Mato Grosso
Educação é alicerce no combate à violência doméstica
Mais de 10 mil mulheres foram ameaçadas em Mato Grosso, nos primeiros seis meses deste ano. Os dados são compilados pela Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (Ceac) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), com base em registros de ocorrências da Polícia Judiciária Civil. Contudo, a ameaça é só um dos crimes praticados contra vítimas femininas. No Estado, 21 mulheres morreram no período de janeiro a junho deste ano, vítimas de feminicídio.
A defensora e coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública de Mato Grosso, Rosana Leite, argumenta que a violência contra a mulher não aumentou com a criação da implantação da Lei Maria da Penha, que completa 13 anos de vigência no país nesta quarta-feira (07.08).
“A violência contra vítimas femininas sempre existiu, mas anteriormente, o poder público não quantificava os números. Com a criação da Lei, nós somos obrigados a identificar estas vítimas. Acredito que não houve aumento da violência, eu acho que a violência ainda é a mesma. Hoje o que ocorre é que as mulheres sabem dos seus direitos e denunciam mais. Contudo, ainda temos que trabalhar para a redução”, enfatiza.
O feminicídio é o homicídio praticado contra a vítima feminina pela condição dela como mulher (misoginia e menosprezo pela condição feminina ou discriminação de gênero) ou em decorrência de violência doméstica. A lei 13.104/15, mais conhecida como Lei do Feminicídio, alterou o Código Penal brasileiro e incluiu o feminicídio como qualificador do crime de homicídio, o que amplia a pena para esse tipo de crime, que vai de 12 a 30 anos de reclusão.
A defensora explica que antes da Lei Maria da Penha, o entendimento da maioria é que o ambiente doméstico era um local inviolável. Mas, quando a lei em defesa da mulher entrou em vigor, este cenário mudou. “Se o crime acontece dentro da casa, o poder público tem que entrar sim. Temos que defender essa vítima e aplicar as leis ao agressor”, justifica.
Outros números da violência apontam que no primeiro semestre deste ano, 4.927 mulheres foram vítimas de lesão corporal e dos crimes de injúria (2.861), calúnia (913), constrangimento ilegal (380), estupro (181), assédio sexual (112) e tentativa de homicídio (140), dentre outros.


Educação é fortalecimento
A defensora avalia que somente a educação pode reduzir os índices de violência contra as mulheres, com informações e debates no ambiente doméstico e nas escolas. São considerados tipos de violência não apenas aquela praticada fisicamente, mas também a psicológica, moral, patrimonial e sexual.
“Eu acho que nós precisamos trabalhar primeiro a cultura. Nós precisamos trabalhar em que contexto nós fomos construídos, fomos educados e educadas. É necessário demonstrar que os direitos das mulheres evoluíram para que a igualdade fosse visualizada, para que a igualdade fosse sentida, então é isso que nós temos que trabalhar, quebrar paradigmas”, pondera.
Rosana lembra que a violência contra mulher deve ser debatida nas escolas, assim com a segurança no trânsito entrou nos debates escolares.
“As escolas precisam debater o assunto, pois é a extensão educacional da criança. Hoje em muitas escolas há palestras e informações sobre o trânsito, por exemplo. E tudo que essa criança aprende, ela repassa. Então essa seria uma forma de estarmos formando cidadãos com outra concepção e só assim, a violência seria efetivamente diminuída”, enfatiza.

Mato Grosso
Presidente do TCE-MT destaca retomada das obras na MT-170 após fiscalização

Foto-Tony Ribeiro/TCE-MT
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou o anúncio da retomada das obras de pavimentação da MT-170, feito pelo Governo do Estado nesta quarta-feira (10), menos de uma semana após fiscalização realizada pelo órgão na região Noroeste. Durante a vistoria, foram constatados problemas graves na execução da obra, incluindo a deterioração precoce do asfalto em um trecho que recebeu investimentos milionários.
“O anúncio da retomada das obras na MT-170 mostra que o trabalho do Tribunal de Contas está no caminho certo. Vamos continuar cumprindo o nosso papel constitucional de fiscalizar o uso do dinheiro público, seja com vistorias in loco, seja pelo trabalho dos gabinetes dos demais conselheiros, seja pela atuação do nosso corpo de auditores. Estivemos lá pessoalmente e vimos que esse trecho de 50 quilômetros, que custou R$ 130 milhões ao Estado e ainda tem uma parte para ser paga, já não tem mais nada de asfalto, está totalmente destruído menos de um ano depois”, afirmou o presidente.
De acordo com o governador Otaviano Pivetta, em anúncio feito durante reunião com empreiteiras, as obras de pavimentação da MT-170 serão retomadas na próxima semana. “Nós nunca tivemos compromisso com o erro. Sabemos que lá temos problemas. Todas as empresas foram notificadas e estamos nos esforçando para resolver.”
Segundo representante da MT-Sul, a empresa está em busca de uma engenharia mais qualificada para evitar novos problemas, além de já ter mobilizado uma equipe e direcionado equipamentos para a retomada das obras.
O TCE-MT vai acompanhar a retomada das obras por meio da mesa técnica, que teve sua reabertura determinada pelo presidente do TCE na segunda-feira (8), para corrigir as falhas e garantir asfalto de qualidade na rodovia MT-170.
Com informações do Governo do Estado
Mato Grosso
CPI da Saúde convoca atual e ex-secretário do Governo de Mato Grosso
Mato Grosso
Governador Otaviano Pivetta convoca mais 283 policiais penais e anuncia novo concurso

Foto- Assessoria
O governador Otaviano Pivetta anunciou, nesta terça-feira (9.6), a convocação de mais 283 policiais penais, oriundos do concurso de 2016 para atuação no Sistema Penitenciário. E também autorizou a realização de um novo concurso público para a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).
“Estou convocando hoje 283 policiais penais para cuidar dos nossos presídios, e estou também assinando um novo concurso público para o sistema prisional. São medidas que integram o conjunto de ações que já estamos adotando nos últimos sete anos, voltadas ao fortalecimento da segurança pública e à ampliação da capacidade operacional das unidades prisionais”, afirmou o governador.
Para o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, o reforço no quadro de servidores é considerado fundamental para acompanhar o crescimento da capacidade instalada e garantir a segurança nas unidades.
“A convocação desses 283 policiais penais e o anúncio de um novo concurso público demonstram o compromisso do Governo de Mato Grosso com o fortalecimento do sistema prisional. Estamos ampliando a estrutura física das unidades e, ao mesmo tempo, investindo em pessoas, garantindo que tenhamos profissionais qualificados para atuar na segurança, na disciplina e nas ações de ressocialização. Esse reforço permitirá oferecer melhores condições de trabalho aos servidores e mais eficiência na gestão penitenciária”, destacou o secretário.
O Governo de Mato Grosso ampliou o número de servidores no Sistema Penitenciário. Em 2019, eram 521 servidores, e em 2025, o número passou para 805. Além disso, desde 2019, Mato Grosso criou 6.516 novas vagas no sistema prisional e mantém obras em andamento que irão acrescentar outras 1.728 vagas nos próximos meses.
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