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As Fomes
Já sabemos que a fome no Brasil e no mundo não é uma catástrofe inevitável. Há tempos sabemos que a miséria de tantas pessoas não se deve à escassez de recursos, nem a causas naturais, muito menos ao destino ou aos desígnios misteriosos de Deus.
E sabemos disso, também, graças a muitos que ousaram – ousar* no sentido pleno dessa palavra: os romancistas da fome como Rachel de Queiroz (OQuinze) eJosé Américo de Almeida (A Bagaceira); ossociólogos da fome no Brasil, Euclides da Cunha (“Os Sertões”) e Rodolfo Teófilo (A Fome). Josué de Castro, nas obras Geografiae Geopolítica da Fome,derrubou mitos.
Um amigo de infância (com fome) me disse que não quer ler ou ouvir romances. Elecansou da sociologia. Ageografia não o encontrou.E a poesia é para quem quer as nuvens, mas ele só tem o chão duro, batido, de terra.
Herbert de Souza, o Betinho, já dizia isso:“Quem tem fome tem pressa”.
Fomos produzindo, ao longo da nossa história, a pobreza. Fomos aprendendo como natural, quase como se não tivesse outro jeito: que tem aqueles que têm e aqueles que não têm; os que comem carne todo dia e os que não comem; os que usam gás de cozinha e os que usam pedaços de madeira entre os tijolos de oito furos; os que têm mansões e os que nem barraco têm; os que compram calças de R$ 1.000 (mil reais) e os que não enchem nem metade do carrinho do mercado…
A indiferença “cômoda, fria e globalizada” é parte da fome e da pobreza, das pessoas e do mundo.
Essa indiferença (in)comum está a caracterizar o “aqui”, o agora e nos leva a nos afastarmos e ignorarmos “o outro” (o outro é tudo que é vivo: a planta, a árvore, os pássaros, os bichos todos… as pessoas… nós)
Eu digo nada deste mundo nos é indiferente, queiramos ou não.E quando eu decido o meu destino não é só ele que decido.
Um amigo atual (faminto) me disse que não é possível alguém sofrer de fome no Brasil. Alguém sentir uma sensação desconfortável ou dolorosa causada por energia insuficiente advinda da alimentação; pessoas privadas de alimentos, num estado de incerteza sobre a capacidade de obter alimentos; o risco de pular refeições ou ver a comida acabar, de ficar sem comida. A fome experimentada, ficar sem comer por um dia ou mais…
Já marquei um encontro entre meus amigos, não serei mediador de nada. A vida é a arte do encontro embora haja tando desencontro pela vida. (Vinícius)
Amigo leitor, despertapara a fome! Perceba a miséria que vivemos. Há a fome e ela vem de várias maneiras.
*Ousar é perder o equilíbrio momentaneamente. Não ousar é perder-se. (Kierkegaard)
*Emanuel Filartiga é Promotor de Justiça em Mato Grosso
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Há vagas, há trabalhadores, mas por que eles não se encontram?
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O agro no centro do mundo
Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário
Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.
Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.
Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.
Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.
Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.
Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.
A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.
O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.
Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.
O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.
Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

O que a ciência mostra :
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
Envelhecer bem ,exige preservar força
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