Política MT
Audiência na AL discute aumento de casos da doença de Alzheimer na população idosa
Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT
A população idosa no Brasil cresceu 26% nos últimos seis anos. Em 2039, o número de pessoas com mais de 65 anos vai superar o de crianças com até 14 anos, e a projeção é que um em cada quatro brasileiros (25%) será idoso em 2060, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em meio a este cenário de envelhecimento acelerado no país, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) abriu um importante debate sobre a conscientização em relação ao Alzheimer, uma doença degenerativa que, conforme estimativas, pode atingir aproximadamente 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% com mais de 85 anos.
A audiência pública, realizada em parceria pelos deputados Doutor João (MDB) e Wilson Santos (PSDB), reuniu mais de 100 pessoas, nesta segunda-feira (7), no auditório Milton Figueiredo. Os idosos e seus familiares receberam informações médicas importantes sobre como proceder nos casos de registro da doença de Alzheimer, que impacta diretamente toda a família e os amigos do paciente.
Doutor João fez um alerta para a importância da conscientização sobre o Alzheimer e a detecção precoce da doença. “O diagnóstico preventivo permite que cuidados sejam tomados pelos profissionais de saúde, para melhorar a qualidade de vida do paciente e dos seus familiares cuidadores, minimizando assim o severo impacto da doença de Alzheimer, que compromete a memória e as funções cognitivas do idoso”, explicou Doutor João.
O deputado Wilson Santos destacou a relevância do debate sobre a doença de Alzheimer, que tem acometido muitos idosos. “O envelhecimento da população do Brasil e de Mato Grosso tem que deixar em alerta o poder público, para que sejam criadas políticas especiais para atendimento da população idosa, que muitas vezes acaba não recebendo a atenção devida”, afirmou.
Atenção aos sintomas
Um dos palestrantes do evento, o médico especialista em geriatria Denis Milanello, explicou que não é qualquer esquecimento que pode ser visto como um sintoma de alguma doença degenerativa. “É preciso ligar o alerta e procurar um profissional quando os esquecimentos são recorrentes e atrapalham a rotina ou a funcionalidade social do indivíduo. Ou seja, uma perda de memória de alguma coisa que sabia fazer, mas que não consegue mais executar, como se tivesse desaprendido”.
Ainda segundo o especialista em geriatria, não existe uma cura para o Alzheimer. Pesquisas têm avançado no mundo, mas não na velocidade do aumento dos casos. Denis Milanello explicou que o próprio diagnóstico da doença ainda é feito de maneira clínica, e o tratamento medicamentoso é usado para tratar os sintomas apresentados pelo paciente.
“São considerados fatores de risco atualmente a idade acima dos 60 anos, o registro de casos na família, ser do sexo feminino (por conta do alelo E4 da apolipoproteína, que compromete a cognição), baixa escolaridade, depressão e doenças cardiovasculares. Por isso, recomenda-se de forma preventiva o estilo de vida saudável, dieta equilibrada, além de exercícios físicos e mentais”, disse o médico.
Na atualidade, a comunidade médica tem recomendado que, nos casos de Alzheimer, é preciso associar o tratamento medicamentoso com tratamento comportamental, que faz o estímulo à criação de novas conexões e estímulos cerebrais.
Sobre o assunto, a especialista em ginástica cerebral Alessandra Trentino esclareceu que atualmente existem ferramentas de estímulo que as pessoas podem utilizar para manter a mente mais ativa, como forma de prevenção e complementar ao tratamento da doença. Segundo Alessandra, a estimulação cognitiva melhora a atenção, dá autoconfiança e ajuda a minimizar o impacto de eventuais doenças degenerativas.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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