitua o gerente de projetos de Inovação do GAE, Felipe Oliveira, ao pontuar que serão 24 horas de uma intensa e desafiadora maratona no Hack In Arena.
A previsão, conforme os organizadores, é que sejam disponibilizadas 120 vagas para o Front In Cuiabá e 80 vagas o Hack In Arena. Segundo eles, em breve devem estar disponíveis nos sites oficiais informações sobre a inscrição e a programação.

#SWCUIABÁ II
O diálogo entre o Governo de Mato Grosso e representantes do setor de inovação do Estado, formado por entidades civis, Startup MT, DEV-MT e outros parceiros locais, continua para que também seja promovida em 2016 a segunda edição do Startup Weekend Cuiabá. A novidade neste ano é a realização de três edições do #SWCUIABA. Além de Cuiabá, as regiões Norte e Sul do Estado devem sediar o maior encontro de startups do mundo. A previsão é de que elas ocorram no segundo semestre de 2016.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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