Mato Grosso
Autor de vários homicídios em Colniza tem mandado de prisão cumprido
Um foragido da Justiça, apontado como pistoleiro na cidade de Colniza (1.065 km a Noroeste de Cuiabá), foi preso pela Polícia Judiciária Civil com apoio da Polícia Militar, por volta das 13h de domingo (03.11). A ação faz parte da operação integrada Gold and Earth, da Secretaria de Estado de Seguança Pública, desencadeada em fases desde setembro nos distritos de Conselvan em Aripuanã, Juara e nos distritos de Guatá, Guariba e Taquaruçu do Norte, em Colniza.
Com diversas fichas criminais, Marcos Sturaro (32 anos) estava com a ordem de prisão preventiva decretada e foi surpreendido pelos civis e militares, durante um churrasco com amigos.
O suspeito era investigado por atuar com pistoleiro no município de Colniza, responsável por vários homicídios ocorridos na região.
Após denúncia anônima sobre o paradeiro de Marcos Sturaro, os investigadores iniciaram as diligências para apurar as informações. Durante averiguação, foi identificado um endereço, onde estava ocorrendo uma festa, que o foragido participava.
Diante dos fatos foi solicitado apoio operacional os policiais militares, que junto aos policiais civis foram até o imóvel, na localidade denominada Poção.
Na ocasião, foi feito monitoramento do local e depois de constatada a presença do procurado. As equipes aguardaram o momento oportuno para abordagem, feita algumas horas depois. Na residência, Marcos foi encontrado na companhia de outros homens, os quais também foram encaminhados para checagens.
Na Delegacia de Polícia de Colniza, os conduzidos foram ouvidos pelo delegado Henrique Madureira Espíndola de Barros e posteriormente liberados. Já Marcos Sturaro foi preso em cumprimento ao mandado de prisão, e em seguida colocado à disposição do Poder Judiciário.
Operação Gold and Earth
A ação tem como objetivo intensificar as ações de segurança pública na região, visando o enfrentamento de crimes de homicídio, contra o patrimônio e crimes ambientais, com foco na redução dos índices criminais e diversas naturezas, proporcionando a devida sensação de segurança na população local.
Com base nas análises de dados mensais no Painel de Monitoramento da Sesp, no comparativo entre os anos de 2018 e 2019, ficou evidente a necessidade de controle dos índices criminais na região. A operação ainda terá duas fases no mês de novembro.
A operação conta com efetivos da Polícia Militar (PM-MT), Polícia Judiciária Civil (PJC-MT). Mais tarde, chegarão ao local efetivos da Perícia e Identificação Técnica (Politec), Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT), com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e também com parceria Ministério Público nas investigações.
Mato Grosso
Corpo de Bombeiros contém princípio de incêndio em caminhão baú na BR-449

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) foi acionado na manhã deste sábado (31.1) para atender uma ocorrência de princípio de incêndio em um caminhão baú na BR-449, em Lucas do Rio Verde (a 332 km de Cuiabá).
A equipe da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM) foi acionada por volta das 9h e se deslocou prontamente ao endereço indicado. Segundo informações, o fogo teve início próximo ao motor do veículo, possivelmente ocasionado por um curto-circuito.
No local, os bombeiros militares realizaram o combate às chamas utilizando aproximadamente 500 litros de água, conseguindo evitar que o incêndio se alastrasse para o restante da estrutura do caminhão. Não houve registro de vítimas, sendo constatados apenas danos materiais.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Oficinas promovem construção participativa de plano de educação ambiental voltados ao uso da água

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), em parceria com a Fundação CSN, concluiu nesta sexta-feira (30.1) a programação de oficinas para construção participativa do plano de educação ambiental e proteção dos recursos hídricos realizadas nos municípios de Diamantino e Tangará da Serra. Cerca de 60 pessoas participaram das discussões nos dois municípios.
De acordo com a superintendente de Educação Ambiental e Atendimento ao Cidadão, Juliana Carvalho, a programação começou na quarta-feira em Diamantino, com uma oficina para construção coletiva do Programa de Educação Ambiental (PEA) para fortalecimento do cuidado com as águas das cabeceiras do rio Paraguai, em Mato Grosso.
Na sexta-feira (30), a programação foi realizada em Tangará da Serra, em parceria do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Sepotuba. Gestores públicos e representantes da sociedade civil discutiram a elaboração do Plano de Educação Ambiental em Recursos Hídricos (PEA-PRH) das Unidades de Planejamento e Gerenciamento do Alto Paraguai Médio e Alto Paraguai Superior.
“É muito importante nós mudarmos a nossa relação com a natureza e com a proteção das nossas águas, afinal é dela que emerge toda a nossa vida. Essa construção conjunta é extremamente necessária, pois são as pessoas que residem nas comunidades envolvidas que entendem as necessidades, sonhos, vontades e dificuldades do território”, destacou a superintendente.
O presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Sepotuba, Ibrahim Fantin, ressaltou que a elaboração do plano de educação ambiental atende a um anseio antigo do grupo. “Essa é uma ação extremamente importante. O planejamento possibilitará a definição das ações, os pontos que precisam ser atacados e também os atores que precisam ser envolvidos para atingirmos o maior público possível. Queremos que a educação ambiental seja inclusiva para que possamos mobilizar e somar esforços para a gestão compartilhada dos recursos hídricos”, afirmou.
O próximo passo, conforme a Superintendência de Educação Ambiental e Atendimento ao Cidadão, será a realização de um seminário em Cuiabá com a participação dos membros dos Comitês de Bacia Hidrográfica dos rios Cabaçal, Sepotuba e Alto Paraguai Superior para lançamento do plano. O evento deve acontecer no segundo semestre de 2026.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Estudo avalia a eficiência do uso de luzes forenses na detecção de hematomas em pessoas negras

Um artigo científico, escrito com a colaboração do médico-legista Willer da Cruz Zaghetto, da Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec), avaliou a eficiência do uso de luzes forenses na visualização de hematomas em pessoas negras.
O estudo, publicado na revista “Perspectivas em Medicina Legal e Perícias Médicas”, da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícia Médica, leva em consideração a dificuldade dos legistas em visualizar os hematomas, lesões arroxeadas na pele, em pessoas negras, utilizando a luz comum.
Conforme a realidade retratada por Willer no artigo, a maioria das vítimas de violência doméstica no Brasil é composta por mulheres negras, idosos negros ou pessoas LGBTQIAPN+ negras. Contudo, em muitos casos, a caracterização de hematomas nessas vítimas é difícil, o que pode resultar em laudos falsos negativos.
Isso porque um hematoma é o sangue extravasado na pele após um impacto, habitualmente causado por agressão física. Para visualizar esse tipo de lesão, é preciso que haja contraste entre a área lesionada e a circundante, pois, se as duas possuírem a mesma coloração, o que geralmente ocorre em pessoas negras, dificilmente será possível fazer a distinção entre elas com o uso da luz comum.
Esta condição pode levar a equívocos em diagnósticos, além de dificultar a determinação do mecanismo que causou o hematoma.
“Se a lesão não é identificada no atendimento inicial, registra-se falsamente a ausência de lesões. Esse erro contamina a investigação e o processo criminal, além de gerar subnotificação de casos de violência. O objetivo central do trabalho é mitigar esse viés racial de diagnóstico e efetivar o princípio constitucional da equidade no sistema médico-legal”, destacou Willer.
Para contornar esse problema, Willer sugere o uso de luzes forenses, como luz ultravioleta, branca ou azul, que são usadas por peritos para tornar vestígios biológicos invisíveis a olho nu (sangue, sêmen, urina ou saliva) visíveis, em uma cena de crime.
“É um orgulho falar dessa publicação, que é inédita não apenas no Brasil, mas na língua portuguesa. Apresenta uma proposta pioneira para o país, que é a utilização das luzes forenses como mecanismo de triagem nas lesões em pessoas negras – as mais acometidas pela violência. Com isso, buscamos mitigar a cegueira diagnóstica existente e nos aproximar dos padrões internacionais de qualidade. É a ciência a favor da equidade”, pontuou o legista Willer Zaghetto.
O estudo propõe a criação de protocolos nacionais que validem e padronizem o uso de Fontes de Luz Alternativa (ALS) como protocolo de triagem pericial no Brasil, além de destacar que seu uso permite maior detalhamento, contraste e extensão nas lesões em comparação com sua aparência sob luz comum.
O artigo recebeu o título de “Luzes Alternativas na Prática Médico-Legal: Fundamentos para a Padronização da Triagem e Promoção da Equidade Racial” – clique aqui para lê-lo na íntegra.
Fonte: Governo MT – MT
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