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Avalone quer envolver mais deputados em discussão sobre o uso de agrotóxicos

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A discussão do uso de agrotóxicos nas lavouras do Estado de Mato Grosso e a isonomia de valores legais, fiscais e ambientais, foram temas da reunião desta quarta-feira (13), da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa. Na oportunidade o membro titular da comissão, deputado Carlos Avalone (PSDB), propôs que o tema agrotóxico seja debatido na Assembleia Legislativa junto com os demais deputados, por se tratar de um assunto considerado “de extrema importância para a saúde”.

“Eu acho que a discussão está dentro da Casa e a população vem cobrando a questão do agrotóxico. Todos nós gostaríamos de comer uma alimentação que não tivesse defensivos agrícolas. Esse assunto precisa ser melhor debatido, com propostas que não prejudiquem nem produtor e nem o consumidor. Precisamos melhorar isso para a nossa saúde”, disse o parlamentar.

Para melhorar a qualidade vida, Avalone citou como exemplo o fato de que os agricultores da região do médio-norte já utilizam uma nova tecnologia nas lavouras. “O próprio agricultor está investindo em defensivos agrícolas biológicos". Avalone adiantou que teve a oportunidade de conhecer indústrias produzindo esse produto. "Isso está acontecendo em Sapezal, numa agroindústria onde estavam terminando a construção. Estou propondo para a comissão uma visita técnica para conhecer como isso funciona e, posteriormente, debater com várias classes do ramo essa possibilidade para todo estado”, destacou o parlamentar.

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Outro assunto tratado na reunião de hoje foi com relação à isonomia de valores legais no estado. O tema teve a participação do deputado Xuxu Dal Molin (PSC), que vai propor uma reunião com os presidentes e equipes técnicas das demais comissões com o objetivo de levar as sugestões até ao Governo do Estado.

“Pretendo fazer essa reunião para discutir a isonomia de valores legais nas atividades de Mato Grosso, como por exemplo, a fiscal e a ambiental. Depois marcamos reuniões com as equipes do governo para levarmos nossas ideias, porque não podemos ficar da maneira como se encontra”, apontou ele.

Durante a reunião, o presidente da comissão, deputado Sílvio Fávero (PSL), designou relatores para avaliar 14 projetos de leis. Desse montante, cinco deles receberam votos favoráveis, 03 foram rejeitados e outros 06 tiveram pedidos de vista.

“O andamento da comissão está muito bom e a prova disso foi que conseguimos limpar a pauta nesta reunião. O importante é não deixar acumular projetos porque no final fica difícil de analisar todos eles”, disse Fávero. 

Confira os projetos que tiveram votos favoráveis e rejeitados:

PL nº 37/19 – Dep. Eduardo Botelho. Dispõe sobre a disponibilidade dos produtos e instrumentos perecíveis e não perecíveis da fauna e dos recursos pesqueiros, bem como os instrumentos, apetrechos ou equipamentos apreendidos pela fiscalização ambiental. (Rejeitado).

PL nº 46/19. Dep. Eduardo Botelho. Dispões sobre a obrigatoriedade dos estabelecimentos comerciais utilizarem canudos e copos fabricados com produtos biodegradáveis na forma que menciona. (Favorável).

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PL nº 566/19. Dep. Faissal. Torna obrigatória a prestação de socorro à Animais atropelados, determinando a responsabilidade pela guarda de animais domésticos. (Rejeitado).

PL nº 742/19. Dep. Wilson Santos. Cria a Política Estadual de Incentivo à Agricultura de Precisão visando maior eficiência na aplicação de recursos e insumos de produção, de forma a diminuir o desperdício, na produção, aumentar a produtividade, a lucratividade e a garantir a sustentabilidade ambiental. (Favorável).

PL nº 864/19. Dep. Dr. João Dispõe sobre a afixação de cartaz nos locais que menciona, informando sobre o risco de queimadas na área urbana, e dá outras providências. (Rejeitado).

PL nº 872/19. Dep. Thiago Silva Cria a Política Estadual de Compostagem dos Resíduos Orgânicos do Processamento de Alimentos nas unidades das escolas da rede pública estadual de educação. (Favorável).

PL nº 877/19. Dep. Max Russi Cria o Selo Amigo do Animal Abandonado no âmbito do estado de Mato Grosso. (Favorável).

PL nº 1006/19. Dep. Wilson Santos Confere ao Município de Chapada dos Guimarães, o título de Capital estadual da Geodiversidade. (Favorável).

O deputado Carlos Avalone pediu vista dos seguintes projetos de leis: PL-912/19, 957/19, 977/19, 1007/19, 1015/19, e 1060/19.

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

Veja Vídeo:

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