Política MT
Botelho entrega recursos de bazar e anuncia emenda para Hospital Amparo
Foto: KAREN MALAGOLI / ALMT
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo (DEM), entregou, na tarde dessa quarta-feira (04), recursos da 9ª edição do Bazar Solidário da Assembleia Social para o Hospital Amparo de Rosário Oeste, entidade administrada pela Associação Municipal de Proteção e Assistência de Rosário Oeste. Ela atende há 51 anos no município, sendo aproximadamente 2,4 mil pacientes por mês, 99% pelo Sistema Único de Saúde – SUS e doações.
Os recursos no valor de R$ 17,4 mil foram arrecadados graças ao sucesso nas vendas de roupas, calçados, acessórios, itens de decoração e brinquedos, expostos hoje no Foyer do Teatro Zulmira Canavarros. E que superou as expectativas conforme disse a coordenadora da Assembleia Social, Daniella Paulla Oliveira.
Na oportunidade, o presidente Botelho anunciou a destinação de uma emenda parlamentar para contribuir ainda mais.
“Estamos fazendo essa contribuição para ajudar. O hospital está passando por um momento difícil, é totalmente filantrópico, só atende pelo SUS, só atende pessoas carentes. Então, precisa dessa ajuda. Fizemos esse bazar aqui e conseguimos arrecadar um valor que pode ajudar agora no final do ano com folha de pagamento e outras necessidades. E, estamos destinando uma emenda de R$ 100 mil para esse hospital”, afirmou Botelho, ao destacar outros eventos que serão realizados para arrecadar alimentos que também serão destinados às instituições filantrópicas.
“Mais uma vez os servidores atenderam ao nosso pedido prestigiando o bazar. Foi um sucesso e agora vai beneficiar essa instituição tão importante em Rosário Oeste”, disse Daniella Paula.
“Utilizaremos esses recursos com maior carinho em nosso hospital”, disse emocionada a presidente da associação, Elenir Bernadete Gubert dos Santos. Ela disse que a demanda é grande, mas que após conversa com o grupo de trabalho, irá definir o melhor destino da emenda. A doação do bazar, Elenir explicou que será usada para algumas adequações no hospital e sala de Nebulização, também citou outras necessidades como alimentação e materiais de higiene.
“É um hospital que merece todo apoio da Assembleia Legislativa. Temos outros eventos, campanha de doação de alimentos para ajudar instituições como essa que ajudam os menos favorecidos”, acrescentou Botelho.
Ao destacar o trabalho do hospital como um gesto nobre, o deputado Carlos Avallone garantiu uma visita a unidade. Também participou o secretário de Finanças Ricardo Adriane Oliveira.
ASSOCIAÇÃO – O Hospital Amparo de Rosário Oeste atende 24 horas por dia e tem serviço de Pronto Atendimento (PA), de Urgência e Emergência, além de prever internação e promover cirurgias de baixa complexidade, como parto cesáreo, retirada de vesícula, etc. Há também atendimento de clínica médica para homens, mulheres, acompanhamento de gestantes e pediatria.
A entidade filantrópica surgiu por iniciativa da Igreja Católica. Hoje sobrevive por doações dos benfeitores, por repasses de um convênio com a Prefeitura Municipal de Rosário Oeste e com recursos do SUS. No entanto, atende uma demanda maior do que a estrutura suporta.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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