Mato Grosso
Barra do Garças faz homenagem à mãe da primeira-dama de MT com unidade “Euridice Gomes SER Família Criança”
Na visita da primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, ao município de Barra do Garças, no Araguaia, nesta sexta-feira (22.03), foi feita a assinatura do Termo de Adesão do projeto contraturno da segunda unidade do programa SER Família Criança do Estado, e também do Termo de Aceite de mobiliários e materiais permanentes para o Lar dos Idosos.
“Fiquei muito emocionada quando soube que a unidade de Barra do Garças vai receber o nome da minha saudosa mãezinha. Gratidão ao prefeito Adilson, à primeira-dama Leila, ao meu querido amigo Benier, ao vereador Zé Gota e a todos os vereadores por essa homenagem tão especial. Com certeza, o contraturno escolar vai mudar a vida das crianças e das famílias”, disse Virginia Mendes.
“Agradeço ao governador Mauro Mendes por todo apoio e esforço para concretizar esse projeto em mais um município”, agradeceu a primeira-dama do Estado.
“Hoje é um dia histórico para o nosso município, e ainda não estou acreditando. A ação na Vila Maria tem o DNA da dona Virginia, tenho certeza de que a gestão do governador Mauro Mendes é um sucesso, primeiro porque ele é um bom gestor, e segundo pelo olhar diferenciado para o próximo, por isso que a senhora, dona Virginia, é uma pessoa tão querida em nosso Estado, uma mãe para a população mais vulnerável”, disse o prefeito.
Para a secretária Grasielle Bugalho, o primeiro passo para a implantação do SER Família Criança na cidade é fruto de vontade e persistência.
“Era perceptível a vontade de Barra Garças aderir ao projeto Ser Família Criança. A gente sabe que para atender bem um município como esse, o projeto tinha que ter outra versão, até porque vai atender o município vizinho, Pontal do Araguaia. A história de superação do local escolhido se confunde com a história da primeira-dama Virginia Mendes, porque o nome Euridice traz isso. Quantas e quantas vidas serão abençoadas com toda garantia de aprendizado e segurança alimentar que o projeto prevê”, disse a secretária.
A agenda de visitas finalizou com a vistoria nas obras de reforma do Hospital Municipal Milton Pessoa Morbeck, onde o Governo Estadual e o município estão investindo R$ 6,8 milhões.![]()
“Mais uma vez agradeço à população barra-garcense pela recepção e fico feliz em saber que aqui a gestão municipal está trabalhando e olhando para os que mais precisam de atenção”, reconheceu Virginia Mendes.
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Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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