Mato Grosso
Assaltantes mortos em tentativa de roubo a malotes de abastecimento de caixas do Atacadão são identificados
Os três criminosos mortos em confronto após tentativa de roubo a malotes de abastecimentos de caixas eletrônicos, ocorrido na tarde de sexta-feira (10.05), no supermercado Atacadão, na região do Coxipó, em Cuiabá, eram monitorados pela força-tarefa da Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (Saap) e Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Seop/MJSP).
Os suspeitos mortos são: Luciaquino Quirino Serra de Paula, 37 anos, Fábio Aparecido da Costa, 26 anos, e Dauan Félix da Silva (sem idade). Eles vinham atuando contra joalherias em Cuiabá e também eram investigados pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) da capital, que ajudou a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) na identificação deles. Ao menos cinco teriam participado da ação criminosa. Dois estão foragidos.
A informação de possível roubo a um carro-forte foi repassada pela equipe da força-tarefa aos policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que deslocou equipes policiais, chefiadas pelo delegado Flávio Henrique Stringueta, até o Atacadão, localizado na entrada do bairro Tijucal.
“Ficamos aguardando melhores informações sobre onde seria o possível assalto a um carro-forte. Assim que a equipe da força-tarefa identificou que o local era o Atacadão e também passou que os criminosos já estavam no local, adentramos no estacionamento do supermercado quando avistamos a entrada do carro-forte da empresa Brinks”, disse o delegado.
Conforme o delegado, nesse momento disparos já tinham acontecido no interior do supermercado, provocando correria dos clientes e funcionários. Os policiais identificaram que dois criminosos roubaram um veículo HB20 para fugirem e estavam armados com uma submetralhadora SMT 40 e pistolas PT 940 ponto 40, com brasões da PJC e da PM, respectivamente. As armas foram apreendidas. Uma das pistolas foi roubada de um policial militar.
Os policiais verbalizaram ordenando que os criminosos parassem, mas diante do perigo iminente para os próprio policiais e outras pessoas no local, foram efetuados disparos para contê-los, provocando a morte de ambos.
Uma varredura completa foi realizada no estabelecimento, por conta disto, policiais constataram que a ação contou com a participação de pelo menos mais dois criminosos, que teriam fugidos pelos fundos do supermercado para onde também correram diversos clientes e funcionários.
O Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPaer) foi acionado e realizou patrulhamento na região, mas até o momento os bandidos não foram localizados.
A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) e a Politec foram acionadas para perícia de local de crime e liberação dos corpos, encaminhados ao Instituto de Medicina Legal (IML).
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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