Policial
Audiência Pública sobre violência doméstica ocorre na tarde desta sexta-feira
Assessoria TJ-MT
A forma como a violência doméstica era tratada no Brasil mudou após a sanção da Lei Maria da Penha, em 22 de setembro de 2006. A normativa trouxe a punição dos agressores e a proteção das mulheres vítimas de violência e o constante enfrentamento a esse tipo de crime e a aplicação da lei tem encorajado mulheres e a sociedade a denunciar os agressores. A Audiência Pública “Enfrentamento da violência familiar contra mulher: Juntos por uma rede estruturada de atendimento em Mato Grosso”, realizada pelo Poder Judiciário nesta sexta-feira (26 de abril), às 13h30, no auditório do Fórum de Cuiabá, tem a proposta de discutir, por meio de três eixos estabelecidos, medidas eficientes e eficazes para a implementação de políticas públicas em prol dos números crescentes e recorrentes de violência contra a mulher e principalmente o feminicídio no Estado.
Referência da magistratura nacional e estadual, a desembargadora aposentada Shelma Lombardi de Kato, atuou fortemente contra a violência doméstica. Ela é um dos grandes nomes das mulheres no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e durante a carreira militou pelos direitos e pela não violência contra a mulher, seja ela criança ou adulta. Por 14 anos foi a única juíza no Estado (novembro/1969 a junho/1984) e depois que se tornou desembargadora, pelo critério de merecimento, passou 25 anos como representante do sexo feminino integrando o quadro do Tribunal de Justiça estadual (novembro/1979 a fevereiro/2005). Até hoje é a única mulher que chegou ao cargo de presidente do TJMT (1991/1993).
Shelma vê com bons olhos a audiência pública, principalmente para se modificar a realidade brutal, como ela mesma diz, vista todos os dias nos noticiários e que infelizmente não são de agora, já que vivemos em uma cultura machista. “Vi situações dramáticas de mulheres que choravam porque não tinham condições de aguentar mais a pressão para que elas pudessem trabalhar em paz, sem assédio sexual, principalmente. Que essa audiência pública seja abençoada e surta efeitos concretos. Temos muitas magistradas que estão atuando nesse contexto e elas deverão ter espaço para colocar as necessidades do momento. Eu fico dentre as pessoas que aplaudem e incentivam todas essas ações. Tenho confiança nas mulheres que estão nesse momento conduzindo esses interesses, que não são apenas jurídicos, que vão muito mais além, são de vida e importantíssimos no reconhecimento dos direitos humanos das mulheres”, disse.
Tendo como base a mobilização realizada para a concretização dessa audiência pública, a desembargadora Maria Erotides Kneip, que está à frente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Tribunal de Justiça (Cemulher), diz ver esse evento com muita esperança, já que é uma ação que pode gerar muitos bons frutos.
“Queremos criar e verdadeiramente, viabilizar as políticas públicas de proteção aos direitos humanos das mulheres, especialmente aquelas que sofrem violência. E como vamos criar isso? Através da constituição legítima, legal dos conselhos municipais de direitos da mulher em todos os municípios, de forma paritária, com participação dos organismos de proteção dos direitos da mulher e também da gestão política. Fazer com que esses conselhos tenham voz, tenham vez, tenham constituição correta para poder, inclusive receber os fundos que podem ser destinados a eles. Queremos que a rede se construa em todos os municípios. A partir do momento que tivermos uma rede que verdadeiramente funcione, por mais simples que ela seja no município mais distante, vai ser possível que nós salvemos muitas vidas e preservemos muitas mulheres de violências graves”, comenta.
O Fórum de Cuiabá foi estrategicamente escolhido para que toda a população possa participar e para a magistrada, esse é o Poder Judiciário que ouve o povo e que está onde a população está. “A oitiva da sociedade em todos os assuntos precisa ser uma realidade. O Judiciário não pode estar enclausurado nos gabinetes nem nos processos. Nós precisamos ouvir os reclames da população. Precisamos enfrentar a violência doméstica e se imiscuir nela e entendermos que se trata de uma violação de direitos humanos, que faz parte de um caldo de cultura do patriarcado, do machismo que precisa ser discutido para que realmente apareça uma cultura de paz e de respeito e principalmente de oportunidades e direitos igualitários garantidos entre homens e mulheres”, afirma.
Com a adesão da sociedade e de mais de 30 parceiros de órgãos públicos e instituições, a desembargadora diz estar muito feliz com o evento que se aproxima porque ela vê “com extremo otimismo a realidade se concretizando. Penso que o debate e esse enfrentamento é o que nós precisamos. Precisamos deixar de colocar o lixo debaixo do tapete, as mazelas precisam ser discutidas, debatidas e juntos tenho certeza que somos muitos mais fortes e vamos muito mais longe”, finaliza.
A audiência pública será transmitida ao vivo pelo canal do Youtube do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Acesse AQUI.
Veja o que já foi noticiado sobre a audiência pública:
Audiência pública reúne parceiros e sociedade para debater violência contra a mulher
TJ vai transmitir audiência pública sobre violência contra a mulher ao vivo pelo YouTube
Audiência pública vai debater implementação da rede de proteção à mulher vítima de violência
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
(65) 3617-3393/3394/3409
Policial
Gaeco cumpre mandado na PCE contra facção criminosa
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Cáceres deflagrou, nesta quinta-feira (11), a Operação “Mãos da Lei” contra a facção criminosa Comando Vermelho, na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
A investigação teve início após um réu fazer um gesto com as mãos que remeteria à sigla associada à facção Comando Vermelho, na presença de autoridades, durante audiência realizada em Cáceres.
O gesto chamou a atenção das autoridades e foi interpretado como possível demonstração de vínculo com organização criminosa, além de desrespeito à autoridade. Diante disso, a magistrada responsável pela audiência encaminhou o caso ao Gaeco, juntamente com imagens que comprovam o gesto do réu.
A partir dessas informações, o Gaeco iniciou diligências para apurar a relação do investigado com atividades criminosas na região.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres, na Penitenciária Central do Estado (PCE), foram recolhidos cadernos e anotações manuscritas que podem indicar formas de organização e comunicação interna de facções criminosas em Mato Grosso.
A operação contou com o apoio de equipes do Gaeco de Cuiabá, além do Grupo de Intervenção Rápida, do Canil e do Núcleo de Inteligência da unidade prisional.
O nome da operação, “Mãos da Lei”, faz alusão à resposta das autoridades diante da conduta investigada, reforçando a atuação do Estado no combate ao crime organizado.
O Gaeco é uma força-tarefa permanente composta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.
Policial
Operação contra facção termina com dois mortos em confronto em Rondonópolis

GARRAS o braço operacional da Polícia Civil do MS
Dois suspeitos apontados como integrantes da facção criminosa Comando Vermelho morreram durante um confronto com equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (GARRAS), na manhã desta quinta-feira (11), em Rondonópolis.
A ação faz parte da segunda fase da Operação Leviatã, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul para combater integrantes de organizações criminosas envolvidos em crimes graves.
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
De acordo com a polícia, ao cumprir um dos mandados em um imóvel utilizado como esconderijo da facção, os agentes teriam sido recebidos a tiros por dois investigados. Houve troca de tiros e ambos foram baleados.
Os suspeitos chegaram a ser socorridos e encaminhados para atendimento médico, porém não resistiram aos ferimentos.
No local, os policiais apreenderam armas de fogo e porções de entorpecentes com características semelhantes à maconha.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros integrantes da organização criminosa e desarticular sua estrutura de atuação na região.
Policial
Polícia Civil cumpre mandados contra grupo criminoso que utilizava mulheres para o transporte interestadual de drogas
A Polícia Civil, deflagrou na manhã desta quinta-feira (11.6) a Operação Valquíria, com objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido com o tráfico interestadual de drogas e a utilização de mulheres na logística de transporte de entorpecentes entre estados e para o interior do sistema prisional.
Ao todo, estão sendo cumpridos 27 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão domiciliar e nove ordens de bloqueio de contas bancárias, limitadas ao valor de R$ 500 mil por investigado.
As medidas cautelares foram deferidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com parecer favorável do Ministério Público, diante dos robustos elementos de prova reunidos ao longo da investigação.
As ordens judiciais são cumpridas simultaneamente nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Campo Novo do Parecis, além de unidades do sistema prisional mato-grossense, onde parte dos investigados se encontra custodiada e, mesmo encarcerada, continuava exercendo funções de comando e coordenação das atividades criminosas.
As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) apontaram a existência de uma estrutura criminosa organizada voltada ao tráfico de drogas, cuja logística era operacionalizada por mulheres recrutadas para realizar viagens interestaduais transportando substâncias entorpecentes.
Além disso, as investigações identificaram que o grupo era responsável por promover o ingresso de drogas em estabelecimentos prisionais e realizar a comunicação entre integrantes presos e membros que atuavam em liberdade.
Conforme apurado, lideranças da facção criminosa determinavam e coordenavam as ações ilícitas a partir do interior das unidades prisionais, utilizando aparelhos telefônicos e terceiros para manter a cadeia de comando ativa.
As mulheres investigadas desempenhavam papel fundamental na engrenagem criminosa, atuando no transporte de drogas, repasse de valores, recrutamento de novas integrantes e execução de tarefas logísticas indispensáveis à manutenção do tráfico.
Valquíria
O nome da operação faz referência às Valquírias da mitologia nórdica, figuras femininas encarregadas de cumprir missões e realizar a ligação entre diferentes mundos. De forma análoga, a investigação identificou que mulheres eram utilizadas pela organização criminosa para conectar integrantes presos e em liberdade, transportando drogas, valores e informações necessárias à continuidade das atividades ilícitas.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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