Política MT
Audiência discute asfaltamento de onze bairros de Cuiabá
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
A Assembleia Legislativa realizou na noite de quarta-feira (23) audiência pública para discutir a responsabilidade do governo do estado e da Prefeitura de Cuiabá sobre a pavimentação de onze bairros da capital. Atualmente há um entrave no início das obras que levarão asfalto a esses locais, pois falta definir se a execução caberá ao município ou ao estado. O debate foi requerido pelo deputado estadual Elizeu Nascimento (PL).
A representante da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística (Sintra/MT) e superintendente de Gestão de Pavimentação Urbana da Sinfra, Keith Prado, garantiu que o executivo estadual já possui todas as condições para iniciar o asfaltamento dos bairros, mas que depende de autorização da Prefeitura de Cuiabá para concluir o processo. O executivo municipal não enviou representante à audiência.
“O processo licitatório está pronto, mas não recebemos anuência da prefeitura para iniciar as obras”, afirmou Keith Prado. Ela explicou que estão reservados R$ 56 milhões para asfaltar os bairros Jardim Fortaleza, Novo Tempo, Parque Amperco, Novo Milênio, Campo Verde, Planalto, Jardim Aroeira, Novo Horizonte, Osmar Cabral, Tancredo Neves e Alto Boa Vista. A superintendente ainda apresentou um documento que, segundo ela, liberaria o andamento do processo caso seja assinado pelo prefeito Emanuel Pinheiro.
Presidentes de bairro, moradores e vereadores presentes defenderam que o chefe do executivo municipal dê a anuência. “Vamos convencer Emanuel Pinheiro. É preciso deixar as diferenças políticas de lado, quem sofre lá na ponta somos nós sem asfalto”, argumentou o presidente do bairro Alto Boa Vista, Domingos Amadeu. “Peço para o prefeito, se a necessidade é só assinar, que assine. O governador já avisou que tem dinheiro”, disse o presidente do bairro Jardim Aroeira, Wemerson Teodoro.
O vereador de Cuiabá, Dilemário Alencar (Podemos), defendeu a mobilização dos moradores dos onze bairros. “São quase 40 mil pessoas para convencer o prefeito”, assegurou. O deputado Lúdio Cabral (PT) ressaltou que bairros foram ficando para trás com o tempo e garantiu que se unirá à luta para realizar as obras. “O problema é só assinatura, não é dinheiro, nem projeto, nem licitação”, destacou.
Moradora do bairro Alto Boa Vista, Zenilde Pereira coelho, pediu agilidade na resolução do problema. “Já se vão 25 anos de lutas e esperanças, nós queremos asfalto, uma condição melhor de vida, pagamos impostos, nós merecemos”, suplicou. “Sofremos com lama quando chove e poeira quando não chove. São 25 anos padecendo”, disse o presidente do bairro Amperco Juscelino da Silva Campos.
Requerente da audiência pública, o deputado Elizeu Nascimento (PL) declarou que fará um documento para recolher a assinatura de todos os deputados estaduais pedindo que o prefeito de Cuiabá autorize o Governo do Estado a realizar as obras. “São obras de relevância, que vão mudar a vida das comunidades. Os políticos têm de ter comprometimento e responsabilidade com a população”, reforçou o parlamentar. Ele solicitou aos moradores que também façam um abaixo assinado. Nascimento afirmou ainda que pode levar a discussão para outras instâncias caso o governo estadual e a prefeitura não se entendam.
Fonte: ALMT
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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