Mato Grosso
Busca por destinos turísticos em MT cresce até 50% após participação da Sedec e empresários em feiras de turismo

Os empresários do setor do turismo registraram aumento de 30% a 50% no interesse por viagens para Mato Grosso, tanto por turistas nacionais quanto internacionais, segundo levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
O aumento se deu depois que a Sedec, por meio da Adjunta de Turismo, levou estandes com atrações do Estado em cinco feiras internacionais, oito nacionais e uma regional durante o ano de 2024. Operadores de turismo (donos de hotéis, pousadas, empresas de passeio e dentre outros) participaram como coexpositores. Nestes espaços, Mato Grosso consolidou sua posição como um dos principais destinos de ecoturismo no Brasil.
A empresária Raquel Zanchet, proprietária do Jardim da Amazônia Lodge, destacou a importância de ter participado da feira internacional WTM Londres para lançar a Rota da Diversidade de Primatas – um corredor que vai São José do Rio Claro, Sinop e Alta Floresta para observação de primatas e pássaros – no estande da Sedec.
“Com o apoio do Governo de Mato Grosso, Sebrae e a Embratur nos tornamos um case de sucesso em birdwatching [observação de pássaros, em português] no Brasil. Participamos da WTM de Londres e lançamos a Rota dos Primatas, que já está atraindo novas operadoras e parcerias importantes. Esse trabalho já está trazendo resultados concretos, com um fluxo de turistas que antes não recebíamos, especialmente interessados na observação de primatas e aves. A visibilidade aumentou tanto que até influenciadores estão nos procurando para destacar espécies como o Parawaku, um primata endêmico que vive ao lado do nosso jardim. Estamos muito otimistas com a próxima temporada”, comentou Raquel Zanchet.
No ano passado, o Estado participou das feiras internacionais BTL Lisboa, ITB Berlin, Global Birdfair, Meeting Brasil e WTM Londres, que juntas movimentaram cerca de 220 mil visitantes.
No Brasil, além das grandes feiras do setor como WTM Latin America, Salão do Turismo, ABAV, Mato Grosso também fez a promoção do Estado em feiras segmentadas como a Avistar e Pesca Trade Show. Nesta última, a Sedec teve um estande de 55m² com a presença de cerca de 50 empresários locais para divulgação de seus serviços e empreendimentos. Foram realizados sorteios e brindes que somaram cerca de R$ 150 mil.
“As negociações realizadas com operadores nessas feiras internacionais e nacionais de turismo e o contato direto com o público final contribuíram significativamente para o aumento do fluxo turístico. No segmento de birdwatching (observação de aves), a participação do Estado em eventos como a Global Birdfair, na Inglaterra e a Avistar, em São Paulo, posicionaram o Pantanal e o Parque Estadual do Cristalino, em Alta Floresta, como destinos de destaque mundial”, comentou o secretário adjunto de Turismo, Felipe Wellaton.
FIT Pantanal
O Governo de Mato Grosso patrocinou a Feira Internacional do Turismo (FIT) do Pantanal, que envolveu toda a cadeia produtiva do turismo no Estado, oportunizando a participação dos municípios para que possam divulgar e comercializar o seu potencial turístico, bem como apresentar cases de sucesso.
No ano passado, foram mais de 300 expositores, 100 artesões, 50 produtores familiares e 65 mil visitantes que percorreram a feira e puderam ver as quase 70 atividades realizadas durante os quatro dias de evento, com palestras, oficinas, rodadas de negócios nacionais e internacionais, painéis e mesas redondas ofertadas por meio da ‘Aldeia do Conhecimento’, além de exposições e apresentações artísticas e culturais que valorizaram os costumes regionais.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou que a participação nas feiras nacionais e internacionais foi importante para apresentar o potencial turístico do Estado, desde o Pantanal, Amazônia, Cerrado e o Araguaia.
“Mato Grosso reafirma seu compromisso em se consolidar como um dos principais polos de ecoturismo e turismo de aventura do Brasil, oferecendo experiências únicas para visitantes do mundo todo. Estamos criando um ciclo virtuoso em que a valorização da nossa cultura, biodiversidade e hospitalidade se traduz em oportunidades para o turismo sustentável e no aumento da confiança de turistas nacionais e internacionais. Seguiremos trabalhando para que Mato Grosso continue a surpreender o mundo com sua diversidade natural e cultural”.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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