Mato Grosso
Auto da Paixão de Cristo terá duas sessões nesta sexta-feira (18) na Arena Pantanal

O público cuiabano terá duas oportunidades de vivenciar a emoção do Auto da Paixão de Cristo 2025 nesta Sexta-feira Santa (18.4). Realizado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), por meio do programa SER Família Fé e Vida, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, o espetáculo terá duas sessões, às 18h30 e às 21h.
A encenação, que prossegue até o domingo de Páscoa (20), tem proporcionado uma experiência inesquecível, marcada por lágrimas, reflexões e profunda comoção.
Maria Aparecida Souza, moradora do bairro Coophamil, em Cuiabá, já assistiu ao espetáculo e pretende retornar.
“Foi lindo demais! A encenação, os atores, tudo muito emocionante. Hoje vou levar minha filha e minha neta. Recomendo a todos que ainda não assistiram. Vale muito a pena”, afirma.
Elizeu Figueiredo, morador do bairro Mapim, em Várzea Grande, também convida a população que ainda não assistiu para se emocionar.
“Eu ouvi falar muito bem e vim conferir. Impressionante a dedicação dos atores, o cenário, a mensagem… é algo realmente único! Quem ainda não teve oportunidade, corre, porque é uma experiência que fica marcada para sempre na memória e no coração. Não vão se arrepender”, diz Elizeu.
A secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, coronel Grasi Paes, destaca a importância das duas sessões.
“A procura da população pelo Auto da Paixão de Cristo demonstra a força da fé e o sucesso do programa SER Família Fé e Vida. Oferecer duas sessões nesta sexta-feira amplia a oportunidade para quem ainda não assistiu, garantindo a todos a chance de vivenciar a emoção e a beleza deste espetáculo. É uma demonstração do nosso compromisso com a cultura e a espiritualidade do povo mato-grossense”, finaliza Grasi.
Mutirão da Cidadania
Além do espetáculo, o evento integrou o Mutirão da Cidadania, que também segue até domingo (20), das 14h às 18h, oferecendo serviços gratuitos à população, como emissão de segunda via de documentos, orientações diversas e atendimento psicológico voltado à promoção de direitos, preservação e fortalecimento de vínculos familiares, além de informações sobre o programa SER Família. A combinação da arte com o acesso a serviços essenciais reforça o compromisso do Governo de Mato Grosso com o bem-estar social.
Programação do Auto da Paixão de Cristo 2025
Sexta-feira (18.4): 18h30 e 21h
Sábado (19.4): 19h
Domingo (20.4): 19h
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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