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Audiência pública em Barra do Bugres debate o andamento das obras da MT-246

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Foto: Luiz Alves/ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou nesta segunda-feira (5), audiência pública na Câmara Municipal de Barra do Bugres para discutir o andamento nas obras previstas no Programa de Exploração Rodoviária (PER) da MT-246, de responsabilidade da Via Brasil Concessionária de Rodovias.

O deputado Chico Guarnieri (PRD), requerente da audiência, revelou a crescente insatisfação da população, autoridades e empresários locais com os atrasos nas intervenções previstas no contrato de concessão.

A rodovia integra o chamado Lote II da concessão estadual, com extensão de 233,20 km, que abrange também as MTs 343, 358 e 480, todas sob administração da Via Brasil desde setembro de 2021. No entanto, passados quase quatro anos, o deputado Chico Guarnieri afirmou que “praticamente nada foi feito”, especialmente em pontos críticos como o perímetro urbano de Barra do Bugres, onde acidentes graves e fatais são registrados com frequência.

“Convocamos essa audiência porque o contrato previa a duplicação da avenida Marechal Rondon no quarto ano da concessão, que se encerra em 20 de setembro, e não vemos sequer o início das obras”, afirmou Guarnieri. “Ontem mesmo tivemos mais duas mortes em um acidente na rotatória de acesso à Porto Estrela. Quantas vidas mais vão precisar ser perdidas para que essa obra saia do papel? ”, indagou o parlamentar.

Durante a audiência, o parlamentar ressaltou que a duplicação é estratégica não apenas para o município, mas para toda a região médio-norte e noroeste do estado. A pavimentação da MT-247, que vai interligar Diamantino a Lambari D’Oeste passando por Barra do Bugres, deve intensificar significativamente o tráfego na Marechal Rondon, inclusive de veículos pesados como bitrens e caminhões de nove eixos. Segundo ele, isso tornará ainda mais urgente a readequação da infraestrutura viária urbana.

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“Hoje, quem sai de Diamantino e quer chegar em Lambari percorre mais de 500 km por rotas alternativas. Com essa nova ligação, a distância será reduzida para 246 km. Isso é ótimo para a logística, mas sem duplicação, Barra do Bugres se tornará um gargalo perigoso e intransitável”, alertou.

Guarnieri também pediu uma revisão pontual no contrato, especialmente para reconfigurar a rotatória de acesso a Porto Estrela. Atualmente, ela é “vazada”, o que, segundo o deputado, contraria normativas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e tem causado uma série de colisões. “Queremos uma rotatória fechada e segura, como determina a legislação moderna. Não dá para aceitar soluções ultrapassadas com vidas sendo perdidas”, enfatizou.

O diretor regulador de Transporte e Rodovia da Agência Estadual de Regulação (Ager), José Ricardo Elias, confirmou que o trecho urbano de Barra do Bugres está, de fato, previsto para execução até setembro de 2025, mas admitiu que há estudos em andamento para redefinir parte do projeto, devido ao impacto social e urbanístico. Segundo ele, este é o momento adequado para realinhamentos contratuais, já que o contrato está em sua revisão ordinária, conforme previsto.

Natália Osorski, superintendente de Gestão de Concessões da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra), também esteve presente e reiterou que as obras de duplicação, construção de vias marginais e três interseções devem ser entregues até setembro. Porém, ela ponderou que ainda há etapas técnicas em análise, o que pode comprometer o cronograma. “Ainda não consideramos que há atraso, porque o prazo ainda não foi vencido. Mas estamos discutindo ajustes e alternativas junto à Via Brasil, Ager e a prefeitura, especialmente diante das desapropriações envolvidas”, explicou.

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Essa questão foi tema de preocupação expressa por empresários locais. Luís Antônio Júnior, proprietário de um galpão de mil metros quadrados no local que será duplicado, manifestou receio com os impactos sociais da obra. “Empresas que dependem da Marechal Rondon não podem ser simplesmente removidas. Essa mudança, se mal planejada, pode levar empreendedores à falência”, alertou.

A prefeita de Barra do Bugres, Maria Azenilda Pereira, reforçou o apelo por urgência e destacou que a cidade não suporta mais a morosidade. “Essa é a principal via de acesso da cidade e por onde passa o maior fluxo de carretas. Essa duplicação não pode esperar. É questão de segurança e desenvolvimento”, disse.

Concessionária – Renato Beltran, representante da Concessionária Via Brasil, prestou esclarecimentos sobre o andamento das obras previstas no contrato de concessão da MT-246 e demais rodovias do Lote II. Durante sua fala, ele reconheceu a preocupação da população e das autoridades locais com os prazos e impactos sociais, mas reforçou que a empresa está cumprindo o cronograma contratual dentro dos prazos estipulados e que eventuais ajustes estão sendo discutidos com os órgãos competentes.

“A Via Brasil entende a importância das obras para o município de Barra do Bugres e para toda a região. Estamos no terceiro ano de concessão, e as intervenções previstas para o quarto ano, como a duplicação da avenida Marechal Rondon e as obras nas vias marginais, estão sendo analisadas tecnicamente. A previsão de entrega é setembro deste ano, conforme o contrato”, afirmou Beltran.

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Ele também destacou que a concessionária está colaborando com a SINFRA, a AGER e as prefeituras para avaliar alternativas de projeto que minimizem impactos sociais e ambientais, especialmente em relação às desapropriações.

“Estamos sensíveis às preocupações dos comerciantes e moradores. Nenhuma obra será iniciada sem que haja uma análise completa dos impactos, e estamos abertos ao diálogo para buscar soluções que atendam ao interesse público com responsabilidade”, completou o representante da Via Brasil.

Beltran ressaltou ainda que o processo de revisão ordinária do contrato é o momento ideal para realizar ajustes e melhorias nas diretrizes do projeto, considerando as novas demandas e realidades observadas desde o início da concessão.

Ao final da audiência o deputado Chico Guarnieri, disse que o encontro cumpriu seu papel de dar voz à população e colocar as autoridades frente à realidade e que a Assembleia Legislativa vai seguir acompanhando o tema e pressionando os órgãos envolvidos. “Não podemos mais aceitar promessas, precisamos de prazos, ações e, sobretudo, respeito com as vidas que estão sendo colocadas em risco diariamente”, finalizou.

Fonte: ALMT – MT

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Ibrahim deixa suplência de Janaina para se dedicar coordenação das campanhas de Nininho e Fábio Garcia

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Foto- Assessoria

Nesta quinta-feira (10), o vereador por Rondonópolis Ibrahim Zaher(MDB), comunicou a sua saída da segunda suplência da candidata ao Senado Janaina Riva, para se dedicar a coordenação das campanhas de reeleição do deputado estadual Nininho e do deputado federal Fabio Garcia. Segundo o parlamentar, seguirá apoiando sua candidatura e participando ativamente da campanha no município.

A decisão já havia sido comunicada previamente a Janaina e ocorre em razão de um compromisso assumido anteriormente por Ibrahim com a coordenação da campanha do deputado estadual Nininho e do deputado federal Fabio Garcia. Com o avanço do período eleitoral, a função passou a exigir dedicação integral e tornou necessária a reorganização de suas responsabilidades dentro das campanhas.

Antes de formalizar sua saída da suplência, Ibrahim participou diretamente da estruturação da campanha de Janaina em Rondonópolis, incluindo a montagem do comitê no município. A inauguração realizada nesta segunda-feira (07.09), com grande participação de apoiadores e lideranças, consolidou essa etapa do trabalho e demonstrou a força da candidatura na região.

Ibrahim reforça que sua decisão não representa qualquer afastamento político de Janaina. Pelo contrário, ele continuará trabalhando por sua candidatura ao Senado, agora conciliando esse apoio com a missão de coordenar a campanha de Nininho e Fabinho, compromisso que já havia assumido anteriormente.

“A Janaina sempre soube desse compromisso que eu já tinha com Nininho e Fabinho. Conversei com ela com toda transparência e combinamos que eu ajudaria a organizar a campanha em Rondonópolis e, depois dessa etapa, precisaria me dedicar integralmente à coordenação da campanha dele. Saio da suplência, mas continuo apoiando a Janaina e trabalhando pela eleição dela ao Senado”, afirma Ibrahim.

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Ele também destacou o resultado da mobilização em Rondonópolis. “Nós conseguimos montar uma estrutura forte, reunir lideranças e mostrar, na inauguração do comitê, o tamanho do apoio que a Janaina tem aqui. Tenho muita confiança no projeto dela e continuarei contribuindo para que esse trabalho cresça ainda mais em Rondonópolis e na região para termos a Janaína como Senadora por Mato Grosso.”

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Alessandra acusa adversário de “jogar baixo” e diz que candidatura incomoda por ameaça à disputa por cadeira na ALMT

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Foto- Redes Sociais

A candidata a deputada estadual Alessandra Ferreira (Podemos) elevou o tom contra um adversário político ao comentar as recentes movimentações na Justiça envolvendo sua possível candidatura à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Sem citar nominalmente o adversário no trecho, Alessandra afirmou que ele estaria incomodado com o crescimento de seu projeto político e que, em vez de disputar nas urnas, estaria tentando utilizar a Justiça para dificultar sua participação na eleição.

“Ele está muito incomodado com tudo isso, incomodado que há uma grande chance, possibilidade de a gente alcançar essa cadeira e, infelizmente, ele não quer vir para a disputa no pau a pau”, afirmou.

Na avaliação de Alessandra, a tentativa de questionar sua candidatura não deve prosperar e representa uma forma inadequada de fazer política.

“Ele quer jogar baixo desse jeito, buscando a Justiça, mas eu acredito que a Justiça vai ser justa e vai entender que nós estamos fazendo o que todo cidadão tem a possibilidade de fazer e tem o dever de fazer”, declarou.

A candidata também levantou a possibilidade de que sua condição de mulher e o fato de ser esposa do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, estejam entre os fatores que provocariam resistência ao seu projeto eleitoral.

“Eu não sei se é porque eu sou mulher, eu não sei se é porque eu sou a esposa do Cláudio, eu não sei se ele está se sentindo acuado, se ele pensa que a nossa candidatura atrapalha a dele”, disse.

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Alessandra defendeu ainda que a disputa eleitoral seja definida pelo eleitor e afirmou que sua candidatura estaria ganhando força justamente por provocar reações dos adversários.

“Eu entendo que nós estamos no caminho certo, porque senão ele não estaria fazendo isso. Eu só gostaria que ele fosse mais homem e não jogasse baixo igual ele está jogando e fizesse uma disputa justa”, afirmou.

A pré-candidata reforçou que considera legítimo o direito de qualquer cidadão disputar uma eleição e pediu que a população tenha liberdade para decidir nas urnas.

“Deixar o povo escolher. O cidadão tem o direito de fazer a sua escolha, escolher o que é melhor para sua cidade, melhor para seu estado”, declarou.

Na sequência, Alessandra associou o discurso eleitoral às ações e investimentos realizados em Rondonópolis. Ela citou obras e serviços na área da saúde, o microrevestimento de vias e a ordem de serviço para o viaduto, além da duplicação do anel viário, destacando a parceria entre o município e o Governo de Mato Grosso.

“Nós não fazemos a política da pessoalidade. E, como eu falei, eu sinto muito por um homem velho daquele, velho na política, enxergar dessa forma, mas você tem uma oportunidade de mudar os seus pensamentos. Pense grande, vamos ser grande, vamos pensar numa Rondonópolis para todos”, concluiu.

As declarações colocam a disputa pela vaga na Assembleia em um novo patamar de confronto político, com Alessandra sinalizando que pretende manter a candidatura e enfrentar os adversários diretamente nas urnas.

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Advogado compara Wellington Fagundes a “chupim” em crítica à aproximação de Janaína Riva com o PL

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Foto- Redes Sociais

O advogado de Rondonópolis e analista político Dr. Olivar, apoiador da deputada estadual Alessandra Ferreira, fez uma avaliação contundente sobre a movimentação política envolvendo a deputada estadual Janaína Riva, o MDB e o PL. A análise foi feita na manhã desta quinta-feira (10), durante participação no programa Bom Dia Cidade, da Rádio 104 FM.

Ao comentar a aproximação de Janaína Riva com o PL e o espaço ocupado pela direita em Mato Grosso, Olivar utilizou uma metáfora para definir o papel que atribui ao senador Wellington Fagundes no processo.

“Eu até falei carinhosamente, fiz um apelido para o Wellington Fagundes: ele é o chupim”, afirmou.

Segundo Olivar, a comparação faz referência ao comportamento do pássaro conhecido por colocar seus ovos no ninho de outras aves, deixando que elas façam o trabalho de incubação e criação.

Na avaliação do analista, Fagundes estaria tentando inserir Janaína Riva no “ninho” político construído pelo PL e pelo crescimento da direita em Mato Grosso.

“O PL sai gigante das urnas. Esse ninho não foi construído pelo Wellington Fagundes, não foi pelo carisma do Wellington Fagundes. O PL é outro ninho”, afirmou.

Olivar sustentou que o fortalecimento do PL não seria resultado exclusivamente da atuação individual de Fagundes, mas de uma transformação do cenário político e do crescimento do eleitorado de direita.

Para ele, a eventual entrada de Janaína no espaço político do PL representa uma disputa pelo controle dessa estrutura eleitoral.

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“Esse ninho construído, onde os eleitores de direita confiam, o Wellington Fagundes vem e coloca o ovo do chupim, que é a Janaína Riva”, declarou.

Disputa pelo eleitorado da direita

O analista também avaliou que uma candidatura ao Senado exige uma estratégia diferente daquela utilizada em eleições proporcionais.

Na visão de Olivar, Janaína Riva possui uma trajetória marcada pela capacidade de transitar entre diferentes grupos políticos, mas uma eventual candidatura majoritária exigiria também a conquista de uma parcela significativa do eleitorado identificado com a direita.

“Para ser deputada ela não depende [do voto da direita], mas como majoritária, para o Senado, ela sabe que depende”, afirmou.

Olivar questionou, então, quem estaria levando vantagem na aproximação: Janaína Riva ao entrar na estrutura do PL ou o próprio partido ao incorporar uma candidatura com estrutura política própria.

A metáfora do “chupim”, segundo ele, representa justamente essa disputa.

“Quem está usando a estrutura de quem?”, questionou.

Estrutura política

Durante a entrevista, Olivar também relacionou a trajetória eleitoral de Janaína Riva à estrutura política construída por seu pai, o ex-deputado estadual José Riva.

Ele argumentou que a ascensão eleitoral da deputada não poderia ser analisada apenas pelo aspecto pessoal ou pelo carisma, mas também pela estrutura política construída ao longo de décadas.

O analista classificou José Riva como um “animal político”, no sentido utilizado pela sociologia e pela ciência política, ao defender que estruturas políticas podem sobreviver aos próprios personagens que as construíram.

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A partir dessa leitura, Olivar avalia que a atual movimentação em torno de Janaína Riva seria parte de uma estratégia mais ampla de manutenção e expansão dessa estrutura política.

A análise, entretanto, é uma avaliação política apresentada por Olivar durante o programa, e não uma conclusão judicial ou constatação oficial sobre as articulações mencionadas.

No fim, a metáfora deixada pelo analista resume sua crítica: o PL construiu um ninho eleitoral identificado com a direita; agora, a disputa é para saber quem vai controlar esse ninho.

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